Chegamos a capital da Europa

Percebemos a falta que faz a calefação pela manhã, quando acordamos. O motorhome estava gelado. Água não saia pelas torneiras. Fomos então até uma loja de conveniência, do lado do posto. Na noite anterior tinham nos dito que seria possível tomar banho. No

  
  

Percebemos a falta que faz a calefação pela manhã, quando acordamos. O motorhome estava gelado. Água não saia pelas torneiras. Fomos então até uma loja de conveniência, do lado do posto. Na noite anterior tinham nos dito que seria possível tomar banho. Nos preparamos todas. Cremes, shampoos, sabonetes, roupas limpas e fomos para a loja quase com uma mudança nas mãos.
Lá, a surpresa. O chuveiro estava enguiçado. Pelo menos foi isso que nos disseram. Ah, que raiva. A gente aposta que foi um golpe que aplicaram na gente. Por que? Não sabemos. Pelo menos escovamos os dentes e a Pati lavou o cabelo na pia do banheiro. A água era tão gelada que chegava a doer.

Museu de Arte Moderna, localizado na Grand Place, em Bruxelas

Museu de Arte Moderna, localizado na Grand Place, em Bruxelas

Voltamos para o carro, tomamos um super café e rumamos para a capital da Europa. Bruxelas é chamada assim porque aqui fica a sede da comunidade européia. À primeira vista a cidade parece uma bagunça. O trânsito é bastante confuso e as ruas um pouco sujas. Estacionar o motorhome foi quase impossível. Levamos quase duas horas pra conseguir uma vaga no centro.

Hotel de Ville, onde funciona a prefeitura de Bruxelas

Hotel de Ville, onde funciona a prefeitura de Bruxelas

Conhecemos a Grand Place, a principal praça de Bruxelas e primeira parada de qualquer turista na cidade. Alguns dos prédios foram erguidos no século XI. É neste local onde fica o Hôtel de Ville, a prefeitura de Bruxelas. O lugar é impressionante. Não é exagero dizer que se fica de boca aberta ao dar um giro de 360 graus por essa praça.

Detalhe do prédio da prefeitura

Detalhe do prédio da prefeitura

Procuramos a central de informações turísticas, pegamos todos os mapas que tínhamos direito e caminhamos até a embaixada brasileira. Só nós mesmas para imaginar que em uma cidade com um milhão de habitantes tudo é perto. Foi quase uma hora para chegar até a embaixada. Não agüentávamos mais caminhar.
Mas todo sacrifício foi recompensado. Lá conhecemos Laurence, uma belga apaixonada pelo Brasil. Ela trabalha no departamento cultural da embaixada. Já viveu no Brasil durante dois anos e daqui a três anos e meio consegue cidadania brasileira.

Falamos pra ela sobre o nosso projeto, o que a encantou. Entregamos a ela material sobre Foz do Iguaçu. Laurence foi falar com o embaixador para saber que tipo de apoio poderíamos receber da embaixada. BINGO: quinta-feira poderemos estacionar o nosso carro em frente ao prédio para que mais pessoas possam visualizar o motorhome e saber sobre as Cataratas do Iguaçu.

O gás ainda era um problema. Passamos por vários postos de combustíveis, mas o nosso botijão é diferente do comercializado no país. Ou comprávamos um botijão novo e pagávamos quase 30 euros ou ficávamos sem gás por mais uma noite. Foi o que aconteceu, ficamos sem gás.

O camping da cidade estava fechado. Então nos dirigimos até o estacionamento de um centro de exposição imenso. Paramos o carro em frente a uma caixa de distribuição de energia. O que pensar nesta hora? Pegamos ou não um pouco de luz emprestada? A dúvida não durou muito tempo. Na primeira tentativa, não conseguimos nada, mas na segunda... Ligamos as luzes, a TV, o computador e o forno também. Saboreamos no jantar pizza e batata assada, acompanhadas de vinho quente (este, um costume alemão que logo incorporamos).

Boa noite!

  
  

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