Chegamos à Espanha

Demos adeus a Lourdes e começamos o caminho rumo a Espanha. Nossa temporada na França foi bastante produtiva e até o fim da expedição passaremos mais duas vezes por terras francesas. Ah! Estava esquecendo, completamos os nossos 16 mil quilômetros quase na

  
  

Demos adeus a Lourdes e começamos o caminho rumo a Espanha. Nossa temporada na França foi bastante produtiva e até o fim da expedição passaremos mais duas vezes por terras francesas. Ah! Estava esquecendo, completamos os nossos 16 mil quilômetros quase na fronteira entre a França e a Espanha.

A beleza do balneário de Biarritz, na costa atlântica francesa

A beleza do balneário de Biarritz, na costa atlântica francesa

No trajeto, foi impossível não parar no balneário de Biarritz. O lugar é encantador. Água é transparente, embora geladíssima. Surfistas se divertiam pegando ondas e algumas pessoas arriscavam algumas braçadas no mar. O sol e a temperatura agradável de 22 graus convidavam a um passeio pela orla. A cidade é um charme e a paisagem fica ainda mais bonita onde os rochedos tomam conta da praia.

Eurotrip aproveita o sol para passear pela orla

Eurotrip aproveita o sol para passear pela orla

Em La Rochelle, não conseguimos molhar os pés na água do mar, mas aqui sim... Até a Espanha eram apenas mais 40 quilômetros. Parte da rodovia costeava o Atlântico. Essa região realmente é muito bonita.

Os rochedos no litoral da França

Os rochedos no litoral da França

Foi engraçado cruzar a fronteira. A diferença é brutal na arquitetura, nos costumes e na quantidade de carros (já passamos por lugares apinhados de veículos, mas acho que nenhum supera a Espanha, pelo menos essa é a nossa primeira impressão).

A vista privilegiada em Biarritz

A vista privilegiada em Biarritz

Da velha aduana que funcionava na fronteira antes da Espanha entrar na União Européia, só sobrou o barracão em ruínas. A cidade parecia mais suja do que as francesas, roupas penduradas nos varais enfeitavam as varandas dos edifícios assim como os pássaros presos em gaiolas. Cenas típicas dos filmes de Almodóvar. É divertido poder observar essas diferenças... Outro detalhe merece registro: o povo aqui é muito bonito, sem restrição.

O congestionamento em San Sebastián, durante nossa passagem relâmpago pela cidade

O congestionamento em San Sebastián, durante nossa passagem relâmpago pela cidade

Nos primeiros três minutos no país, o primeiro susto no trânsito. Um motorista que dirigia um caminhão pequeno cortou a nossa frente sem ao menos fazer um sinal sequer. Realmente, precisamos de mais cuidado do que nunca...

Nossa primeira parada na Espanha seria na cidade de San Sebastián, uma cidade de 180 mil habitantes que se tornou balneário prestigiado pela aristocracia no fim do século 19. Digo seria, porque lá não conseguimos nem parar o carro e dar uma espiadinha no lugar. Logo na entrada da cidade, pegamos um congestionamento gigante. Mesmo assim, conseguimos observar as antigas construções. O gótico francês ficou pra trás para dar lugar ao barroco espanhol.

Assim que avistamos um guarda, perguntamos o que ocorria, ele nos disse que estava havendo uma manifestação na cidade. Falou que só conseguiríamos um lugar para estacionar do outro lado da cidade. E como chegaremos lá, perguntamos... “Voando”, disse o guarda com um senso de humor bem aguçado.

Rodamos até o outro lado e só encontramos estacionamentos lotados. Aí decidimos que era melhor procurar outro “porto”. Seguimos adiante pelo nosso caminho, na estrada que nos levaria a Bilbao, e acabamos parando numa praia a menos de 15 quilômetros de San Sebastián.

Como nossa TV voltou a funcionar aqui na Espanha, no sábado à noite ficamos até um pouco mais tarde acordadas assistindo a um filme, nenhuma estréia. Um daqueles que já passaram pelo menos umas duas vezes na Sessão da Tarde, mas pra quem estava sem TV há muito tempo, foi um filmão.

A cidadezinha silenciosa nos permitiu uma boa noite de sono, a primeira de tantas em terras espanholas.

  
  

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