Chegamos ao Grão-Ducado de Luxemburgo

Nossa noite foi no estacionamento gigante de um posto de combustíveis às margens da rodovia. Estávamos a menos de 50 km da fronteira com Luxemburgo, mas como tínhamos que comprar gás em algum camping ainda na Alemanha, não tivemos opção, paramos ali mesmo

  
  

Nossa noite foi no estacionamento gigante de um posto de combustíveis às margens da rodovia. Estávamos a menos de 50 km da fronteira com Luxemburgo, mas como tínhamos que comprar gás em algum camping ainda na Alemanha, não tivemos opção, paramos ali mesmo. E o lugar não poderia ser melhor. Era bem iluminado e parecia seguro. Colocamos nossas cadeiras e mesa pra fora e aproveitamos a fresca noturna. Pela manhã, seguimos viagem.

Eurotrip chega ao Grão-Ducado de Luxemburgo

Eurotrip chega ao Grão-Ducado de Luxemburgo

Logo encontramos um camping para comprar gás. A piscina do lugar era um convite para que atrasássemos nossa viagem um pouquinho, afinal o calor estava infernal. Mas pensamos bem e decidimos seguir. Deixamos pra trás aquelas estradas largas com acostamento para seguir por um caminho bem estreito no meio das montanhas. Nada perigoso, apenas diferente.

Detalhe de uma casa no caminhos que levam até o Châteu de Vianden, no alto da montanha

Detalhe de uma casa no caminhos que levam até o Châteu de Vianden, no alto da montanha

A fronteira só não passou despercebida porque havia uma placa informando que a partir dali estaríamos num dos menores Estados soberanos europeus. O país não tem mais do que 120 quilômetros de ponta-a-ponta. Tudo é muito pequeno. As cidades parecem miniaturas. Nossa primeira parada foi em Vianden, uma cidadezinha com menos de dois mil habitantes e que fica logo na fronteira entre Luxemburgo e Alemanha. O famoso escritor francês Victor Hugo (de Os Miseráveis) também passou uma temporada por aqui, fugindo de perseguições políticas. Numa das casas do lugarejo funciona hoje um museu em homenagem ao escritor.

A Torre Branca, logo na entrada do castelo

A Torre Branca, logo na entrada do castelo

A maior atração da cidade é o Château de Vianden, um castelo medieval belíssimo construído entre os séculos 11 e 14, no alto da montanha, e que pode ser visto de qualquer ponto da cidade. Comenta-se que o castelo é uma das maiores e mais bonitas residências feudais dos períodos romântico e gótico da Europa.

Vista do castelo de Vianden

Vista do castelo de Vianden

Deixamos o carro no pé da montanha e seguimos caminhando. Pelo caminho, passamos por casas antigas, dezenas de restaurantes e hotéis. Chegamos lá em cima às cinco horas da tarde. Sorte nossa que durante o verão o castelo fecha somente às seis. Tivemos uma hora para conhecer as várias salas que estão abertas à visitação: como a sala dos cavaleiros, a cozinha, a sala de jantar, capelas e o quarto.

Busto de Victor Hugo com o castelo ao fundo

Busto de Victor Hugo com o castelo ao fundo

Em 1820, sob o reinado do rei Willian I de Orange-Nassau, conde de Vianden, o Château foi vendido parte por parte e o resultado foi suas ruínas. Setenta anos depois, ele tornou-se propriedade do grão-duque Adolphe e passou para as mãos do Estado em 1977. Desde então foi sendo reconstruído pouco a pouco. As obras ainda estão em andamento.

Já era tarde para que voltássemos à estrada e ficamos por lá mesmo. Encontramos um lugar ótimo. Nosso quintal ficava ao lado de um rio. Deu até para colocar os pés na água pra refrescar. Esperamos a noite chegar para fazer mais umas fotos e imagens do castelo iluminado. É difícil dizer se ele é mais interessante durante o dia ou à noite. Mais uma vez, dormimos sob um cartão-postal. Esta é uma das vantagens de se viajar assim, com a casa nas costas, como observou bem nosso amigo Douglas Furiati, o Bob.

  
  

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