Chegamos aos três meses de expedição

A terça-feira era um dia especial pra nós. Eram exatos três meses de estrada, muito trabalho, aventuras, amarguras e muito aprendizado. É incrível como ficamos felizes quando estamos dirigindo. Parece uma festa... E foi nesse ritmo qu

  
  

A terça-feira era um dia especial pra nós. Eram exatos três meses de estrada, muito trabalho, aventuras, amarguras e muito aprendizado. É incrível como ficamos felizes quando estamos dirigindo. Parece uma festa... E foi nesse ritmo que partimos logo cedo para a cidade de Pilsen, a oeste de Praga. A estrada é ótima e o percurso é de apenas 77 quilômetros. Dessa vez, não houve estresse com erros de rota. Estávamos estacionadas na saída para Pilsen. Foi só pegar a estrada e seguir reto...

Centro histórico de Pilsen, a capital tcheca da cerveja

Centro histórico de Pilsen, a capital tcheca da cerveja

Pilsen é a quarta maior cidade tcheca, com 170 mil habitantes. O lugar tem belos prédios, assim como a terceira maior sinagoga do mundo, mas o destaque mesmo é a produção da cerveja. A cidade é a capital da produção de pivo (como a cerveja é chamada por aqui), da variedade pilsen.

Eurotrip visita a operadora de turismo Cedok

Eurotrip visita a operadora de turismo Cedok

Pegamos logo o sentido do centro da cidade para dar uma olhada... Geralmente não fizemos isso em cidade muito grandes, porque a chance de encontrar um lugar para estacionar é próxima de zero, mas Pilsen não é tão grande assim.

Interior da Sinagoga de Pilsen, a terceira maior do mundo

Interior da Sinagoga de Pilsen, a terceira maior do mundo

Bem no centro encontramos um estacionamento gigante, ao lado de uma igreja centenária. E o melhor, o posto de informações ficava exatamente na frente do estacionamento. Não tivemos dúvidas e paramos ali. Mas como muita esmola o santo desconfia. Logo veio um guardinha, que mesmo falando em tcheco se fez entender. Não daria para ficarmos lá. Tudo bem... Patrícia ficou no carro para qualquer emergência e Cláudia e Fabiula foram até o posto em busca de mapas da cidade, informações sobre atrações, endereços da imprensa e de internet. Nada aconteceria em tão pouco tempo.

Estrela de Davi no interior da Sinagoga

Estrela de Davi no interior da Sinagoga

Passaram-se alguns minutos e o mesmo guardinha, que havia entrado no prédio da frente depois de ter conversado com Cláudia, reapareceu. Ele parecia ter ficado furioso ao ver aquele carrinho pequeno e pouco chamativo no mesmo lugar proibido. Ai meu Deus, nessas horas Patrícia fica nervosíssima. Ele caminhava e intercalava o olhar entre a sua frente e o lado, onde estava o carro. Pronto, pensou Patrícia, estamos fritas...

Pra não parecer que não acreditamos na autoridade dele, pelo menos Patrícia mudou de lugar o carro e passou os próximos minutos rezando para que as meninas voltassem logo. E elas voltaram. Ufa! Dessa vez escapamos.

Logo fomos procurar um outro lugar para deixar o carro. Encontramos, a poucas quadras do centro da cidade, um imenso supermercado com o estacionamento também gigante. Encontramos parada e até que dessa vez não foi tão difícil.

Deixamos o carro, fizemos a reza de sempre para que ele fique em segurança e partimos para dar uma volta pela cidade. Primeiro a internet, depois fizemos uma visita a Cedok, uma operadora de turismo, localizada no centro de Pilsen. Entregamos o cd, folheteria e o nosso cartão de visitas. Marcela nos mostrou o catálogo com pacotes para o mundo inteiro. Na página destinada ao Brasil, uma fotografia gigante das Cataratas do Iguaçu. A operadora oferece dois pacotes para terras brasileiras, um somente com Foz e Rio de Janeiro e outra incluindo Cataratas, Rio, São Paulo e Manaus.

Queríamos ir até o jornal que tínhamos endereço. No caminho nos deparamos com a sinagoga. Ela é realmente muito bonita e lembra um pouco as igrejas católicas. Em todos os bancos de madeira foram talhadas a Estrela de Davi. Ninguém precisa pagar para visitá-la, diferente da maioria das outras sinagogas européias por onde já passamos.

Finalmente chagamos ao Deníky Bohemia. Gostaríamos de entregar material sobre Foz do Iguaçu e falar da nossa expedição. Lá conhecemos Katca (na verdade, o nome dela é Katerina Chejlavová) que nos atendeu muito gentilmente, mesmo sem termos marcado com antecedência. O horário era o mais ingrato possível para quem trabalha em jornal (perto das seis da tarde) e sabíamos disso. E foi o que Katca falou, que adoraria conversar conosco, mas naquele horário seria impossível porque ela estava fechando a edição do dia seguinte. Ficou com o nosso material e marcou para conversarmos no dia seguinte às 13h. Nos despedimos e voltamos pra casa.

Quando o trabalho termina na rua, está só começando no motorhome. Temos que fazer o roteiro do dia seguinte, preparar os diários, reportagens de turismo que estamos produzindo, entre outras atividades típicas de donas de casa. O dia foi cheio e estamos realmente cansadas... Boa noite, meninas!!!

  
  

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