Chegamos atrasadas para a colheita da uva...

No caminho para os vinhedos de Champagne, completamos 14 mil quilômetros. Quando deixou a região, há semana, Patrícia disse que realmente gostaria de voltar, mas nunca imaginou que isso fosse acontecer tão rápido. Parreirais que servem famosas marcas

  
  

No caminho para os vinhedos de Champagne, completamos 14 mil quilômetros. Quando deixou a região, há semana, Patrícia disse que realmente gostaria de voltar, mas nunca imaginou que isso fosse acontecer tão rápido.

Parreirais que servem famosas marcas de champagne como a Moët & Chandon

Parreirais que servem famosas marcas de champagne como a Moët & Chandon

Chegamos em Reims e seguimos pelo interior em direção a Eperney. Vales e montanhas cobertos de parreirais. Mas logo vimos que havia poucas uvas. Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, será que chegamos atrasadas? Realmente foi isso que aconteceu.

E quem disse que não fizemos a nossa colheita?

E quem disse que não fizemos a nossa colheita?

Entramos em várias estradinhas perguntando por trabalho. A resposta era sempre a mesma: Vocês chegaram tarde, já terminou. Mas ainda tínhamos esperança de encontrar alguma coisa. Até que, alguns quilômetros à frente, um rapaz nos disse: Eu preciso de gente para segunda-feira, é apenas um dia de trabalho. Não tem problema, dissemos. Mas nosso entusiasmo durou pouco. Fomos juntos até a administração da empresa e nos informaram que estrangeiros de fora da Comunidade Européia não podem trabalhar na colheita da uva. Tudo por aqui é muito bem controlado, segundo as normas que protegem o famoso champagne. Pra nós, que pena!!!!!!!!!!!!!!

Luz na escuridão!

Luz na escuridão!

Mesmo assim, não desistimos. Andamos mais um pouco pelos parreirais e falamos com outras pessoas. A colheita estava realmente no fim e ninguém precisava de mais pessoas para o trabalho que terminaria em no máximo dois dias. Um grupo que já ia embora nos indicou uma outra cidade próxima de Eperney, Ludes. Que dúvida, partimos pra lá. Mais uma vez demos com os burros n’água. Tudo terminado...

Já cansadas de ver tanta Maison de Champagne (só nesta região por onde passamos, são 70 marcas), tanta uva e nenhum emprego, paramos em um pequeno estacionamento com mesas para piquenique. Aproveitamos pra “colher” algumas uvas e descascar algumas batatas doces ou beterrabas brancas – ainda não sabemos ao certo que tipo de legume é esse – que encontramos na estrada. Preparamos o jantar, saímos um pouco do carro pra refrescar a cabeça e pensar no que poderemos fazer nos próximos dias. Sorte pra gente! Antes de dormir, uma conversa em volta da fogueira para iluminar os pensamentos...

  
  

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