Completamos os 17 mil km já em terras portuguesas

Demos adeus a Santiago de Compostela confiantes de que voltaremos... Infelizmente não foi dessa vez que conseguimos encontrar os nossos amigos motorhomeiros. A família brasileira que decidiu viver uma aventura num motorhome e dar a volta ao mundo. Calma M

  
  

Demos adeus a Santiago de Compostela confiantes de que voltaremos... Infelizmente não foi dessa vez que conseguimos encontrar os nossos amigos motorhomeiros. A família brasileira que decidiu viver uma aventura num motorhome e dar a volta ao mundo. Calma Murilo, ainda vamos nos encontrar...

O entardecer na marina de Viana do Castelo

O entardecer na marina de Viana do Castelo

Nosso destino era Portugal, a cidade do Porto, finalmente a terra dos nossos descobridores. Tínhamos cerca de 100 quilômetros entre Santiago e a fronteira, por isso decidimos almoçar já em Portugal. Mas nosso almoço acabou se transformando em jantar...

Igreja barroca no centro histórico da cidade

Igreja barroca no centro histórico da cidade

Faltando 30 quilômetros para a última cidade espanhola estacionamos num posto para que Fabiula ligasse pra casa. Ela tinha comprado um cartão telefônico espanhol, que obviamente só funciona na Espanha. Se cruzássemos a fronteira, ela só conseguiria utilizá-lo dentro de uns 20 dias, quando iremos voltar para a Espanha. A “paradinha” durou mais de uma hora, mas valeu a pena. Fabiula conseguiu colocar a conversa em dia na casa dela e nós que ficamos no carro, aproveitamos o tempo jogando cartas.

Traje típico português

Traje típico português

Motorhome na estrada novamente e agora sim: Portugal lá vamos nós. Cruzar a fronteira foi realmente emocionante. Faltam cinco quilômetros, faltam dois, falta apenas um... ESTAMOS EM PORTUGAL. Parece engraçado essa festa toda depois de já termos cruzado outras vinte fronteiras. Mas essa foi especial. Aqui as pessoas falam a mesma língua que nós, a arquitetura é muito semelhante a de algumas regiões do Brasil, nos sentimos realmente em casa.

Com um convite assim, fica difícil não dar um passeio...

Com um convite assim, fica difícil não dar um passeio...

Logo na chegada, entramos numa rodovia pedageada. Como fazemos de tudo para gastar o menos possível, na primeira oportunidade deixamos a estrada e pegamos uma secundária. A estradinha era tão pequena que tínhamos de reduzir a velocidade quando cruzava um outro carro. Mas tudo bem, isso foram apenas alguns poucos quilômetros. Nesse meio tempo, completamos 17 mil quilômetros, de baixo de uma salva de palmas da tripulação.

Litoral norte de Portugal

Litoral norte de Portugal

Seguimos para Viana do Castelo, uma cidadezinha litorânea de 15 mil habitantes que nos pareceu muito simpática. Foi difícil encontrar um lugar para estacionar o carro, mas assim que encontramos decidimos passar a noite ali mesmo e seguir para Porto só na segunda-feira.

Enquanto a mãe da Patrícia preparava o nosso saborosíssimo almoço-jantar. Cláudia e Patrícia foram fazer o reconhecimento da cidade. O lugar lembrava muito o Pelourinho de Salvador. A arquitetura barroca se destaca, assim como os azulejos, um infinidade deles. É fácil perceber que Portugal não é um país tão rico como seus outros da Comunidade Européia.

No passeio, elas descobriram várias agências de viagem e escritórios de operadoras portuguesas. Amanhã, antes da nossa partida para Porto, teremos trabalho por aqui.

Conhecer o país e o povo que deram origem ao Brasil é mesmo incrível. Saber mais sobre a cultura, a gastronomia, o estilo de vida das pessoas. Perceber onde somos iguais e onde somos diferentes. O país de Pedro Álvares Cabral, do poeta Mário de Sá Carneiro, de Fernando Pessoa, de Luís de Camões, de Carmen Miranda (que acho que é mais nossa do que deles). A Portugal do fado (expressão musical da saudade), das delícias à mesa: doces, vinho do Porto, azeite de oliva, bacalhau, caldo verde; da religiosidade, do ouro que veio do Brasil. Bem, é neste país, talvez um pouco romantizado demais por nós, que chegamos e mergulharemos a partir de agora.

  
  

Publicado por em