Conhecemos o Museu do Prado

Logo cedo pegamos o caminho do camping para dar uma carga no carro e assim evitarmos mais um blecaute. Assim como Paris, Madri possui apenas um camping, mas infelizmente a estrutura por aqui nem se compara com a da Cidade-Luz. Seguimos as indicações que p

  
  

Logo cedo pegamos o caminho do camping para dar uma carga no carro e assim evitarmos mais um blecaute. Assim como Paris, Madri possui apenas um camping, mas infelizmente a estrutura por aqui nem se compara com a da Cidade-Luz. Seguimos as indicações que possuíamos, mas encontrar o camping foi quase uma obra do acaso. Não existe sequer uma única placa indicando o local. O camping é decepcionante. Além de caro para a época de baixa estação, não oferece nenhum conforto para o campista. A água do chuveiro é quente, mas o banheiro não tem calefação e para ajudar é todo aberto. O banho é uma combinação de água quente com vento, uma delícia!

Um dos corredores do interessante Museu do Prado, Madri

Um dos corredores do interessante Museu do Prado, Madri

Como não tínhamos muita opção, resolvemos ficar apenas um dia para carregar a bateria do carro e depois veríamos como as coisas ficariam. Nos instalamos, tomamos aquele banho e fomos para o centro filmar a cidade. Aproveitamos para caminhar pelo centro e visitar o tão famoso Museu do Prado, que possui a maior coleção do mundo de pintura espanhola. As principais são as coleções de Velásquez e Goya. Havíamos visto muitas chamadas pela cidade para a mostra de Manet, pintor francês com grande influência dos pintores espanhóis. É a primeira vez que uma coleção de Manet é exposta na Espanha. Com isso acabamos vendo as obras de Manet e a coleção permanente do Prado.

As Três Graças é um dos últimos quadros de Rubens, o mestre flamengo

As Três Graças é um dos últimos quadros de Rubens, o mestre flamengo

O prédio foi construído em 1785 a pedido do rei Carlos III e tornou-se museu em 1819 para expor as obras da coleção real. Falar de museu é uma coisa muito chata, legal mesmo é poder ver de perto as obras. Por isso só vamos dar umas pinceladas sobre o que vimos no Prado. Além de Velásquez, Goya e Murillo entre outros pintores espanhóis, conhecemos as obras de El Greco, e outros trabalhos de Rubens.

As leituras de Goya...

As leituras de Goya...

O interessante deste museu é que ele, em distintos espaços, coloca obras muito parecidas pintadas por diferentes artistas, ditos “inspirados” pelas pinturas dos queridos amigos, muitos deles considerados seus mestres. Dois quadros nos chamaram a atenção. Foram as leituras de Goya e de Rubens de Saturno, filho dos Céus e da Terra, devorando um de seus filhos. O de Goya, realmente é impressionante e assustador. Já o de Rubens parece mais realista, interessantíssimo (veja as fotos).

E de Rubens, de Saturno

E de Rubens, de Saturno

O visitante pode apreciar trabalhos principalmente de artistas espanhóis, é claro, e também das escolas flamenca, italiana, francesa e alemã, além de esculturas romanas. Objetos de decoração dos séculos XVI a XVII, assim como desenhos e gravuras, também fazem parte do importante acervo do Prado. Entre as exposições permanentes, pudemos conhecer a fase da obra de Valdés Leal, especificamente que diz respeito à sua visão sobre “A vida de Santo Ambrósio”, e uma mostra com o título “Imaginário de Dom Quixote”. Enfim, adoramos a visita!

A Criação da Via Láctea, também de Rubens

A Criação da Via Láctea, também de Rubens

Durante o tempo que passamos no Prado, reencontramos Bruno Oliveira Aloi, um baiano que conhecemos rapidamente no metrô em Budapeste. Depois dizem que o mundo não é pequeno! Conversamos uns cinco minutos na Hungria e viemos nos reencontrar na Espanha. Dessa vez com mais calma, conversamos um pouco mais e trocamos cartões. Quem sabe a gente se encontra ainda até o final da expedição...

Depois do ótimo passeio, aproveitamos para conhecer a iluminada e noturna Madri, com seus prédios, chafarizes e monumentos artificialmente coloridos pela combinação de luzes frias e quentes. Fizemos ainda algumas comprinhas no supermercado e voltamos para o camping que guardava nosso querido carrinho e “alimentava” as baterias da casa. Como é bom ter a infra-estrutura de que se necessita...

  
  

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