Conhecendo a história de Luxemburgo

Demos sorte na chegada, na quarta-feira. Conseguimos encontrar o posto de informações aberto. Pegamos mapas da cidade, dicas das atrações do lugar e fomos à procura de um lugar para estacionar. Encontramos um amplo estacionamento e logo paramos nosso carr

  
  

Demos sorte na chegada, na quarta-feira. Conseguimos encontrar o posto de informações aberto. Pegamos mapas da cidade, dicas das atrações do lugar e fomos à procura de um lugar para estacionar. Encontramos um amplo estacionamento e logo paramos nosso carro. Num outro estacionamento ao lado, dezenas de pessoas trabalhavam na montagem de um parque de diversão.Os trailers do pessoal do parque chamaram nossa atenção. Pelo menos três deles eram gigantes, rebocados por caminhões. Mas achamos que esses eram dos chefões. Os funcionários moravam em outros do tamanho do nosso ou menores.

Brasão do Grão-Ducado de Luxemburgo

Brasão do Grão-Ducado de Luxemburgo

Estacionamos o carro e fomos à procura do que acreditamos ser um dos raríssimos cybers do país. No centro de informações turísticas, a funcionária nos indicou um no centro da cidade e avisou que já poderia estar fechado. Eram apenas seis e meia da tarde em plena capital. Vínhamos procurando uma internet desde que entramos no país, mas todos nos informavam que só iríamos encontrar em Luxemburgo. Aqui chegando, vimos que eles quase não existem. Os computadores ficam em um bar, o Sparky’s. Lá conhecemos Hademar, um brasileiro, funcionário do bar, que vive por aqui há 10 anos, metade da sua vida. Ufa, finalmente atualizamos o nosso site!

Monumento em homenagem aos mortos nas Guerras Mundiais

Monumento em homenagem aos mortos nas Guerras Mundiais

É uma pena que normalmente saibamos tão pouco sobre o Grão-Ducado e sobre a cidade de Luxemburgo. Mesmo tendo feito pesquisas sobre os países que visitaríamos antes de iniciar a expedição, tínhamos poucas informações. Bem, o país é muito pequeno, tem apenas 440 mil habitantes, sendo quase 30% de estrangeiros. As línguas oficiais são três: o francês, o alemão e o luxemburguês. O país é um famoso centro financeiro internacional, com a economia baseada nos bancos, e turisticamente é um encanto. São vários castelos, cidades medievais e o fato de tudo ser tão perto. Um outro dado importante é que o combustível aqui é um dos mais baratos que já pagamos, custa cerca de 62 centavos de euro, bem mais barato do que os 80 centavos que pagávamos em média no norte da Itália ou quase um euro na Suíça.

Cláudia e Fabiula na biblioteca municipal, entendendo o francês e o Grão-Ducado!

Cláudia e Fabiula na biblioteca municipal, entendendo o francês e o Grão-Ducado!

A cidade de Luxemburgo nasceu em 963 quando o conde Sigfroi (em francês, talvez Sigfredo em porturguês) construiu um castelo sobre uma montanha rochosa chamada Bock. Luxemburgo cresceu ao redor do castelo. Hoje, dessa construção, só restam casamatas, um conjunto de túneis, que serviram de proteção contra invasões de inimigos. Diz-se que o castelo foi o berço da cidade, do país e da nação. Durante quase quatro séculos, Luxemburgo esteve nas mãos de príncipes estrangeiros e tornou-se uma nação definitivamente independente em 1867. Muitas dessas informações, nós só descobrimos na biblioteca municipal. Decidimos dar uma passada lá depois que percebemos que os dados que tínhamos obtido no posto de informações eram insuficientes. Foi um pouco difícil, afinal o nosso francês não está assim tão bom... Mas conseguimos o que queríamos.

Velas no interior da Igreja de Nôtre-Dame

Velas no interior da Igreja de Nôtre-Dame

De volta às ruas de Luxemburgo, passamos pelo centro da cidade, um emaranhado de ruas, só para pedestres, cheias de bares e restaurantes. Seguimos algumas quadras e nos deparamos com o Palais Grand Ducal, que tem servido de residência da família real desde 1890. Ele é completamente diferente de todos os outros palácios que já vimos. O prédio se mistura às construções da cidade perdendo um pouco do seu glamour. Preferimos não entrar na casa do grão duque Henri e da grã duquesa Maria Teresa de Luxemburgo e seguimos para a Cathédrale Nôtre-Dame que fica quase ao lado. Nesta bonita igreja está a imagem de Nossa Senhora dos Aflitos, padroeira do país e da cidade.

Fachada da Nôtre-Dame

Fachada da Nôtre-Dame

É possível conhecer todas as antigas construções de Luxemburgo a pé. O órgão oficial de turismo da cidade sugere dois caminhos, um mais curto e outro que tem quatro quilômetros de extensão, que pode ser cumprido em duas horas e meia de caminhada. Não fizemos nenhum dos dois caminhos, descobrimos o nosso alternativo. Fizemos um lanche na rua e pensávamos esperar que anoitecesse para fazer algumas imagens e fotos dos prédios iluminados. Acabamos mudando de idéia, a temperatura perto dos 15 graus nos encaminhou pra casa mais cedo do que queríamos.

  
  

Publicado por em

Maria

Maria

30/10/2008 14:17:57
Acho que estive lá um ano e gostava de fazer os meus comentarios