De volta à Itália

A noite realmente foi tranqüila, apesar de a termos passado na rua. Ainda bem. Pouco depois das nove da manhã estávamos de novo na estrada. Precisamos chegar a Roma o quanto antes para podermos fazer nosso trabalho antes dos recessos de fim de ano. Ainda

  
  

A noite realmente foi tranqüila, apesar de a termos passado na rua. Ainda bem. Pouco depois das nove da manhã estávamos de novo na estrada. Precisamos chegar a Roma o quanto antes para podermos fazer nosso trabalho antes dos recessos de fim de ano. Ainda não decidimos onde vamos passar o Ano Novo, mas certamente já estaremos fazendo o caminho de volta à Alemanha, concluindo esta expedição, pelo menos em partes. Já no Brasil deveremos ter ainda muito trabalho por conta deste último ano que passamos aqui na Europa divulgando Foz do Iguaçu.

As perigosas estradas sinuosas, de um lado precipício e do outro montanha

As perigosas estradas sinuosas, de um lado precipício e do outro montanha

Não precisou muito e já estamos novamente na Itália, exatamente seis meses depois da primeira passagem pelo país de Da Vinci, lá pelo norte, quando estivemos em Milão e Veneza, lembra? Realmente o tempo passou rápido. Olhando assim nem parece que faz todo este tempo que estivemos por aqui, que já percorremos 20 mil quilômetros e que falta menos de um mês para voltarmos para casa. Quanta história teremos para contar!

Um dos navios atracados no porto de Gênova

Um dos navios atracados no porto de Gênova

De volta à Itália, voltamos também para a loucura do trânsito italiano, com o vai-e-vem incessante de carros por todos os lados, que cruzam sem avisar ou que viram para o lado contrário do qual indicavam. A atenção por aqui tem que ser sempre redobrada. Haja cuidado.

O visual interessante das casas agarradas ao morro em Gênova

O visual interessante das casas agarradas ao morro em Gênova

Seguindo sempre pela costa a toda hora éramos presenteadas com uma bela paisagem, ora de praias quase desérticas por causa do frio, ora de pequenas cidades aos pés das montanhas que circundávamos. Muito cuidado por estas estradas também, já que o sobe-e-desce dos montes é sempre recheado de curvas fechadas por estradas bastante estreitas e, segundo Patrícia, bem cansativas para quem dirige.

O trânsito em Gênova é um pouco estressante

O trânsito em Gênova é um pouco estressante

Aproveitando a bela paisagem, paramos para o almoço de frente para a praia, sempre apreciando belos cenários. Assim fomos seguindo até Gênova, cidade natal de Cristóvão Colombo, o descobridor das Américas. Como fomos muito alertadas sobre o perigo de roubo nesta região, resolvemos seguir sem parar em Gênova, infelizmente. Mas, não podemos correr o risco de sofrermos um novo assalto. A cidade é sede do mais importante porto comercial da Itália e abriga cerca de 700 mil habitantes. Uma loucura! Pra se ter uma idéia, levamos quase duas horas e meia para atravessar a cidade, cruzando por seus elevados e ruas congestionadas.

Um recorte no fim de tarde genovês

Um recorte no fim de tarde genovês

Quando saímos de Gênova já era escuro, apesar de faltarem poucos minutos para as seis da tarde. Rodamos o dia inteiro, mas não chegamos a completar 300 quilômetros, já que a velocidade na estrada não passava dos 60 Km/h e em alguns trechos fazíamos menos de 20 Km/h, quase parando.

Andamos por mais uma hora em busca de um lugar para passarmos a noite. Tentamos em uma cidadezinha, mas nada feito, não encontramos nenhuma vaga onde coubéssemos. Seguimos mais um pouco e finalmente achamos um cantinho, bem em frente a uma cheirosa pizzaria. Como resistir à tentação tão grande justo aqui na Itália? Compramos logo duas, acompanhadas de um bom vinho que já tínhamos em casa. Antes das oito da noite já estávamos todas na cama, prontas para o sono dos justos. Logo cedo ainda teremos um bom trecho de estrada sinuosa até Pisa, famosa por sua torre pendente...

  
  

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