Dia de visita às operadoras e agências em Viena

Além da listagem de operadoras que trouxemos no Brasil, conseguimos outra ainda mais completa com Valerie, da embaixada. Depois de mapear todos os endereços que nos interessavam, partimos para as visitas. Só para chegar ao primeiro ponto tivemos que pegar

  
  

Além da listagem de operadoras que trouxemos no Brasil, conseguimos outra ainda mais completa com Valerie, da embaixada. Depois de mapear todos os endereços que nos interessavam, partimos para as visitas. Só para chegar ao primeiro ponto tivemos que pegar quatro conduções na seguinte ordem: um ônibus, um tram (bonde), um metrô (trocar de linha em uma das estações) e por fim mais um tram... ufa que canseira, isso que a peregrinação estava apenas começando.

Eurotrip com as novas amigas brasileiras: Maria Ignez e Angélica

Eurotrip com as novas amigas brasileiras: Maria Ignez e Angélica

Iniciamos pela maior operadora da Áustria, a Poncho Tours, que trabalha com mais de duas mil agências em todo o país. Lá fomos recepcionadas por uma funcionária que logo nos chamou a gerente, sra. Hanni Stanek. Ela foi muito simpática, comentou que já esteve no Brasil e que o país, juntamente com Foz do Iguaçu, está no topo da lista de preferência dos austríacos na hora de viajar. No catálogo que a operadora encaminha para todas as suas agências conveniadas, o Brasil é o primeiro a aparecer, mais uma prova do interesse do povo daqui. Hanni comentou ainda que os preços para viagens ao Brasil são baratos, mais um ponto pra gente.

Ao sair da operadora, encontramos uma churrascaria brasileira quase em frente. O restaurante estava fechado, mas conseguimos dar uma olhada nos preço. Por pessoa, o jantar ou o almoço aqui custa quase 20 euros, fora a bebida. À uma cotação de um pra três reais e trinta e cinco centavos dá pra ter uma idéia de como é salgado saborear um delicioso e suculento pedaço de picanha.

Visitamos outras duas agências que operam com o Brasil e mais o escritório da Varig em Viena. Na última visita do dia, fomos até outra grande operadora austríaca: a Siesta. As viagens para a nossa terrinha também abrem os catálogos que são enviados para mais 1.450 agências do país.

O calor dos últimos dias não está surpreendendo apenas a gente, mas os próprios vienenses também. Num jornal daqui lemos uma reportagem que tratava sobre o forte calor. O título dizia mais ou menos assim: “30 graus: temperatura recorde - nem Freud explica”. Não é difícil encontrar dezenas de pessoas esparramadas nos vários parques da cidade aproveitando alguns momentos à sombra.

Era perto das cinco horas, quando decidimos conhecer a casa onde morou e trabalhou Sigmund Freud (o pai da psicanálise) entre 1891 e 1938. Quando chegamos faltavam cinco minutos para o museu fechar. Nem precisamos mostrar as nossas credenciais de jornalistas, o recepcionista deixou que entrássemos, mas avisou que o local estava prestes a fechar. Rapidamente circulamos pelas salas, assistimos a parte de um vídeo que mostra imagens de Freud com a família e vimos a sala de espera do consultório, a única parte do apartamento que ainda preserva os móveis e a atmosfera da época. Freud nasceu em Freiberg, na região da Moravia, hoje República Tcheca, em 6 de maio de 1856. Quando tinha quatro anos a família se mudou para Viena. Em 1938, foi obrigado pelos nazistas a deixar a Áustria. Mudou-se com a família para Londres, onde morreu um ano depois.

Na entrada do museu, encontramos duas brasileiras: Angélica e Maria Ignez que aguardaram até o fim da nossa visita relâmpago. As duas estão de férias pela Europa e já visitaram Praga (Rep. Tcheca), Budapeste (Hungria) e Salzburgo (Áustria). Depois de Viena ainda devem passar por Paris antes de voltar pra casa no Rio de Janeiro. Caminhamos com elas pelo centro de Viena, observamos antigas e belíssimas construções e ouvimos algumas histórias que ainda não conhecíamos sobre a cidade. Isso nos criou interesse para que visitássemos estes pontos da cidade que não fazíamos muita questão antes das dicas que elas nos passaram. Fomos presenteadas também com um material sobre a capital austríaca, contendo informações muito úteis. Obrigada amigas e um bom retorno ao nosso Brasil.

Era quase noite quando decidimos visitar outro ponto turístico da cidade: a HundertwasserHaus. Um edifício muito louco que tem como um dos destaque as janelas diferentes. O pintor Hundertwasser projetou o prédio com oito tipos de janelas e tinha a preocupação de integrar o homem à natureza. O edifício também é bem colorido (principalmente de roxo, azul, amarelo e branco). Os espaços de uso comum são em cinza. Ele criou espaços de convivência para crianças, jovens e adultos. O local é meio fora de mão, mas descobrimos um ônibus que passa bem na frente. Vale a pena dar uma olhada, o edifício é bastante diferente. Alguns o comparam a obras do arquiteto catalão Antoni Gaudí.

Estávamos exaustas e finalmente tomamos o rumo de casa. Nem imaginávamos que até sábado os nossos dias seriam ainda mais cheios do que hoje...

  
  

Publicado por em