Do imperador francês à boemia de Paris

Não tivemos problemas com o estacionamento. Como poderíamos ficar estacionadas até por 24 horas no local, aproveitamos para circular por perto. Nossa primeira parada foi o Les Invalides com sua cúpula dourada, que recebeu em 1989, junto com sua decoração,

  
  

Não tivemos problemas com o estacionamento. Como poderíamos ficar estacionadas até por 24 horas no local, aproveitamos para circular por perto. Nossa primeira parada foi o Les Invalides com sua cúpula dourada, que recebeu em 1989, junto com sua decoração, 12 quilos de ouro. Talvez uma das maiores atrações do lugar seja o túmulo com os restos mortais de Napoleão Bonaparte.

Eurotrip no Les Invalides, uma obra-prima da arquitetura francesa do século 17

Eurotrip no Les Invalides, uma obra-prima da arquitetura francesa do século 17

General aos 26 anos, imperador aos 33, morto no exílio aos 52 anos, a trajetória de Napoleão ainda hoje fascina não apenas os franceses. O sarcófago de Bonaparte está na cripta do Dôme. Talhado em uma pedra avermelhada e colocado sobre um pedestal de granito verde, o túmulo está rodeado por uma coroa de louros e inscrições que relembram as grandes vitórias do império. O conjunto é grandioso e impressionante.

Túmulo do imperador Napoleão Bonaparte, na cúpula do Dôme

Túmulo do imperador Napoleão Bonaparte, na cúpula do Dôme

O complexo de edifícios foi concluído em 1676 e foi erguido por ordem do rei Luiz XIV para abrigar veteranos de guerra feridos ou desamparados. O local que já chegou a hospedar seis mil soldados, hoje abriga alguns museus como o Musée de l’Armée (considerado um dos mais completos museus de história militar do mundo). Vimos armaduras, armas e uma infinidade de objetos oriundos das Guerras Mundiais. Seguimos para a Ponte Alexandre III, uma das mais belas, senão a mais bonita de Paris. A construção dessa ponte foi completada em 1900.

A belíssima Ponte Alexandre III, a mais dourada de Paris

A belíssima Ponte Alexandre III, a mais dourada de Paris

Voltamos pro carro e fomos à procura de um outro lugar para estacionar. Realmente não é fácil viajar num carro que mede quase sete metros de comprimento. Encontramos uma vaga ainda mais perto da torre. Fomos à internet e depois resolvemos dar uma passada por Montmartre, o bairro boêmio de Paris, associado a artistas há 200 anos. É aqui que fica a famosa casa de shows Moulin Rouge, aqueles do can-can, que inspirou o filme estrelado por Nicole Kidmann. Nossa intenção também era ver a belíssima Sacré-Coeur, no topo do monte. Pegamos um ônibus que, não sabemos ao certo por que, fez um caminho diferente ao do seu itinerário comum e não conseguimos ter a visão da igreja.

O cabaré Moulin Rouge, no boêmio Montmartre

O cabaré Moulin Rouge, no boêmio Montmartre

Como já estava ficando escuro decidimos voltar pra casa. Paris é gigantesca e a malha de metrô, trem e ônibus é tão grandiosa como a cidade. Fizemos algumas baldeações de metrô, subimos e descemos de ônibus até que conseguimos chegar em casa, ainda estacionada sob a Torre Eiffel.

Algumas noites foram inesquecíveis pra nós devido aos belíssimos cenários vistos da nossa janela. Entre elas estão a que passamos às margens do Reno, com a cidade alemã de Maiz ao fundo; quando ficamos em frente ao Estádio Olímpico de Berlim; no alto dos Alpes Suíços, no pé do Castelo de Vianden, em Luxemburgo, e a de hoje, é claro, a poucos metros da torre iluminada...

  
  

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