Entrevista à imprensa e blecaute no motorhome

A entrevista estava marcada para as 10h15 no escritório de turismo da embaixada brasileira. Como somos vizinhas da embaixada, não precisamos sair muito cedo de casa. Uns dez minutinhos nos pareceram o bastante. O elevador do prédio é bem pitoresco, como e

  
  

A entrevista estava marcada para as 10h15 no escritório de turismo da embaixada brasileira. Como somos vizinhas da embaixada, não precisamos sair muito cedo de casa. Uns dez minutinhos nos pareceram o bastante. O elevador do prédio é bem pitoresco, como ele é antigo, só cabem quatro pessoas e é preciso fechar muito bem as três portas para que ele funcione. Esperamos um grupo que estava na nossa frente subir e ficamos aguardando o elevador. O pessoal não devia saber bem do funcionamento dele e ele acabou ficando parado naquele andar de cima. Resultado: para não nos atrasarmos, subimos os seis andares pela escada.

Cláudia, Maria Cruz e Patrícia durante a entrevista na embaixada brasileira

Cláudia, Maria Cruz e Patrícia durante a entrevista na embaixada brasileira

A jornalista ainda não havia chegado e enquanto a aguardávamos ficamos conversando com o Hildebrando. Não demorou muito e Maria Cruz chegou. No começo ficamos meio zonzas com o jeito dela, falava muito e muito rápido, depois nos acostumamos e a conversa-entrevista durou quase duas horas e segundo a Maria Cruz vai estar no site a partir de segunda-feira, ou seja, no início de dezembro. Se você quiser conferir, o site é www.caribeinside.com .

Maria Cruz visitando o motorhome depois da entrevista

Maria Cruz visitando o motorhome depois da entrevista

Um costume dos espanhóis no jeito de falar nos chamou a atenção. Eles têm mania de chamar de “hombre” a qualquer pessoa. E é muito engraçado uma pessoa virar pra gente e falar, “no es verdad, hombre?”. Sempre que isso acontece nos olhamos e dá vontade de rir. Para eles não quer dizer homem e sim uma pessoa, independente do sexo.

As belas torres do Palácio das Comunicações

As belas torres do Palácio das Comunicações

Na hora do almoço levamos o maior susto. A bateria do carro que já andava meio fraca começou novamente a acender uma luz vermelha no painel de controle da casa. Quando isso acontece é sinal de que a coisa está feia mesmo! Abrimos a bateria e fomos checar se estava faltando água, mas esse não era o caso. Ligamos o carro para quem sabe aumentar a bateria da casa, mas não resolveu e quando fomos tentar acender uma luz ela não funcionou. Checamos que nada funcionava na casa, nem a bomba d’água, é claro, que precisa de energia. Ficamos bastante preocupadas e Patrícia correu na embaixada para tentar localizar um camping na cidade. A nossa única saída era plugar o carro na energia o quanto antes para tentar carregar a bateria.

O “Paseo del Prado” que foi construído no final do século XVIII

O “Paseo del Prado” que foi construído no final do século XVIII

Enquanto Patrícia saiu, Fabiula deu uma mexida no painel e percebeu que a chave havia caído e religou a bateria. Ufa, ainda temos luz! Cláudia foi ao encontro de Patrícia que já tinha conseguido localizar o camping com a ajuda do Hildebrando e do Tjibbe, um outro funcionário da embaixada com quem fizemos amizade. Mais tranqüilas, achamos melhor passar a noite ali mesmo e seguir para o camping no dia seguinte bem cedo.

Nosso “vizinho” Tjibbe em visita ao motorhome

Nosso “vizinho” Tjibbe em visita ao motorhome

Como toda cidade grande, se locomover por Madri leva um certo tempo. Aproveitamos o resto da tarde e fizemos outras duas visitas a operadoras de turismo e, como sempre, já era noite quando voltamos pra casa.

Para animar o ambiente acabamos jogando umas partidinhas de canastra. Com frio, Patrícia foi a primeira a ir se deitar. Cláudia e Fabiula continuaram jogando cartas na sala. Daqui a pouco ouvimos umas batidas na porta, era o nosso vizinho Tide que muito simpático nos presenteou com uma garrafa de vodka lituana. Ele se lembrou da conversa que havíamos tido na embaixada sobre a nossa simpatia pelo leste europeu e para matar a nossa saudade daquele lado da Europa e nos ajudar a afastar o frio trouxe a bebida. A esposa dele trabalha na Embaixada da Lituânia e quando visitou o país trouxe a vodka. Ele também já foi motorhomeiro e ficamos conversando e tomando uns goles de vodka. A conversa foi muito agradável e desde que os pais da Patrícia foram embora não recebíamos ninguém em casa.

Bem, se o caminhão de lixo passou esta noite, ninguém notou. Depois de uns dedinhos de vodka, dormimos como anjos o sono dos justos.

  
  

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