Estamos na Casa do Brasil

Aceitamos uma sugestão feita pelos nossos amigos da Embaixada do Brasil aqui em Madri. Na quinta-feira eles acabaram se lembrando da Casa do Brasil, uma casa de estudantes que serve universitários de diversas nacionalidades, fundada no início da década de

  
  

Aceitamos uma sugestão feita pelos nossos amigos da Embaixada do Brasil aqui em Madri. Na quinta-feira eles acabaram se lembrando da Casa do Brasil, uma casa de estudantes que serve universitários de diversas nacionalidades, fundada no início da década de 60, conversaram com o diretor da instituição e conseguiram uma autorização para que ficássemos lá. Como o lugar é bastante grande e dispõe de um estacionamento reservado e fechado, este seria um bom espaço para deixarmos o carro em segurança.

Eurotrip em frente ao belo Palácio das Comunicações, em Madri

Eurotrip em frente ao belo Palácio das Comunicações, em Madri

Colocamos a casa em ordem, aproveitamos os chuveiros de água quente, porém “servidos” de um vento gelado que invadia os boxes, e deixamos o camping rumo à Casa do Brasil. Hildebrando já havia se encarregado de falar do nosso trabalho aos dirigentes da casa, que nos esperavam. Quando chegamos, não conseguimos falar com o diretor, o senhor Cássio Romano, mas falamos com a secretária dele, Cecília, que nos recebeu muito bem e logo resolveu tudo com o estacionamento.

O Arco de la Victoria, perto da Casa do Brasil

O Arco de la Victoria, perto da Casa do Brasil

Cecília visitou nossa casa e nos convidou para o almoço. Conversamos muito e ficamos conhecendo um pouco sobre a história da Casa do Brasil, como ela funciona e tudo mais. Falamos também sobre a Espanha e seus costumes, as mudanças na economia com a criação da Comunidade Européia, o regime monárquico aqui encabeçado pelo rei Juan Carlos e sobre o bafafá causado pelo anúncio do príncipe Felipe de seu pretenso casamento com a jornalista e plebéia Letizia. Nossa anfitriã mora aqui na Espanha há mais de 30 anos, então pode falar destes acontecimentos com propriedade.

Uma das idas e vindas no metrô da capital espanhola

Uma das idas e vindas no metrô da capital espanhola

A tal da “siesta” espanhola nos atrapalha um pouco. Aqui tudo pára entre 13h30 e 16h30, normalmente. É o horário que os espanhóis tem para o almoço. Depois o expediente segue até 18h, 19h ou 20h. Dessa forma, a tarde parece que fica quebrada ao meio e bem mais curta... Quem sabe nos acostumamos um pouco mais com isso até o fim da nossa estada por aqui.

Uma escultura em homenagem à Espanha, no alto de um prédio

Uma escultura em homenagem à Espanha, no alto de um prédio

Mais tarde, demos um pulinho na internet, checar nossos e-mails e enviar alguns que precisávamos. Como a comunicação com as outras pessoas seria se não tivéssemos a rede mundial de computadores a nos servir? Tudo provavelmente teria menos pressa... Avaliando seus prós e contras, enfim, já que estamos na chuva, aproveitamos para nos molhar... De volta em casa, Fabiula optou por assistir a um filme brasileiro – Cronicamente Inviável - exibido na sala de cinema da Casa, enquanto Patrícia e Cláudia colocavam alguns trabalhos em dia no carro e garantiam que nada aconteceria às nossas coisas em casa.

Temos mesmo que agradecer o Hildebrando e o Tide, da embaixada, e é claro, seu Cássio, e Cecícila da Casa do Brasil. Estamos num lugar silencioso, amplo e seguro. É muito ruim dormir sabendo que corremos algum tipo de risco. Aqui estamos realmente tranqüilas...

  
  

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