Estrada lotada em direção a Roterdã

Acordamos cedo e logo pegamos a estrada. O caminho para Roterdã tem um intenso movimento de caminhões por causa do porto da cidade, que é o maior do mundo. Apesar do tráfego intenso, as distâncias são curtas. Com a comunidade européia, a gente atravessa a

  
  

Acordamos cedo e logo pegamos a estrada. O caminho para Roterdã tem um intenso movimento de caminhões por causa do porto da cidade, que é o maior do mundo. Apesar do tráfego intenso, as distâncias são curtas. Com a comunidade européia, a gente atravessa a fronteira sem saber. A nossa única referência é a quilometragem. Não existem aduanas, guardas, ou guaritas, você simplesmente passa. Um pouco estranho pra gente que mora numa tríplice fronteira e estamos acostumadas a mostrar documentos, explicar onde estamos indo, abrir porta-malas, essas coisas...

Estrada entre Antuérpia/Bélgica e Roterdã/Holanda

Estrada entre Antuérpia/Bélgica e Roterdã/Holanda

A chegada a Roterdã é bem bonita. A cidade tem uma arquitetura moderna, já que foi completamente destruída durante a segunda guerra mundial. Paramos em um hotel e pegamos um mapa da cidade. Achamos um ponto de informações turísticas e fomos pra lá. Estacionar o carro é sempre um problema. Depois de muito rodar, conseguimos uma vaga. Com informações e mapas mais completos encontramos a direção do consulado brasileiro. Patrícia e Fabiula foram até o consulado, como o estacionamento é muito caro (cerca de 25 euros a diária), Cláudia ficou tomando conta do motorhome.

Enquanto Cláudia esperava no carro, não demorou para que dois fiscais de estacionamento aparecessem. Antes que eles nos multassem, Cláudia explicou que, como havíamos acabado de chegar no país, ainda não tínhamos comprado o cartão de estacionamento e pediu 5 minutinhos mais. Um deles fez um discurso sobre as regras de estacionamento, mas atendeu ao pedido. O problema é que meia hora depois eles retornaram e o carro continuava no mesmo lugar. Com medo da multa, Cláudia já desceu do carro com a carteira na mão para pagar o que fosse necessário e se surpreendeu quando eles fizeram vistas grossas e permitiram que o carro continuasse ali. Depois soubemos na embaixada que a multa era de 42 euros e que esse tipo de comportamento é muito raro, já que os fiscais são muito rigorosos.

Jantar em Roterdã

Jantar em Roterdã

Depois de mais de uma hora, Fabiula e Patrícia chegaram com boas notícias. O Roger, um dos funcionários do consulado, conseguiu com um amigo dele um local para a gente passar a noite e que no final do expediente poderia nos guiar até lá. No final da tarde voltamos, mas acabamos indo para a casa do Roger. Aproveitamos para tomar um banho gostoso enquanto esperávamos o amigo dele chegar em casa. O Roger nos colocou em contato com alguns jornalistas brasileiros e conseguimos agendar uma entrevista para o dia seguinte na maior rádio do país, a Radio Nederland.

Horas depois chegamos na casa do nosso anfitrião, um holandês muito simpático que nos recebeu de braços abertos. A noite acabou com um jantar delicioso, comida chinesa de um restaurante da região.

  
  

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