Eurotrip na fábrica da melhor cerveja do mundo

O dia de ontem foi dedicado quase que exclusivamente à reunião de dados e informações para o trabalho de conclusão de curso da nossa amiga Valéria Gonçalves (Val, para os mais íntimos). Uma prévia deste trabalho será apresentada em junho no campus da Unio

  
  

O dia de ontem foi dedicado quase que exclusivamente à reunião de dados e informações para o trabalho de conclusão de curso da nossa amiga Valéria Gonçalves (Val, para os mais íntimos). Uma prévia deste trabalho será apresentada em junho no campus da Unioeste em Toledo, próximo de Cascavel. Aluna do curso de Turismo, Val está analisando e tabulando os resultados das visitas realizadas pela Eurotrip às operadoras e agências de viagem aqui na Europa. Com a conclusão, será possível tornar tangível este trabalho inédito de divulgação de Foz do Iguaçu e comprovar sua eficiência na intenção de atrair ainda mais turistas para a Terra das Cataratas. Sorte para nós e para a nossa amiga Val!

Reportagem publicada no jornal Plzensky Denik, em Pilsen

Reportagem publicada no jornal Plzensky Denik, em Pilsen

Já a sexta-feira, Dia Mundial da Cerveja, foi reservada para uma visita técnica à fábrica da ‘melhor cerveja do mundo’: a Pilsner Urquell (do tcheco Pilsen Original). Mas antes, uma parada na banca de jornal para ver se tinha sido publicada a matéria sobre a expedição no Plzensky Denik. Afinal, Katca nos disse que reservaria espaço na edição do dia 16, para aproveitar a foto. Jornal na mão... e estávamos lá, no caderno regional, em uma página de destaque. Também somos notícia na República Tcheca. Pena que não sabemos o que está escrito, afinal quase um mês por aqui não foi suficiente para aprendermos o tcheco.

Caves, onde eram guardados barris de cerveja e alimentos na cidade de Pilsen

Caves, onde eram guardados barris de cerveja e alimentos na cidade de Pilsen

Ainda pela manhã, enquanto Cláudia visitava os subterrâneos da cidade, em um passeio chamado Underground, Fabiula e Patrícia aproveitaram para atualizar o site da expedição e responder os últimos e-mails recebidos. Segundo nossa repórter, o Underground mostra as caves e os caminhos escavados pelos antigos moradores de Pilsen onde conservavam seus alimentos e a indispensável cerveja. No total são aproximadamente oito quilômetros de túneis subterrâneos que ligam toda a cidade, mas apenas 800 metros estão abertos à visitação. Fora a sensação de claustrofobia que o lugar provoca, tudo certo com o diferente passeio.

Selo da cervejaria usado no início da fábrica

Selo da cervejaria usado no início da fábrica

Já próximo do meio-dia, seguimos para a cervejaria. Enquanto aguardávamos o início da visita, colhemos algumas informações sobre a Pilsner em um computador que fica disponível aos turistas. Descobrimos que a cerveja do tipo pilsen (dourada) foi criada no dia 05 de outubro de 1842 pelo cervejeiro Josef Groll. Em 1845, Martin Salzmann levou a Pilsner para Praga, onde abriu um pub, o U Salzmannu, que funciona até hoje. Na capital, a cerveja mais clara, ao contrário das mais escuras e turvas, fez sucesso e sua fama se espalhou pelos países vizinhos. Como os tchecos dizem, todos tentaram copiar, mas ninguém produz cerveja melhor. E, nós concordamos!!!

Eurotrip visita a fábrica da Pilsen, considerada a melhor cerceja do mundo

Eurotrip visita a fábrica da Pilsen, considerada a melhor cerceja do mundo

Segundo os especialistas, a água, o clima e as caves da região são os principais fatores que contribuem para a clareza e leveza da cerveja pilsen. Preocupados com a qualidade de seu mais nobre produto, os cervejeiros da Pilsner Urquell requisitaram a invenção de um equipamento que pudesse manter a cerveja sempre na mesma temperatura e baixa. Foi então que se inventou o refrigerador. Pelo menos é assim que está colocado no site da cervejaria... será que dá pra acreditar? Quem quiser conferir tais histórias pode acessar a página www.beerworld.cz .

Barris usados no processo de fermentação da cerveja

Barris usados no processo de fermentação da cerveja

Quanto à tão esperada visita pela fábrica e a promessa de degustação da cerveja, ficamos um pouco decepcionadas. O título de ‘Melhor tour de cervejaria’, cedido no ano passado pela Unesco nos fez criar uma expectativa muito grande na entrada. Um belo filme de 10 minutos, conta a história da fábrica. O guia, com um inglês bastante arrastado e difícil de entender, nos levou até os galpões principais, onde a água, o malte e os demais ingredientes são misturados e preparados para a fermentação. Além do inglês do guia ser complicado, um grupo de alemães dividia a visita com nós três e um casal de dinamarqueses. Ou seja, ouvíamos a explicação duas vezes: uma em inglês e a outra em alemão. Que dureza!

Nas caves onde ficam os tonéis para a fermentação, uma surpresa. A cada salão que entrávamos, a temperatura ia baixando mais e mais. Entramos à temperatura ambiente, uns 25ºC. No meio da visita, descobrimos que a temperatura nas caves variava de 2ºC a 4ºC. Que friooooo brrrrrrrrrrrrrrr! Só queríamos saber por que ele nos disse que podíamos deixar os casacos na recepção.

Cerveja? Vimos muitos litros sendo preparados nos tonéis. Mas beber mesmo, bebemos bem pouco: um mísero copinho com a cerveja ainda crua, ainda em processo de fermentação. Um pouco forte e numa quantidade bem menor do que imaginávamos que beberíamos. Tudo bem, pelo menos conhecemos a ‘melhor cerveja do mundo’. E assim caminha a humanidade...

  
  

Publicado por em