Eurotrip visita a imprensa e conhece Salzburgo

Tantos meses na estrada faz com que percamos um pouco a noção dos dias... Só percebemos que hoje era feriado (dia de Corpus Christi) quando colocamos o nariz fora do carro para trabalhar. A cidade estava super silenciosa e havia pouquíssimos carros circul

  
  

Tantos meses na estrada faz com que percamos um pouco a noção dos dias... Só percebemos que hoje era feriado (dia de Corpus Christi) quando colocamos o nariz fora do carro para trabalhar. A cidade estava super silenciosa e havia pouquíssimos carros circulando na rua. Nem o trem, que passava religiosamente às 6h20 perto de onde o nosso carro estava estacionado, deu o ar da graça esta manhã.

Visita ao jornal em Salzburgo

Visita ao jornal em Salzburgo

Mesmo que seja feriado, os jornais devem manter um plantão. O jeito é arriscar e bater na porta deles. De repente, nestes dias em que nada acontece, isto pode ser mais um motivo para que se interessem por nossa expedição e façam alguma matéria com a gente. Além disso, estaríamos deixando com eles o nosso material sobre Foz do Iguaçu, para uma chamada ou dica de viagem no caderno de turismo.

Jardins do Palácio Mirabell, construído para a amante de um arcebispo

Jardins do Palácio Mirabell, construído para a amante de um arcebispo

Segundo o nosso mapa, recém comprado no posto de informações da Estação Central de Salzburgo, o jornal estava quase fora da cidade, bem perto do aeroporto. Pegamos um ônibus, paramos no ponto indicado e ainda caminhamos mais algumas quadras. A rua fazia uma bifurcação, resolvemos pegar o caminho que indicava o número mais próximo do que procurávamos. Logo à frente, a rua acabou. Ah, então era por isso que nas placas não tinha o número que queríamos! E agora? Ei, mas aquele prédio lá não é o do jornal? Sim, é. Mas, pelo jeito vamos ter que abrir uma picada pra chegar onde queremos. Não precisamos ter muito trabalho, a picada já estava aberta. Tomara que ninguém nos veja passando por aqui... Era o pensamento das três.

Eurotrip passeia pelos jardins

Eurotrip passeia pelos jardins

Passada a picada, chegamos ao Centro de Imprensa. Percebemos que naquele edifício funcionavam todos os jornais da cidade e as sucursais de outros da capital Viena. Nos anunciamos à recepcionista. Ela nos indicou o segundo andar. Uma secretária nos atendeu e explicou que os jornalistas e editores estavam em uma reunião e que teríamos que esperar entre meia hora e quarenta minutos. Tudo bem! Esperamos. Depois de terminada a reunião, um jornalista veio nos atender. Ele se interessou pela expedição e disse que repassaria o material que levamos sobre Foz para o editor de Turismo. A matéria está encomendada. Só não sabemos ainda quando é que ela vai ser publicada. O jornalista ficou de nos avisar.

Casa onde nasceu o compositor Mozart

Casa onde nasceu o compositor Mozart

Ainda tínhamos a tarde inteira para conhecermos a cidade. Voltamos para o centro e escolhemos alguns atrativos, os principais. Descemos na Praça do Mercado, um pequeno largo, com ruas estreitas e passagens para pedestres que levam até a beira do rio Salzach. Paramos bem em frente da casa onde viveu por sete anos o compositor Mozart. Entramos pra dar uma olhadinha e depois seguimos pro outro lado da praça. Sem querer, fomos parar nos jardins do Palácio Mirabell, criado em 1690. Pequeno, mas muito bem cuidado, com um gramado perfeito e caminhos de flores amarelas e vermelhas, cercados de estátuas em estilo romano. Muitos turistas passeavam por ali encantados. Ao fundo, se vê a Fortaleza Hohensalzburg, único forte medieval da Europa Central que chegou intacto até os dias de hoje.

Getreidegasse, a mais famosa rua da cidade antiga

Getreidegasse, a mais famosa rua da cidade antiga

Atravessamos o rio e passamos para as ruelas da cidade antiga, um Patrimônio da Humanidade, tombado pela Unesco. O perigo ali era só o de, a cada pouco, topar com uma placa informando que ali naquela casa morou tal e tal compositor ou artista. Schubert foi um deles. A casa onde nasceu em 1756 o prodígio Wolfgang Amadeus Mozart, também fica nesta parte de Salzburgo. Uma das ruas mais movimentadas da região é a Getreidegasse, onde estão as lojas mais caras da cidade. As fachadas dos prédios e os ornamentados suportes onde eram colocadas as placas com o nome das lojas foram preservados e hoje todos os comerciantes obedecem ao mesmo estilo. Com um pouco de imaginação dá até mesmo pra se transportar aos séculos 18 e 19.

Tínhamos a impressão de que o passeio havia terminado e que de Salzburgo já havíamos conhecido um bom tanto. Mas, no caminho de volta pra casa, percebemos que ainda faltavam algumas coisas, alguns bairros, outros lados. Quando subimos no ônibus, imaginamos que dali ele apenas cruzaria o rio outra vez e seguiria para a Estação Central. Que pena! (Lembra dessa, Mauro?) O ônibus seguiu até quase a última rua. Quando vimos uma placa indicando que a cidade acabava ali, ele virou e seguiu por mais alguns metros até que chegamos ao Palácio Hellbrunn, já fora do mapa.

Descemos, já que era o ponto final, mas logo embarcamos de novo. Queríamos voltar pra casa ou pra qualquer lugar mais perto do centro. Andamos, andamos, andamos, até que o ônibus final mente cruzou a bendita ponte em direção ao terminal. Ufa! Estes passeios forçamos podem ajudar a conhecer um pouco melhor onde estamos, mas que são bastante apreensivos, isto não se há de negar.

Na volta pra casa, ainda tivemos ânimo pra levar nossas roupas sujas até uma lavanderia. Não sei como ainda tínhamos o que vestir, perguntei. A resposta veio logo. Claro, com o tamanho das malas que trouxemos, é lógico que veio um pouco mais além da conta. E que pouco, hein? Uma mochila enorme e mais uma sacola quase não foram suficientes pra tanta roupa a ser lavada. Com tanta coisa na mão e nas costas, parecia até que estávamos fugindo. Mas, o esforço foi recompensado. As bolsas que antes foram abarrotadas de roupas sujas, voltaram cheias de roupas cheirando a amaciante. Hummmmm, lembra até o cheirinho de casa. Que delícia!

  
  

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