Festa húngara com direito a galope e chicotada

Antes do encontro marcado no dia anterior, Patrícia e Cláudia não resistiram ao apelo de um mergulho no lago Balaton, enquanto Fabiula preferiu ficar no carro lendo e editando fotos para o site. Depois que compramos um cartão com o dobro da memória do que

  
  

Antes do encontro marcado no dia anterior, Patrícia e Cláudia não resistiram ao apelo de um mergulho no lago Balaton, enquanto Fabiula preferiu ficar no carro lendo e editando fotos para o site. Depois que compramos um cartão com o dobro da memória do que veio na nossa câmera fotográfica, quando chega a hora de descarregar as fotos e editá-las, o trabalho também é dobrado, mas o esforço vale a pena.

Segura, Patricia!!!

Segura, Patricia!!!

Um almoço rápido já indicava o adiantado da hora e a proximidade do dever que nos chama. Só depois descobrimos o quanto divertido tudo aquilo seria pra nós. Chegamos, falamos com Norbert e ele pediu pra que esperássemos um pouco que logo iríamos para o local da primeira apresentação. Enquanto isso, ele nos serviu uma bebida típica, feita ali mesmo: a pálinka, muito parecida com a nossa cachaça, mas feita de abricó, também conhecido no Brasil como damasco.

A maior surpresa foi saber que iríamos até a chácara de carroça, nós três e um casal com duas filhas pequenas, todos húngaros, que passavam alguns dias ali na vila. Devemos ter andado uns cinco quilômetros entre asfalto e estrada de chão, uma diversão só. Um grupo de turistas alemães já aguardava o espetáculo bebendo vinho, também produzido ali, e comendo um bolinho salgado típico. Aproveitamos para experimentar também o famoso produto da região do lago Balaton.

O show começou... o primeiro a se apresentar foi um cavaleiro que guiava em disparada cinco cavalos, mas adivinhem onde ele ia: em pé sobre o dorso de dois dos animais. Haja habilidade para tanto. Em seguida, outro homem fazia manobras com uma carroça, como se estivesse em um teste de balizas. Os alemães se divertiam muito vendo aquilo. Uma das senhoras mal se continha. Outros cavaleiros habilidosos também mostraram suas façanhas com os chicotes que não paravam de estalar. Depois, timidamente entrou em cena um homem e seu burro adestrado. Chapéu na cabeça e língua pra fora, o burrico arrancou aplausos e sorrisos da platéia. Tudo era festa. Patrícia também participou da apresentação. Ela foi chamada para dar uma voltinha de burro. O problema foi subir no animal sem sela e arreio. Seguuuuuuuuuuura Pati!

Cláudia também não escapou. Os cavaleiros a chamaram para uma demonstração com os chicotes. Estala dali, estala daqui e uma laçada... Será que isso dói? Ela disse que dói um pouquinho sim, mas a aflição é bem maior. No fim da apresentação, mais uma voltinha de burro... Parece que as meninas gostaram!

De volta à vila, no restaurante uma banda tocava músicas típicas enquanto o jantar era servido. Tudo regado a muito vinho. Mas, desta vez, não bebemos nada. Ficamos ali esperando pelo outro show. Pontualmente às seis horas, os dançarinos estavam no palco. Dois casais mostraram um pouco da tradicional dança húngara, bem parecida com as que conhecemos das colônias que se instalaram no sul do Brasil, e também cigana. Talvez dê até pra arriscar alguns passos. E foi o que Cláudia fez. Chamada a dançar, não recusou e deu suas voltas pelo salão. Temos uma amazona e pé de valsa na expedição. Que belo dia de cultura e diversão tivemos hoje! Detalhe: este tipo de programação que ocupa o dia todo, incluindo a viagem, não sai por menos do equivalente a R$ 400 por pessoa, e não pagamos nada.

  
  

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