Finalmente o moderníssimo Guggenheim de Bilbao...

Hoje finalmente vamos conhecer o Museu Guggenheim de Bilbao, um dos cinco espalhados pelo mundo. Os outros quatro ficam em Nova York, Las Vegas, Berlim e Veneza. Como já havíamos passado por dois sem conhecer nenhum, não poderíamos deixar de aproveitar es

  
  

Hoje finalmente vamos conhecer o Museu Guggenheim de Bilbao, um dos cinco espalhados pelo mundo. Os outros quatro ficam em Nova York, Las Vegas, Berlim e Veneza. Como já havíamos passado por dois sem conhecer nenhum, não poderíamos deixar de aproveitar esta oportunidade.

A moderna arquitetura do Guggenheim, com o cão gigante

A moderna arquitetura do Guggenheim, com o cão gigante

Pra começar, o próprio prédio moderníssimo, contrastando com a arquitetura tradicional de Bilbao, já impressiona. Parece até que brota do chão e se ergue imponente, tentando se misturar ao resto da cidade. Nos três andares, exposições permanentes e temporárias trazem o que há de mais moderno na arte. São instalações, pinturas, vídeos e fotografias que mostram principalmente o desenvolvimento da cultura no pós-guerra.

A cobertura de titânio do museu e suas fascinantes formas

A cobertura de titânio do museu e suas fascinantes formas

“Imagens em Movimento” é uma das mostras temporárias que fica no museu até maio do próximo ano. Formada fundamentalmente de obras que pertencem à Coleção Permanente dos Museus Guggenhaeim, concentra-se na variedade de enfoques utilizados pelos artistas que trabalham com cinema, vídeo e fotografia na atualidade.

Nos fundos, as linhas arrojadas rivalizam com uma aranha de seis metros de altura

Nos fundos, as linhas arrojadas rivalizam com uma aranha de seis metros de altura

Segundo as orientações que apresentavam cada obra exposta, a presença generalizada dos meios de reprodução na arte contemporânea tem uma breve, mas complexa, história que se remonta desde as décadas de 60 e 70, quando a cultura visual sofreu um quebra de paradigmas. Isso fez com que a fotografia e a imagem em movimento deixassem de ser meras ferramentas de entretenimento ou documentação para também se transformarem em instrumentos de valor artístico abertamente críticos. Estes meios foram empregados para registrar performances e eventos similares para representar sistemas conceituais ou para questionar a suposta objetividade da representação em si mesma.

Prédio da Universidade Deusto de Bilbao, em frente ao Guggenheim

Prédio da Universidade Deusto de Bilbao, em frente ao Guggenheim

A exposição mostra a expressão de artistas que procuram captar a essência da arte contida na arquitetura urbana, no corpo e fisionomia humana assim como também na natureza. Muitos artistas criam um ambiente ou cenário para dali captar uma expressão e transformá-la em mensagem. A obra que mais nos chamou a atenção mostra o trabalho de centenas de voluntários peruanos convocados pelo artista Francis Alÿs para mover uma duna na periferia da capital Lima. A duna foi removida 10 centímetros de sua localização original. A mensagem: quando a fé move montanhas. Para quem gosta de arte moderna, este é um prato cheio.

A orla do balneário de Santander

A orla do balneário de Santander

Logo depois da visita ao museu, pegamos a estrada em direção a Santander, a capital da Cantábria. A viagem foi bastante rápida, foram apenas 90 quilômetros de estrada. Decidimos pegar uma auto-estrada. Demos sorte, normalmente essas rodovias têm pedágio, essa entre Bilbao e Santander não tem. Ainda bem!

Estamos sendo perseguidos pela chuva. Chegamos embaixo de um pé d’água. Mesmo com bastante chuva sobre nossas cabeças, havia muito pouco dela no nosso reservatório. Por isso fomos à procura de um lugar onde pudéssemos nos abastecer de água.

Rodamos por quase toda a cidade e nada. Os dois campings de Santander estavam fechados. Já estávamos com os nervos à flor da pele... Decidimos estacionar num supermercado. Foi entrar no estacionamento e ver a placa de proibido para motorhome... Que saco! Parece que todo mundo está contra nós. Estacionamos então em frente à praia El Sardinero. BINGO... Havia uma fonte nas redondezas.

Pudemos encher o nosso carro com água fresca e potável. Só nos deu um pouco de trabalho porque a bica estava um pouco distante do carro e tivemos de abastecer com a ajuda do nosso funil. Mas nada que quase uma hora de trabalho não tenha resolvido.

Mais um jantar brasileiríssimo: arroz, bife e batata frita. Ninguém agüentou ficar acordado depois das dez da noite. Depois de duas noites barulhentas, essa foi deliciosamente silenciosa.

  
  

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