Gent é encantadora

Acordamos cedo e fomos a pé conhecer a cidade que é cortada por alguns canais. A primeira parada foi na feira, bem perto do carro. Os belgas vendem aqui de roupas a verduras. Com tempo e alguns euros no bolso, é possível levar pra casa coisas interessante

  
  

Acordamos cedo e fomos a pé conhecer a cidade que é cortada por alguns canais. A primeira parada foi na feira, bem perto do carro. Os belgas vendem aqui de roupas a verduras. Com tempo e alguns euros no bolso, é possível levar pra casa coisas interessantes. Nós seguimos para o centro da cidade, onde se concentram prédios lindíssimos como a catedral Saint-Bavon (em francês), nossa primeira parada. Além da beleza tradicional de igrejas seculares, esta guarda uma preciosidade. A mais famosa pintura do belga Jan van Eyck é considerada o ponto mais alto da arte Flamenga do século XV: “A Adoração ao Cordeiro Místico” (1432). A obra realmente impressiona pela riqueza de detalhes. Um observador bem atento chegou a ver mais de 40 espécies de vegetação nesta representação de van Eyck. Para observar o quadro original é necessário pagar. A obra fica à esquerda de quem entra na catedral, mas uma cópia pode ser vista de graça perto do altar, à direita (mais informações em Dicas de Viagem).

Vista de um dos encantadores canais de Gent

Vista de um dos encantadores canais de Gent

Deixamos a igreja fascinadas. O destino agora era o Castelo do Conde construído em 1180, que fica a poucas quadras da catedral. Um grande portão e um corredor comprido nos levam até o jardim do castelo, já chegou a ser usado como praça de execução. O primeiro desafio é vencer lances e mais lances de escada. A primeira sala aberta à visitação era usada nos banquetes da corte. A mobília não existe mais. No lugar, um incrível acervo de armas medievais e armaduras. Nenhuma de nós resistiu a ser fotografada ao lado das relíquias. Mais escadas e chegamos ao topo do castelo. Do alto das torres é possível observar toda a cidade.

Fachada da Catedral de Gent

Fachada da Catedral de Gent

Nem imaginávamos que o mais interessante ainda estava por vir. Os belgas guardam em uma sala objetos que mostram até que ponto chega a crueldade humana. Camisas-de-força; algemas com espinhos; camas em que o prisioneiro era amarrado e proibido de sair, morrendo de inanição; garfos gigantes com que os torturadores furavam o estômago das vítimas. Segundo a história, a Revolução Francesa pôs fim à tortura como prática comum. O doutor Joseph Ignace Guillotin propôs então a punição maior sem distinção de classes. A partir da sugestão dele os carrascos começaram a utilizar a guilhotina. Em uma das salas, existe uma cópia de um destes instrumentos de execução usado no castelo entre os anos de 1796 e 1861. Com um detalhe: a lâmina é original.

Cópia do famoso quadro de van Eyck

Cópia do famoso quadro de van Eyck

No castelo, é possível observar também os calabouços onde os prisioneiros eram colocados. Uma placa informa ao turista que os presos eram mantidos nesses locais sujos, sem luz e mal cheirosos para que tivessem uma morte lenta e dolorosa. Que horror!!!

Armadura que está exposta no castelo medieval

Armadura que está exposta no castelo medieval

A cidade guarda lugares encantadores às margens do rio.Leie. Demos uma caminhada pelas charmosas ruelas de Gent e partimos para Bruges.

Foram apenas 44 quilômetros em uma estrada larga e bem movimentada. Bruges é uma cidade com pouco mais de 120 mil habitantes e um dos locais turísticos mais procurados da Bélgica. Estacionamos em uma rua que achávamos ser de pouco movimento para preparar o jantar. Estávamos com muita fome. O cardápio foi uma salada e espaguete ao alho e óleo. Percebemos que naquele local não conseguiríamos dormir muito bem por causa do movimento. Fomos, então, procurar uma nova “moradia”. Seguindo por duas quadras e encontramos uma vaga numa rua secundária. Cláudia desceu do carro para ajudar na manobra. Terminada a tarefa e como ela não resiste a uma vitrine, foi logo observar bem de perto o que a loja que ficava na esquina vendia. Patrícia e Fabiula, de dentro do carro, viram o susto de Cláudia, que chegou a dar um passo pra trás. Foi então que percebemos que a loja vendia caixões e uma variedade sem fim de afins. Pobre Cláudia.

  
  

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