Já é hora de ir para Kutná Hora

Acordamos cedo, escolhemos a cidade que gostaríamos de visitar, desenhamos o caminho no mapa e partimos. Já no primeiro cruzamento, em vez de passarmos por baixo do viaduto, seguimos por cima. Ainda bem que logo percebemos o erro e demos meia-volta. Para

  
  

Acordamos cedo, escolhemos a cidade que gostaríamos de visitar, desenhamos o caminho no mapa e partimos. Já no primeiro cruzamento, em vez de passarmos por baixo do viaduto, seguimos por cima. Ainda bem que logo percebemos o erro e demos meia-volta. Para seguir para Kutná Hora, uma cidadezinha de 20 mil habitantes, teríamos que cruzar a cidade. Para evitar algum congestionamento dentro de Praga, preferimos fazer um contorno por fora. Que belo engano... Enfrentamos mesmo assim um trânsito lento, com dezenas de caminhões à nossa frente, e levamos mais de uma hora e meia pra fazer 30 quilômetros.

Vista da Catedral de Sta. Bárbara e do Colégio Jesuíta

Vista da Catedral de Sta. Bárbara e do Colégio Jesuíta

Chegamos à cidadezinha só à tarde, já famintas. Enquanto Patrícia foi dar uma volta a pé, Cláudia preparou o almoço (um macarrão delicioso com molho de maionese e atum) e Fabiula ficou por um bom tempo pendurada quase de cabeça para baixo na janelinha que fica em cima da cabine do motorista arrumando o adesivo que tinha descolado.

Fonte de Pedra no centro da cidade

Fonte de Pedra no centro da cidade

Minutos depois, Patrícia voltou com o mapa da cidade, dicas sobre os pontos turísticos, já sabia onde tinha internet e onde ficava o posto de informações turísticas de Kutná Hora. Minha nossa, que eficiência, disseram as meninas. Patrícia ficou cheia de moral, agradeceu, mas logo explicou que tudo ficava no mesmo lugar, no centro da pracinha, a quatro quadras do carro.

Vista da bela cidade de Kutná Hora

Vista da bela cidade de Kutná Hora

No fim da tarde, fomos dar uma caminhada pela cidade. Ela realmente é um charme e com toda a tranqüilidade que um lugarejo pequeno oferece. Pouco trânsito, ruelas pequenas, janelas abertas sem a menor preocupação com assaltantes, uma calmaria geral. A propósito, ainda bem, porque quando voltamos pra casa percebemos que tínhamos esquecido uma das nossas janelas aberta. Mas tudo estava do jeitinho que deixamos. Ufa, ainda bem que estamos em Kutná Hora.

Ficamos horas caminhando, percorremos quase toda a cidade: a catedral de Santa Bárbara que fica no alto, a estrada de ferro que fica embaixo, um riozinho, um parque... Cruzamos com vários ciclistas, é que no dia seguinte a cidade iria promover uma competição.

Achamos um lugar legal para passar a noite. Já começava a chover quando voltamos para o carro (foi aí que percebemos a janela aberta) com a intenção de levá-lo para onde iríamos estacionar até o outro dia.

Ahhhh! Antes que esqueçamos, a cidade tem uma atração meio macabra. Que os moradores nem sonhem que escrevemos isso. Eles não gostam que a igreja decorada com ossos de mais de 40 mil pessoas seja chamada assim. Verdade, uma igreja com caveiras por todo o lado, só as fotos já impressionam. Vamos nos encorajar e conferi-la amanhã, no sábado. Até lá...

  
  

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