Mais Viena...

Começamos o dia com delícias! Explico: marcamos para as 9 horas uma visita ao Hotel Sacher, proprietário da “melhor torta de Viena”. Não pudemos acompanhar a confecção das tortas, mas fizemos algumas imagens e a provamos, pra constatar se ela é mesmo a me

  
  

Começamos o dia com delícias! Explico: marcamos para as 9 horas uma visita ao Hotel Sacher, proprietário da “melhor torta de Viena”. Não pudemos acompanhar a confecção das tortas, mas fizemos algumas imagens e a provamos, pra constatar se ela é mesmo a melhor. Pra falar a verdade, não vimos muita diferença de uma torta de chocolate comum, o que vale, parece, é a tradição.

Dizem ser a melhor torta de Viena

Dizem ser a melhor torta de Viena

Pegamos um bonde, o D – vale a dica: este bonde passa pelos principais monumentos da cidade -, e seguimos algumas quadras até o Parlamento. Logo em frente, fica o jardim da Imperatriz Elisabete, a Sissi, com sua variedade enorme de rosas. Como Viena tem parques agradáveis! São vários, enormes e bastante convidativos. O stress das grandes capitais não parece atingir esta encantadora cidade de acontecimentos e riquezas culturais seculares.

Fizemos algumas compras no mercado e almoçamos com Mozart. Escolhemos um dos bancos que fica bem na frente do monumento do famoso compositor clássico e preparamos o delicioso banquete: salada de batatas e alface, pão com maionese e atum. Para beber, suco de pêra. Tudo uma delícia e feito com ingredientes bastante típicos aqui da Europa. Pra melhorar, só mesmo alguma música clássica do prodígio compositor austríaco para embalar o almoço.

Pertinho dali, visitamos o Museu de História Natural de Viena. No acervo, a maior coleção de crânios humanos da pré-história. Ossos e esqueletos imensos de dinossauros impressionam à primeira vista. Uma estátua milenar da deusa Vênus é a peça mais preciosa do museu. Medindo 11 centímetros e com cerca de 25 mil anos, a Vênus de Willendorf (região da Áustria onde foi encontrada) está avaliada em milhões de euros. Vimos ainda partes da roda construída mais antiga que se tem notícia. Uma maravilha de museu!

Como pretendemos conhecer outras cidades austríacas, fomos procurar a central de informações turísticas que fornece material sobre todo o país, não só de Viena. Meio escondidinho, o escritório, pra ajudar, estava fechado. Pelas informações que lemos na porta, ele só abre durante a semana. No sábado e no domingo, quando a cidade deve ferver de turistas, o posto não funciona. Que maravilha, hein?

Nosso próximo destino agora é o Shönbrunn, castelo de verão dos Habsburgo e Patrimônio Histórico da Humanidade. Não pudemos entrar, porque quando chegamos já eram cinco horas da tarde, exatamente quando o palácio fecha para a visitação. Aproveitamos para ver uma demonstração de como se faz um tradicional apfelstrudel (torta de maçã). Que delícia! E corremos para pegar aberto o museu das carruagens imperiais. Algumas impressionam como é o caso da carruagem fúnebre, usada nas cerimônias de cortejo e enterro da família real Habsburgo (dinastia derrubada em 1918), a carruagem de coroamento, uma outra usada por Napoleão Bonaparte e o primeiro automóvel imperial.

Cansadas, o nosso dia ainda reservava uma recompensa. Resolvemos arriscar a sorte e ver se conseguíamos ingressos para a Ópera. No programa, O Barbeiro de Sevilha, aquela do Fígaro cá, Figaro lá, Fíiiiigarooooooo... Como os bilhetes são caros, podendo custar até 180 euros, optamos por assistir ao espetáculo em pé, por dois euros cada uma. Mesmo tendo caminhado o dia todo, como mochilas e equipamentos nas costas, valeria a pena!
E valeu muito. Uma ópera já é maravilhosa por si só, assistida aqui em Viena então é de deixar qualquer um encantado.

Em casa, pra ajudar a relaxar, uma chuvinha fina, mas que mais tarde engrossou um pouco, deixando o clima mais fresco e a noite mais agradável para o sono, e um banho de água com sal para os pés. Amanhã, domingo, é outro dia, desta vez de descanso e sem hora para levantar.

  
  

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