Na estrada de Madri, mas a caminho de Toledo

Nem parece verdade, mas depois de três noites quase sem dormir, conseguimos descansar um pouco. Desta vez o silêncio reinou absoluto. Patrícia dormiu como um anjo, já Claudia e Fabiula não tiveram uma noite assim tão boa. Só não sabemos qual a explicação,

  
  

Nem parece verdade, mas depois de três noites quase sem dormir, conseguimos descansar um pouco. Desta vez o silêncio reinou absoluto. Patrícia dormiu como um anjo, já Claudia e Fabiula não tiveram uma noite assim tão boa. Só não sabemos qual a explicação, já que barulho não ouvimos nenhum e muito menos fomos embaladas pela música flamenga que os espanhóis do sul tanto gostam. Vamos ver como vai ser a próxima noite.

Acordamos rodeadas de caminhões

Acordamos rodeadas de caminhões

No estacionamento onde passamos a noite, o vazio foi tomado por dezenas de caminhões, cujos motoristas pareciam parar ali para tomar café no hotel próximo e quem sabe tomar um bom banho. Sabemos bem como é essa vida de estradeiro. Quando surge uma oportunidade destas não dá pra perder, o melhor é aproveitar. Fizeram bem nossos amigos de estrada.

Placa indicando a direção de Madri

Placa indicando a direção de Madri

Hoje teremos uns 350 quilômetros para percorrer até a cidade de Toledo, bem próxima à capital Madrid. Partimos pouco antes do meio-dia e chegamos ao nosso destino no meio da tarde. A viagem toda foi acompanhada de uma chuva insistente. Sorte nossa que a estrada que leva até Madri é bem conservada, assim pudemos viajar com bastante segurança apesar da abundância de água que caía.

Os campos tomados por plantações de oliveiras

Os campos tomados por plantações de oliveiras

No caminho, paramos para fazer algumas fotos e imagens das oliveiras que cercavam a beira da pista em plantações que não se via o fim. Não sabíamos que elas eram assim tão populares por aqui como são em Portugal, onde também vimos milhares de fazendas especializadas no cultivo das deliciosas azeitonas. Cláudia, para não se encher de barro, improvisou umas botas com sacolas de plástico. Bela tática!

Para fotografar as oliveiras sem lamear os sapatos, Claudia improvisou sacos plásticos no pé

Para fotografar as oliveiras sem lamear os sapatos, Claudia improvisou sacos plásticos no pé

Na entrada da cidade de Consuegra, quase na metade do caminho, vimos ao longe vários moinhos de vento que cercavam um castelo. Mais adiante, uma placa dizia “Consuegra, cidade de La Mancha”, bem ao lado de uma figura de cavaleiro. Assim como em Sevilha, parece que Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes, também andou passeando por aqui e teve muitos moinhos para enfrentar. Cruzamos ainda com vários outros castelos durante a viagem e parece que não estão só. Esta região, entre La Mancha, Leão e Castela, é a que reúne mais construções seculares como esta.

As ruínas de um castelo, a 20 quilômetros de Toledo

As ruínas de um castelo, a 20 quilômetros de Toledo

Em Toledo, cidade Patrimônio da Humanidade, o domingo chuvoso parecia ter afastado todo mundo das ruas. Nem o posto de informações turísticas estava mais aberto. Só amanhã mesmo para sabermos mais sobre a cidade que forma o Colar de Madri junto com Salamanca, Cuenca, Ávila e Segóvia. Pelo que vimos, as ruínas da muralha, o palácio e a catedral são as atrações maiores deste sítio histórico erguido sobre uma colina bem acima do rio Tejo, aquele mesmo que banha a portuguesa Lisboa.

  
  

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