Na Hungria se fala português

Hoje o almoço vai ser na casa de uma húngara, Eva. Conhecemos esta querida antropóloga na casa do Ákos, na sexta-feira. Muito simpática, sem nem nos conhecer direito, nos convidou para sua casa. Além de nós, ela chamou também Miriam e Klayber, juntos desd

  
  

Hoje o almoço vai ser na casa de uma húngara, Eva. Conhecemos esta querida antropóloga na casa do Ákos, na sexta-feira. Muito simpática, sem nem nos conhecer direito, nos convidou para sua casa. Além de nós, ela chamou também Miriam e Klayber, juntos desde janeiro.

Miriam, Klayber, Eva, Cláudia, Patrícia e Fabiula durante o delicioso almoço

Miriam, Klayber, Eva, Cláudia, Patrícia e Fabiula durante o delicioso almoço

Eva mora em Buda, bem no alto da montanha. Ela estava preocupada que não encontrássemos o caminho certo até sua casa. Por isso, sem que soubéssemos, combinou com Klayber pra que todos fôssemos juntos. Enquanto ainda nos preparávamos para deixar o carro, fomos surpreendidas por uma voz que dizia: “Tem alguém em casa?” Adivinha quem era... o Klayber, que veio pra nos ajudar. E quase que ele não acha o motorhome. Esta noite estacionamos um pouco mais longe da muvuca do mercado, pra poder dormir sem muito barulho de carros e ônibus que entram e saem do estacionamento a toda hora.

Miriam, Klayber e Eva, novos amigos em terra estrangeira

Miriam, Klayber e Eva, novos amigos em terra estrangeira

Tudo certo, Klayber nos indicou o caminho e marcou uma hora na estação de metrô. Ele não iria conosco ainda. Tinha que passar na casa de Miriam pra buscá-la. Esperamos um pouco e logo eles chegaram. Tomamos um ônibus para subir o morro e andamos umas belas quadras a mais. Realmente é um pouco complicado chegar à casa da Eva, mas chegamos.

Gulyás, sopa tradicional húngara a base de pimentão com carnes e legumes

Gulyás, sopa tradicional húngara a base de pimentão com carnes e legumes

O almoço estava pronto há algum tempo, mas como comer sem que os convidados tivessem chegado? Eva teve que esperar...

No cardápio o gulyás, típica sopa húngara a base de verduras e páprica, além de um prato cubano, servido com arroz e salada de pepinos, de sobremesa mousse de morango. Comemos, conversamos, comemos, conversamos, comemos, conversamos, logo foi servido um outro prato, desta vez chouriço e queijo defumado. Comemos, conversamos, comemos, conversamos e com a noite chegando, tivemos uma nova rodada de gulyás e da comida cubana.

Haja conversa pra tanta comida. Falamos de tudo, das nossas aventuras, das aventuras de Eva, conhecemos um pouco mais da Alemanha com Miriam e da vida do músico Klayber ainda em São Paulo e agora em Budapeste. E quem disse que na Hungria não se fala português? Que tarde ótima que passamos. Como é bom ter amigos!

No caminho de volta pra casa, mais uma surpresa. Pegamos um ônibus que estava indo para a garagem. Mas, sem entender nada de húngaro, só fomos perceber isso quando ele já estava quase na garagem. O jeito foi descer e pegar um tram até a estação do metrô e correr pra pegar o último horário.

Pra não esquecermos o português, encontramos no caminho um baiano que nos ouviu conversando e se aproximou perguntando se éramos brasileiras. Pode? Bruno está há oito meses em Budapeste e veio através de um intercâmbio para ficar um ano por aqui. A conversa foi rápida, apenas algumas estações. Apesar de querer conversar um pouco mais, ele precisava descer. Vamos ver se continuamos nos falando por e-mail. Ele disse que também mantém um site e tem muita história pra contar das viagens que fez neste tempo e das impressões que teve da Europa. Estamos esperando.

  
  

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