Nas estradas da Polônia, a caminho da República Tcheca

De volta à Polônia, passamos a noite em um posto na beira da estrada. Antes de seguir viagem demos uma breve geral no carro. O entra-e-sai de guardas na fronteira deixou o chão do motorhome super sujo. Isso sem contar as ruas e as estradas esburacadíssima

  
  

De volta à Polônia, passamos a noite em um posto na beira da estrada. Antes de seguir viagem demos uma breve geral no carro. O entra-e-sai de guardas na fronteira deixou o chão do motorhome super sujo. Isso sem contar as ruas e as estradas esburacadíssimas na Ucrânia, por causa delas o reservatório do banheiro (lembrando, nele só há xixi) não resistiu e vazou... Eca!!!

Altar principal do Kalwaria Zebrzydowska

Altar principal do Kalwaria Zebrzydowska

Tínhamos uns 800 quilômetros até Praga, na República Tcheca. Mas antes passaríamos por Cracóvia. Tudo certo, partimos. Cláudia estava deitada na cama que fica nos fundos do motorhome quando gritou: Tem uma placa que diz que Cracóvia fica pro outro lado!!! Epa... Logo Patrícia lembrou que pegou a estrada no sentido errado... Dessa forma estaríamos voltando para a Ucrânia. Paramos no acostamento e demos meia volta... Essa foi só a primeira errada do dia...

Perefrinos que visitam o santuário diariamente

Perefrinos que visitam o santuário diariamente

A menos de 100 quilômetros de Cracóvia paramos para almoçar e fazer umas compras num mercado a beira da estrada. Chegamos a Cracóvia na hora do rush. Mesmo com um mapa do tamanho de um bonde nas mãos conseguimos errar a estrada... Depois de pedir informação para dois policiais e estudar os mapas por meia-hora, tomamos o caminho certo..., mas por pouco tempo.

O órgão da igreja impressiona

O órgão da igreja impressiona

Logo na saída da cidade conseguimos nos perder de novo num viaduto. Passamos direto por um cruzamento onde deveríamos entrar. Andamos uns 40 quilômetros até encontrarmos a entrada certa. Ainda bem que percebemos logo. Pegamos a estrada que leva a Zacopane, na região de montanhas ao sul da Polônia. Apesar do apelo, tínhamos que fazer outra rota. Mal sabíamos que a poucos quilômetros cruzaríamos com um santuário já visitados duas vezes pelo Papa João Paulo II: o Kalwaria Zebrzydowska.

Vista geral do santuário tombado pela Unesco

Vista geral do santuário tombado pela Unesco

Encontramos o lugar por acaso, depois que a Cláudia leu de relance uma placa com a palavra Unesco inscrita e outras coisas que ela não conseguiu identificar. Imediatamente fizemos a volta para ver se identificávamos alguma coisa. Paramos em uma lanchonete na beira da estrada, próxima à placa. Nos informamos, em alemão mesmo, e seguimos uns três quilômetros e meio até a cidadezinha.

Como nos indicaram, fizemos a volta por uma pequena igreja e subimos até o alto do morro, onde se via uma igreja bem maior e imponente. Já passava das 6h30 da tarde. No estacionamento, vários ônibus esperavam alguns turistas e peregrinos. Na igreja – outro Patrimônio Histórico Cultural da Humanidade, assim como o bosque que a circunda - começava uma missa na capela principal, onde se guarda um quadro com a imagem da Virgem Maria e o menino Jesus. Praticamente todos os fiéis estavam ajoelhados.

A igreja é majestosa. Atrás do altar principal, um outro altar expõe a imagem de Cristo crucificado. Dos lados, cercando a sala, bancos com encostos de entalhe em madeira chama a atenção para a riqueza dos detalhes. Nos fundos, pessoas rezando e a tranqüilidade de algumas senhoras descansando ao sol, enchiam o lugar de paz. Nos corredores estão alguns painéis com fotos de grandes celebrações e das visitas do papa em 1979 e setembro de 2002, durante sua última passagem pela Polônia.

Não dá pra negar que Nossa Senhora vem nos acompanhando e protegendo durante toda esta expedição, principalmente aqui em terras polacas. Afinal, este é o segundo santuário que visitamos. Que a mãe de Jesus interceda por nós. Amém!

A viagem continua, agora já era quase noite. Mas não iríamos parar sem antes cruzar a fronteira da Polônia com a República Tcheca, que era a nossa meta do dia. Nos dirigimos até Cieszyn, última cidade polaca antes da fronteira. No início da expedição, tínhamos nos comprometido a somente cruzar fronteiras com alfândegas durante o dia. Mas das quatro que passamos, apenas uma foi à luz do sol... Tudo bem, tudo está dando certo.

Já eram 22h quando atravessamos a fronteira. A passagem só não foi mais rápida porque o policial polaco não carimbou os nossos passaportes. Ele nos falou que isso não é prática aqui e nem tinta para carimbar ele tinha. Tivemos de esperar alguns minutos até que ele providenciasse o que faltava.

Chegamos à República Tcheca... viva! Nem tínhamos comemorado direito quando percebemos que havíamos errado a estrada mais uma vez (a última do dia, graças a Deus). A cidade que queríamos não constava em nenhuma placa. Demos meia volta e seguimos nossa intuição. Deu certo, fomos parar em Havirov. Na cidade, encontramos um Tesco 24horas, os hipermercados que geralmente escolhemos para dormir na Polônia e agora na República Tcheca.

Cláudia que não resiste às compras arrastou Fabiula para o mercado. Patrícia trocou de roupa e desabou na cama, finalmente iria parar de dirigir por hoje. Do Tesco, as duas trouxeram mapas do país e de Praga e três pedaços de pizza, que foram nosso delicioso jantar.

Se você conseguiu acompanhar, erramos quatro vezes o caminho nesse dia. Chegamos ao nosso destino, talvez com um pouco de atraso, mas em segurança. Uma boa noite de sono a todas, hoje mais do que nunca nós merecemos.

  
  

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