No caminho de Milão, uma parada em Caravaggio

O parque fica bem ao lado do Lago da Garda, que tínhamos conhecido na nossa chegada à Itália. Então, antes de pegar a estrada para Milão, decidimos fazer o nosso escritório bem em frente ao lago. O vai-e-vem da água era relaxante e também acalmava o calor

  
  

O parque fica bem ao lado do Lago da Garda, que tínhamos conhecido na nossa chegada à Itália. Então, antes de pegar a estrada para Milão, decidimos fazer o nosso escritório bem em frente ao lago. O vai-e-vem da água era relaxante e também acalmava o calor. Aproveitamos para escrever e trabalhar as fotos que havíamos tirado nos dias anteriores.

Basílica de Nossa Senhora de Caravaggio

Basílica de Nossa Senhora de Caravaggio

Ficamos em frente a um camping, bem perto da barraca do seu Ago, um italiano muito simpático que passa 90 dias por ano aproveitando a brisa que vem do lago. Ele nos trouxe uma prova de vinho geladinho e nos convidou para o almoço: uma macarronada com frutos do mar. Cláudia agradeceu. Achamos desaforo aceitar o convite, afinal nem conhecíamos a família. Mas o pessoal era muito animado mesmo. Depois observamos que o vendedor ambulante também foi convidado para o almoço e que todos os que passavam na frente da casa deles paravam ou para comer ou para tomar um copo de vinho.

Imagem da Nossa Senhora

Imagem da Nossa Senhora

Quando estávamos voltando pro carro, nos despedimos deles e aí veio mais um convite. Dessa vez paramos. O pessoal aqui é muito aberto e gosta de conversar. Já tivemos o exemplo em Veneza. O anfitrião trouxe de dentro de casa um garrafão de vinho gelado com uns cinco litros e nos ofereceu um pedaço de tortinha deliciosa. Conversamos um pouco. Na verdade, mais ouvimos do que falamos. Mas foi bem legal...

Interior do santuário em Caravaggio

Interior do santuário em Caravaggio

No carro, Cláudia preparou o nosso almoço. Descansamos um pouco, demos o último mergulho no lago e seguimos viagem.

Já era noite quando vimos uma placa indicando a cidade de Caravaggio e um santuário. Patrícia nem acreditou, ela é devota de Nossa Senhora de Caravaggio (já que existe um santuário na cidade de Farroupilha, bem perto de Caxias do Sul onde ela nasceu). Os italianos que imigraram da Europa para a Serra Gaúcha levaram com eles a devoção a Nossa Senhora.

Normalmente a igreja estaria fechada numa hora dessas (mais de nove horas da noite). Mas justo neste dia, estava havendo uma festa de despedida de um padre que seria transferido para o Brasil nos próximos dias... Que coincidência! Tentamos conversar com o padre, mas ele estava muito assediado pelos fiéis, nem conseguimos chegar perto.

Decidimos passar a noite ao lado do santuário. Na manhã seguinte, finalmente, chegaríamos a Milão.

  
  

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