No caminho para Montreux, uma parada para escrever, descansar, ajeitar a casa..

O dia amanheceu chuvoso nesta sexta-feira. É engraçado como a chuva vem quase sempre acompanhada de preguiça... Tomamos café e logo pegamos a estrada. Aqui na Suíça tudo é perto. O país tem apenas 300 km por 180 km nas suas maiores extensões. Em poucas ho

  
  

O dia amanheceu chuvoso nesta sexta-feira. É engraçado como a chuva vem quase sempre acompanhada de preguiça... Tomamos café e logo pegamos a estrada. Aqui na Suíça tudo é perto. O país tem apenas 300 km por 180 km nas suas maiores extensões. Em poucas horas podemos cortar o território por inteiro, mas essa não é nossa intenção.

Torre da igreja da cidade de Friburg

Torre da igreja da cidade de Friburg

Seguimos para Friburg. Demos uma volta rápida pelo pequeno centro e fizemos algumas fotos. O lugarejo é simpático, tem algumas construções que parecem medievais e a igreja tem uma torre imponente. Voltamos para a estrada novamente. Patrícia achou melhor a gente parar num estacionamento à beira da rodovia. Esses lugares aqui na Suíça, a exemplo da Alemanha e de outros países, têm uma boa infra-estrutura com banheiro, água, mesas para fazer lanche e um pequeno parquinho para as crianças.

Aproveitamos para abastecer o carro com água, escrever uns diários atrasados, descansar um pouco, e dar uma faxinada no carro. No caminho para Montreux, teremos pela frente a cidade de Vevey, a sede da Nestlé aqui na Suíça... Que delícia.

Acabamos não escrevendo muito sobre a nossa conversa com Martina e Clóvis em Berna. Ela é suíça e morou no Brasil por três anos e meio e ele é brasileiro, mora aqui há cerca de dois. Durante o nosso papo, reafirmamos nossa impressão de como é caro viver aqui. Um apartamento num bairro central com dois quartos, sala, cozinha, banheiro, sem elevador, custa por mês CHF 1.200,00, cerca de R$ 2.600,00. Isso sem contar o plano de saúde, que é obrigatório, seguros, gastos com transporte, alimentação, luz, água, telefone, internet, lazer...

Encontramos um motivo que justifique a existência de placas proibindo o estacionamento de motorhome em alguns lugares aqui na Europa. Muitos europeus não vêem com bons olhos os ciganos, que vivem rodando por aí e vivendo em carros-casa. Há séculos são discriminados e, às vezes, considerados uma sub-raça. Martina nos trouxe duas explicações: a mais poética é que os ciganos com sua cultura própria têm um estilo de vida diferente dos outros povos, carregam o que precisam nos carros ou motorhomes, seguem pelo mundo, o que assusta um pouco quem não tem esses costumes; agora, o motivo não romanceado é que antigamente, na passagem pelas cidades, os ciganos faziam pequenos roubos e por isso o temor ainda hoje.

O interessante nessa viagem é poder conhecer tudo isso, como vivem, o que fazem e o que pensam essas pessoas que moram nos lugares por onde estamos passando.
Voltando à sexta-feira. Ela terminou com uma partida de canastra, café preto e batata frita...

  
  

Publicado por em