Nos despedindo de Portugal!

Com os mapas na mão, Cláudia e Patrícia foram conhecer a cidade de Faro. Iniciamos pelo Largo da Sé, uma praça bem no centro do território murado que abriga a Catedral de Faro e o Paço Episcopal (palácio dos bispos) entre outras construções. Lembram daque

  
  

Com os mapas na mão, Cláudia e Patrícia foram conhecer a cidade de Faro. Iniciamos pelo Largo da Sé, uma praça bem no centro do território murado que abriga a Catedral de Faro e o Paço Episcopal (palácio dos bispos) entre outras construções. Lembram daquelas laranjas que colhemos numa cidadezinha quando estávamos a caminho de Lagos? Uma plantação semelhante decora a frente do Paço Episcopal em Faro. São Várias laranjeiras apinhadas de frutas, num colorido belíssimo. Não nos atrevemos a colhê-las, ninguém estava fazendo isso e ainda tínhamos algumas laranjas em casa da nossa última colheita.

Uma viela no centro histórico de Faro

Uma viela no centro histórico de Faro

O Paço é um dos principais edifícios do Algarve do período “arquitetura chã”, que predominou entre o final do séc. XVI e o séc. XVII. A construção sofreu algumas alterações depois do terremoto de 1755, que destruiu boa parte de Lisboa e chegou até aqui também.

Simpáticas senhoras de Coimbra saboreando as deliciosas receitas portuguesas

Simpáticas senhoras de Coimbra saboreando as deliciosas receitas portuguesas

A Sé é uma mistura de estilos barroco, renascentista e gótico. Da construção primitiva nos séculos XIII e XIV apenas ficaram duas capelas, o portal principal e a torre que domina a fachada. O saque e o incêndio de 1596 tornaram necessárias grandes obras que mais tarde foram continuadas devido aos tremores de 1722 e 1755.

As saborosas castanhas assadas e vendidas na rua

As saborosas castanhas assadas e vendidas na rua

O interior é muito bonito, embora a escassez de luz dificulte a observação. Algumas capelas são revestidas de azulejos e nos fundos da igreja, no alto, fica um imenso órgão barroco. Ainda na Sé é possível subir uma escadaria do lado de fora da catedral, que nos permite uma bonita vista da cidade.

Roupas estendidas no Porto, imagem que poderia ser vista em qualquer cidade de Portugal

Roupas estendidas no Porto, imagem que poderia ser vista em qualquer cidade de Portugal

Lá do alto, pudemos observar o Parque Nacional da Ria Formosa, o centro histórico espremido entre as muralhas, outras regiões da cidade e a marina. Bem no alto, ao lado de um dos sinos um casal de cegonhas fez o seu ninho e observava atentamente os turistas que lá chegavam. Infelizmente não temos fotografias disso porque a bateria da nossa fotográfica acabou assim que pusemos os pés fora de casa... Falha nossa!

A beleza de um edifício no centro de Lisboa

A beleza de um edifício no centro de Lisboa

Daí, seguimos para o Arco da Vila, inaugurado em 1812 e construído sobre uma das portas medievais das muralhas da cidade. Depois demos uma caminhada pela Rua Santo Antônio, um calçadão que reúne algumas lojas de grifes, cafés e restaurantes. Finalmente chegamos à Igreja do Carmo, onde fica a capela dos ossos.

Acabamos nem observando a beleza da igreja assim que entramos. Seguimos as placas que indicavam a capela e fomos até lá. Para chegar à capela, é necessário entrar na sacristia (suponhamos), ir até o jardim interno da igreja e seguir alguns passos à esquerda. A capela é pequena e foi decorada em 1816 com ossos de pessoas que estavam enterradas num cemitério desativado. O lugar é um pouco estranho, mas nem se compara à capela tcheca que visitamos. A decoração é feita com ossos maiores (acreditamos ser das pernas e dos braços) e crânios e tem sua estética. Não sabemos exatamente o motivo, mas alguns ossos estão se deteriorando. Na saída, pudemos observar com mais calma o altar da igreja, completamente dourado.

Voltamos para o carro e decidimos pegar a estrada. Mas antes queríamos dar um pulo até a praia de Faro. No caminho, tentamos parar no estacionamento de um shopping para conferir se havia saído uma matéria sobre a expedição numa revista portuguesa. Mas o que conseguimos foi estourar o cano do esgoto bem no meio do estacionamento. Imaginem a cena... A água escoando do nosso tanque sem que pudéssemos fazer nada... Ainda bem que o xixi tem sua caixa própria, se não poderia ser bem pior...

Ficamos super chateadas e bravas com a situação. Mesmo assim seguimos para a praia, não adiantava nada ficarmos paradas no meio do estacionamento. Parece que o mar tem efeito calmante... Descemos do carro e Patrícia foi dar uma olhada no cano. Ela descobriu que nada havia se rompido, apenas o encaixe do cano no tanque tinha se soltado. Em segundos o encaixe foi refeito e tudo ficou solucionado... Nem um vazamentinho sobrou pra contar a história!

Um passeio rápido pela praia e já estávamos no carro novamente, agora em direção a Sevilha, na Espanha. Tínhamos uns 200 quilômetros pela frente. A estrada era ótima, pista dupla, com acostamento e o melhor: sem pedágios... Fizemos o percurso em menos de duas horas. Já estava escurecendo e faltavam uns 14 quilômetros para chegarmos a Sevilha. Decidimos então passar a noite num posto de combustíveis à beira da estrada. Nem precisamos peregrinar muito. No seguido que fomos conseguimos um lugarzinho para passar a noite... Antes de dormir tivemos de adiantar o relógio uma hora para entrarmos no horário espanhol. Agora temos uma diferença de 3 horas em relação ao Brasil.

Estivemos 23 dias em terras portuguesas. Dizer que gostamos do país não é verdade, nós adoramos Portugal. Gostamos de sua gente, de suas cidades, de seus costumes, de sua gastronomia. Talvez o que possa explicar essa empatia seja o fato de eles serem muito parecidos com nós brasileiros. Não podemos dizer adeus, podemos dizer sim um “até breve, Portugal!”.

  
  

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