Nosso último dia na Côte d’Azur

Nossa tarefa neste domingo era contornar o último trecho da Côte d’Azur e chegar o mais perto possível da Itália. Tínhamos no caminho o famoso e minúsculo Principado de Mônaco, com suas ruas e avenidas que servem de palco para um dos grandes prêmios de Fó

  
  

Nossa tarefa neste domingo era contornar o último trecho da Côte d’Azur e chegar o mais perto possível da Itália. Tínhamos no caminho o famoso e minúsculo Principado de Mônaco, com suas ruas e avenidas que servem de palco para um dos grandes prêmios de Fórmula 1 mais charmosos do mundo.

O colorido do azul do mar na Cote d’Azur

O colorido do azul do mar na Cote d’Azur

Acordamos com um sol lindíssimo. Impossível não dar uma caminhada na praia antes de enfrentar a estrada. Na volta, conhecemos o sr. John, um inglês que pretende ficar até março viajando de motorhome, fugindo do frio na Grã-Bretanha. Ele e a esposa passaram a noite no mesmo estacionamento que nós. Muito simpático e prestativo nos indicou as melhores estradas e até um bom lugar para ficarmos estacionadas em Roma, o que era uma de nossas preocupações.

O sr. John, motorhomeiro inglês que conhecemos em San-Peire

O sr. John, motorhomeiro inglês que conhecemos em San-Peire

John nos mostrou todo orgulhoso um livro infantil que fez. O livro ainda não foi editado, parte está à máquina e parte escrito à mão mesmo. “Foram cinco anos de trabalho”, revelou. As ilustrações são muito interessantes. A história é de um ratinho francês que pega carona em um motorhome e vai para Londres...

As pessoas aproveitam o dia de sol para passear na praia em Cannes

As pessoas aproveitam o dia de sol para passear na praia em Cannes

Já sabíamos dos perigos que poderemos encontrar na Itália, John nos recomendou muito cuidado. Pode deixar amigo... Trocamos material sobre nossos países. Nós demos a ele um folder sobre Foz do Iguaçu e ele nos presenteou com um livrinho sobre os castelos na região de Gales. Antes de pegarmos a estrada, fizemos uma foto e ficamos na incumbência de mandar uma cópia pra ele.

A bela decoração de Natal em frente ao Grand Casino de Monte Carlo, em Mônaco

A bela decoração de Natal em frente ao Grand Casino de Monte Carlo, em Mônaco

Passamos por belíssimas praias. A primeira foi St.- Raphäel, um balneário tranqüilo e com boa infra-estrutura. A estrada nesta região é um sobe-e-desce sem cessar, cheio de curvas. Seria um pouco cansativo se a paisagem não fosse incrível. Sempre que havia um “lugarzinho” para que pudéssemos estacionar o carro, parávamos para fotografar e aproveitar o visual.

Passamos a noite em Menton, a última cidade da riviera francesa antes da Itália

Passamos a noite em Menton, a última cidade da riviera francesa antes da Itália

Seguimos então para Cannes. Mesmo fora de estação de veraneio e do luxuoso festival de cinema, realizado anualmente em maio, a cidade estava bem agitada. Seguimos beirando o mar, passamos pela marina e pelo Palais des Festivals. Passamos também por Antibes. Fundada por gregos, a cidade é uma das mais antigas desse trecho da costa e abriga um museu de obras de Picasso doadas pelo próprio artista.

Já estava quase anoitecendo quando chegamos em Nice. O lugar tem mais de 350 mil habitantes e lembra muito o Rio de Janeiro. A cidade é cheia de elevados e túneis, as casas avançam pelos morros. Só não vimos favelas. Nice é o maior balneário do Mar Mediterrâneo e possui o segundo aeroporto mais movimentado da França. A cidade está bem servida de museus. Possui um exclusivo para Matisse e outro somente com obras de Chagal, além do Musée d’Art Contemporain e des Beaux-Arts. Infelizmente nossa passagem foi relâmpago. Mesmo assim fomos presenteadas por um entardecer fascinante.

Estávamos então a poucos quilômetros do Principado de Mônaco. O lugar que abriga apenas 30 mil habitantes e menor que o Central Park em Nova Iorque guarda um charme e um requinte que em poucos lugares encontramos. Chegamos em Mônaco já era noite e as ruas estavam lotadas de turistas. Gente passeando, comprando, fotografando... Antigamente o povoado era grego, foi conquistado pelos romanos, em 1297 foi comprado pela família dos Grimaldis e hoje rege a monarquia mais antiga do mundo.

Em meio às íngremes avenidas, chegamos ao Grand Casino. A fachada ricamente decorada para o Natal encanta. Queríamos conhecer, pelo menos um pouco, do traçado da corrida de Fórmula 1. Seguindo os nossos instintos, contornamos a famosa curva cotovelo - a mais fechada dos GPs – e passamos pelo túnel do Casino em festa!!! A cidade parece de miniatura. É cheia de túneis, prédios elegantes e elevados. Em algumas ruas conseguimos ver as zebras (sinalização utilizada na Fórmula 1) entre a pista e o meio-fio. Fabiula, mais atenta em corridas do que Cláudia e Patrícia, graças ao gosto de seu pai pelo veloz esporte, estava eufórica e acabou contagiando o grupo todo.

Preocupadas com onde poderíamos parar, seguimos indicação de um estacionamento para motorhome, mas o preço era caro demais pra nós. Sendo assim, demos adeus a charmosa Mônaco e seguimos para o último balneário francês. Essa seria nossa última noite na França. Depois teríamos pela frente a Itália.

Quando chegamos a Menton, estacionamos na rua mesmo. O barulho dos carros não atrapalhou nosso merecido sono. Depois de um dia com tanta beleza, um barulhinho não é nada!!!

  
  

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