O penúltimo dia do ano, data apropriada para filosofar...

Tivemos a idéia desse projeto exatamente no jogo de estréia do Brasil na Copa do Mundo do ano passado. Nós três estávamos acompanhando os passes dos nossos craques quando Patrícia falou pela primeira vez na Eurotrip. Os dias foram passando e a idéia começ

  
  

Tivemos a idéia desse projeto exatamente no jogo de estréia do Brasil na Copa do Mundo do ano passado. Nós três estávamos acompanhando os passes dos nossos craques quando Patrícia falou pela primeira vez na Eurotrip. Os dias foram passando e a idéia começou a ganhar corpo. Conquistamos os primeiros incentivadores, os nossos primeiros parceiros e depois de oito meses de muito trabalho embarcamos rumo à Europa. É claro que tínhamos uma breve idéia, mas não imaginávamos as tantas aventuras que viveríamos nesse período. O primeiro desafio foi nos acostumarmos a viver numa casa com menos de 16 metros quadrados. Espaço que tinha que ser divido em três.

Nosso carro, em Lido di Óstia, sempre na companhia de outro motorhome

Nosso carro, em Lido di Óstia, sempre na companhia de outro motorhome

Outras preocupações nos perseguem desde o dia em que chegamos: os reservatórios de água potável e servida que temos de encher e esvaziar periodicamente (caso não queiramos correr o risco de ver xixi vazando pela casa toda... Eca!!!); encontrar um lugar seguro para passar a noite... só para citar os básicos.

Cláudia durante um passeio pelas ruas de Lido di Óstia

Cláudia durante um passeio pelas ruas de Lido di Óstia

Não imaginávamos também como seria incrível estar em tantos lugares diferentes, conhecer tantas pessoas incríveis e provar do melhor e do pior que cada país podia nos oferecer. Não fazíamos idéia de que encontraríamos uma Europa tão cheia de perigos e de racismos. Tínhamos sempre em mente que os países do Velho Mundo eram seguros, civilizados, limpos. Na verdade, muitas cidades são sujas e nem sempre nós (estrangeiro em geral) somos tratados com simpatia e dignidade. Ou seja, aquela imagem que nos chega de mundo cor-de-rosa deve ser questionada.

Patrícia e Fabiula em momento de descontração no motorhome

Patrícia e Fabiula em momento de descontração no motorhome

Não se trata de um desabafo, mas de uma análise. Para que paremos de achar que os outros é que são melhores. Só mesmo estando tanto tempo fora para perceber como o nosso país é incrível. Corrupção, encontramos aqui também; criminalidade, aqui tem de sobra, talvez não tão ácida como no Brasil, e esperteza não é característica só de brasileiros... Mas as nossas praias, a nossa natureza, as nossas Cataratas, o nosso povo, o nosso folclore e os nossos costumes e ritmos, isso sim, só encontramos no Brasil!!!

Oh, terra abençoada! Que saudade de você...

  
  

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