O valor da diplomacia

Dia de encontros importantes é dia de deixar a casa em ordem, ou melhor, ainda mais em ordem. Nesta quinta-feira, tínhamos uma entrevista marcada pelo Mauro para o jornal Dziennik Polski – um dos maiores e mais importantes do país, com sede em Cracó

  
  

Dia de encontros importantes é dia de deixar a casa em ordem, ou melhor, ainda mais em ordem. Nesta quinta-feira, tínhamos uma entrevista marcada pelo Mauro para o jornal Dziennik Polski – um dos maiores e mais importantes do país, com sede em Cracóvia - e uma reunião com o cônsul honorário do Brasil na Polônia, o senhor Paweł Świderski.

Fabiula e Patricia lavando o motorhome

Fabiula e Patricia lavando o motorhome

Cedo fomos para o camping. Precisávamos dar um banho no motorhome e deixar as cores das Cataratas mais vivas, clarear um pouco a água das quedas. Carro limpo, casa ajeitada, com “cheirinho de montanha” – uma das milhares de expressões adotadas pela Eurotrip, esta para dizer que algo está bem cheiroso, agradável – e maquiagem feita, estávamos prontos.

Entrevista para os jornalistas polacos

Entrevista para os jornalistas polacos

A entrevista foi marcada para as 11h50. Quando chegamos ao local combinado, o nosso amigo Mauro (intérprete oficial da Eurotrip – chique não?) e o jornalista Tomasz Dziki já nos esperavam. A conversa foi rápida, mas bem proveitosa. Muito simpático, Tomasz parecia estar encantado com a idéia da viagem, mais ainda quando viu algumas imagens de Foz do Iguaçu e das Cataratas.

Encontro com o cônsul em Cracóvia

Encontro com o cônsul em Cracóvia

Em poucos minutos chegou Piotr Kędzierski, o fotógrafo. Os dois não tinham ouvido falar das maravilhas da tríplice fronteira e se entusiasmaram com a idéia de poderem conhecer tudo aquilo. A matéria com foto iria ser publicada no dia seguinte. E pela receptividade dos dois, o material seria tratado com carinho.

Visita ao cemitério judeu

Visita ao cemitério judeu

Às 14h estava marcado o compromisso com o cônsul. Antes, nos encontramos com o nosso outro amigo Fabrício. A comitiva brasileira estava completa para a reunião. Pontuais, fomos recebidos pelo senhor Świderski. A conversa descontraída variou entre histórias da Polônia e momentos no Brasil, onde ele trabalhou até 1991.

Patricia aprendendo alguns golpes de defesa pessoal

Patricia aprendendo alguns golpes de defesa pessoal

Sobre Foz do Iguaçu, não precisamos falar muito. O cônsul se disse apaixonado pelas Cataratas e sempre que tem a oportunidade, recomenda a viagem. Tanto que no próximo ano, uma missão de políticos polacos deve desembarcar no Brasil e Foz com certeza já está no roteiro, disse. “Conheço muito do Brasil, inclusive todas as suas capitais, mas tenho um carinho especial por Foz do Iguaçu.”

Ainda sem almoço, fomos conhecer um restaurante que serve comida típica da Geórgia, país próximo à Rússia. Uma delícia de cozinha, bem parecida com a árabe, que já conhecíamos no Brasil por causa da grande quantidade de imigrantes libaneses que vivem em Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, no Paraguai.

Depois do almoço sentamos em uma praça para aproveitar o sol e conversar um pouco. Dali fomos conhecer uma Sinagoga, mas ela estava fechada. Passamos então em um cemitério judeu. Na entrada, um aviso em polaco e inglês lembra da necessidade dos homens cobrirem a cabeça para entrar, conforme manda a tradição. Depois seguimos para a casa do Mauro tomar um café, pegar nossas roupas que deixamos lá outro dia para lavar. Neste tempo, o amigo de quarto dele chegou e nos mostrou algumas músicas do bairro judeu onde os dois vivem aqui em Cracóvia. Muito bonitas, mas tristes.

Não sabemos de onde o assunto surgiu, mas ele resolveu nos dar uma aula de defesa pessoal. Sugestão muito válida para uma viagem como a que estamos fazendo. Como não aproveitar a chance? Patrícia logo se apresentou e os dois ficaram por alguns minutos “praticando” os golpes. Ufa, nenhum ferido! Ficou combinado que no dia seguinte voltaríamos para saborear uma deliciosa sopa, especialidade do nosso amigo polaco.

À noite, pela primeira vez recebemos alguns convidados para o jantar: Fabrício e Mauro. No cardápio, macarrão ao alho e óleo, além de pierogi (prato típico da Polônia), salada e brigadeiro. Há quanto tempo não encontrávamos leite condensado? Já estávamos pensando que isso só se encontrava no Brasil. Sorte que não... Tudo muito bom e o melhor ficou por conta das histórias contadas pelo Fabrício. Eram de rolar de rir tanto as travessuras como a interpretação dele. Valeu amigos pela ótima noite que tivemos!

  
  

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