Os primeiros 500 quilômetros da expedição...

Nossa entrada na Bélgica coincidiu com a marca dos primeiros 500 quilômetros da expedição. Mas antes disso, enfrentamos um longo congestionamento. Foi realmente emocionante cruzar a primeira fronteira européia. Pra gente que está bastante acostumada a atr

  
  

Nossa entrada na Bélgica coincidiu com a marca dos primeiros 500 quilômetros da expedição. Mas antes disso, enfrentamos um longo congestionamento. Foi realmente emocionante cruzar a primeira fronteira européia. Pra gente que está bastante acostumada a atravessar a tumultuada Ponte da Amizade entre o Brasil e o Paraguai, a fronteira entre Alemanha e Bélgica passou quase despercebida. Não havia nenhum posto de alfândega,nem policiais na rodovia. Parecia que continuávamos no mesmo país. Isso graças à comunidade européia, que permite a circulação livre entre os países membros.

As duas pistas da rodovia que leva a Bruxelas estavam engarrafadas

As duas pistas da rodovia que leva a Bruxelas estavam engarrafadas

Mas logo percebemos que a Deutschland ficou pra traz. A arquitetura belga segue uma linha mais escura. A impressão é que são mesmo descuidados com a aparência das casas. As construções, pelo menos na fronteira, são bonitas, mas bem mais simples e menos coloridas do que no país vizinho.

Vista da cidade de Liége as margens do Rio Meuse

Vista da cidade de Liége as margens do Rio Meuse

A primeira cidade em que paramos foi Liége, capital do Estado que leva o mesmo nome. A cidade fica a uns 80 quilômetros da capital Bruxelas. Logo que entramos em Liége, levamos um susto. As pessoas tinham uma aparência esquisita. A cidade era suja e cheia de pichações. Fomos logo à procura de um supermercado. Estávamos confiantes de que a comida sairia mais em conta, já que o diesel era dez centavos de euro mais barato do que na Alemanha. Mas infelizmente, os preços dos alimentos eram até mais caros. Tudo bem... compramos mesmo assim.

Placa em Liége que indica o caminho de Bruxelas

Placa em Liége que indica o caminho de Bruxelas

Já eram 17h30 e ainda não tínhamos almoçado. Antes de comer, tínhamos de resolver um problema: comprar gás. Fomos a um posto de gasolina num bairro horrível. Uma moça muito simpática nos informou que não tinha o gás. Falamos da nossa intenção de passar a noite na região, foi então que ela perguntou se estávamos loucas. “É muito perigoso, aqui”, nos alertou.

Já nem conseguíamos mais raciocinar quando decidimos finalmente comer alguma coisa. Leite frio, pão com queijo, margarina e geléia. Não sei se era a fome, mas tivemos um almoço cinco estrelas.

De barriga cheia, até a cidade parecia menos feia e ficamos animadas para fazer uma foto do Rio Mesel, que corta Liége. Depois de uma reunião rápida pra decidir se ficávamos ou não, percebemos que estávamos embaixo de uma placa que indicava a direção de Bruxelas. Não houve dúvida, seguimos viagem.

Era noite e a estrada excelente. A propósito, não pagamos pedágio algum até agora. O que nos impressionou foi a iluminação da E40. Todas as rodovias, inclusive a que estávamos trafegando, eram iluminadas. Paramos num estacionamento a 20 quilômetros de Bruxelas. O lugar ficava entre um posto de combustível e um hotel. Passamos uma noite tranqüila, embora sem aquecimento no carro. Desligamos a calefação para economizar gás, já que não conseguimos comprar um botijão.

  
  

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