Parada para manutenção

Há quatro dias que a nossa bomba d’água não vinha funcionando muito bem. Lavar uma simples louça era um estresse, tomar banho então, nem pensar. Achamos que a falta de água poderia ser em razão do reservatório não estar cheio. Patrícia resolveu entã

  
  

Há quatro dias que a nossa bomba d’água não vinha funcionando muito bem. Lavar uma simples louça era um estresse, tomar banho então, nem pensar. Achamos que a falta de água poderia ser em razão do reservatório não estar cheio. Patrícia resolveu então dar uma olhadinha na bomba, e Kaput, ela parou de funcionar de vez. Ficamos sem água nenhuma, sequer para escovar os dentes. A solução foi encontrar um camping, onde lavamos a roupa, limpamos o motorhome, lavamos a louça e tomamos um banho. Aliás, esse episódio merece um parágrafo só para ele.

Para tomar banho era preciso colocar uma moeda, comprada no próprio camping, para acionar o chuveiro. As instruções alertavam, o tempo máximo é de 8 minutos. Nos lançamos então nesta experiência, não muito agradável. Assim que colocamos a moeda, o chuveiro começou a contagem regressiva. Era uma ensaboada e dois minutos a menos, mal dava tempo de tirar o sabonete, lavar os cabelos e etc. Além da contagem regressiva, o chuveiro não era assim o que se pode chamar de uma ducha potente. Apesar da correria, o banho valeu!

No camping resolvemos parcialmente os nossos problemas, ainda precisávamos arrumar a nossa bomba d’água. Perguntamos para a senhora, dona do local, se ela conhecia alguém que poderia consertá-la. Ela nos pediu para esperarmos o filho dela, que havia saído e não deveria demorar. Esperamos quase uma hora, quando ele chegou disse que não entendia nada disso, mas nos indicou uma loja especializada em motorhomes, numa cidade próxima.

A loja parecia um paraíso dos motorhomes, eles vendiam carros novos, usados, peças e ainda faziam manutenção. Pedimos que olhassem a nossa bomba, infelizmente eles não tinham peças para arrumá-la, a solução foi trocar por uma nova. Como são as coisas, naquele momento, abrir as torneiras e ver a água caindo novamente, foi a maior felicidade.

Pegamos novamente a estrada e seguimos para Antuérpia, um dos trechos mais longos até agora, foram cerca de 100 km. Entrar na cidade não foi muito fácil. Aqui eles têm uns anéis, chamados de Ring. Se você não souber a direção certa para seguir, passa a vida inteira girando nele. Foi o que quase aconteceu conosco. Depois de muito andar, arriscamos uma entrada qualquer, e para nossa sorte, deu certo. O problema é que minutos depois, entramos, sem querer, numa rua que nos levou outra vez para fora da cidade. Não encontramos o retorno e acabamos dormindo num estacionamento na beira da estrada.

  
  

Publicado por em