Páscoa no santuário da Madona Negra

O coelhinho trouxe chocolates sim... Quando acordamos, encontramos a mesa do café da manhã posta com as delícias tradicionais da data. Imagem da Nossa Senhora Negra Passamos a noite, num estacionamento a poucos metros do santuário de Nossa Senhor

  
  

O coelhinho trouxe chocolates sim... Quando acordamos, encontramos a mesa do café da manhã posta com as delícias tradicionais da data.

Imagem da Nossa Senhora Negra

Imagem da Nossa Senhora Negra

Passamos a noite, num estacionamento a poucos metros do santuário de Nossa Senhora de Czestochowa de Jasna Góra (Monte Claro), a padroeira do povo polaco.

Altar com a imagem da Virgem coberto

Altar com a imagem da Virgem coberto

O domingo de páscoa trouxe milhares de pessoas para a igreja, as capelas estavam lotadas de fiéis. Na igreja principal e na capela onde fica a imagem de Nossa Senhora de Czestochowa, as missas ocorrem em horários diferentes e sempre tem uma celebração começando.

Almoço do domingo de Páscoa

Almoço do domingo de Páscoa

Assistimos à primeira missa do dia (não que seja nosso costume, mas assistimos a duas, neste domingo, você vai entender porquê mais tarde). Foi um pouco difícil acompanhar a cerimônia em polaco. Mas o que mais chamou atenção foi a comunhão: aqui na Polônia, os fiéis se ajoelham e recebem a hóstia na boca. Logo nos habituamos.

Motorhome com o santuário de fundo

Motorhome com o santuário de fundo

Depois das orações, fomos conhecer todo o santuário. Ele é grandioso e imponente, mas bem menor que o de Nossa Senhora Aparecida, no Brasil. A central de atendimento ao turista estava fechada devido ao feriado, por isso fomos buscar informações na sacristia. Lá encontramos uma religiosa muito simpática que tentou conversar conosco em inglês, mas logo chamou um seminarista para nos explicar a história da imagem. Em poucas palavras, ele nos contou que a imagem foi pintada por São Lucas em uma tábua usada como mesa na casa de Maria de Nazaré. Realmente impressiona estar frente-a-frente com o quadro.

Quando estávamos nos despedindo, a freira nos chamou para ver a imagem bem de perto. Para nós, foram reservados três lugares na primeira fila da capela, bem em frente à imagem. É impressionante vê-la de tão perto. É possível até enxergar duas marcas que parecem cortes no lado direito do rosto.

Segundo a história, os cortes foram feitos pelos hussitas (povo que seguia o reformador Jan Hus, um homem que combatia as práticas corruptas da igreja católica e que acabou sendo queimado em praça pública, condenado por heresia), quando tentavam roubar o quadro de Nossa Senhora. As marcas começaram a sangrar. Assustados eles fugiram e deixaram o quadro.

Quando percebemos, estava começando outra missa e nela iria ocorrer um casamento. Foi realmente incrível. Parecia que nós estávamos mais emocionadas que a noiva. Mas talvez seja costume do povo polaco ser mais contido que o brasileiro. No fim da celebração, o som dos trompetes foi o sinal que indicou o fim do horário de exposição do quadro. Uma proteção de metal desce e cobre a imagem. Mesmo assim a adoração e as preces continuam.

De volta ao carro, Cláudia preparou um almoço delicioso de Páscoa. Arroz, farofa com passas e lingüiça e tender com calda doce e cebolas. O dia é mesmo festivo e merece um vinho especial português, presente da Mara, a brasileira que conhecemos em Hilversum – Holanda.

Muito trabalho nos espera na semana que está prestes a iniciar. Nesta segunda-feira, vamos a Varsóvia, capital da Polônia.Depois seguimos para a Ucrânia e, na sexta, devemos estar em Praga, capital da República Tcheca.

Aproveitamos o restante do domingo para descansar bem para a maratona...

  
  

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