Passeios pela cidade e um susto no fim do dia

Hoje tínhamos que finalmente concluir a atualização do site. A primeira parada foi num cyber café, depois de alguns minutos, missão cumprida. O restante do dia estava reservado para passeios pela cidade. Fomos então para o Castelo de Praga, o maior castel

  
  

Hoje tínhamos que finalmente concluir a atualização do site. A primeira parada foi num cyber café, depois de alguns minutos, missão cumprida. O restante do dia estava reservado para passeios pela cidade. Fomos então para o Castelo de Praga, o maior castelo da Europa e que foi fundado pelo príncipe Bořivoj no século 9°. Já havíamos ido lá no fim de semana com os amigos Mara, Harold e Aaron, mas como a área é muito grande ainda havia muito a ser visto.

Entrada principal do Castelo de Praga

Entrada principal do Castelo de Praga

Assim como acontece em outros castelos da Europa, aqui também existe uma cerimônia de troca de guarda, que acontece toda hora cheia, mas a principal delas, com a execução da banda, é ao meio-dia. Centenas de pessoas e nós, é claro, se aglomeraram em frente ao portão principal para assistir à cerimônia. Enquanto aguardam o início, é comum as pessoas posarem para fotos com os guardas, que aparentam ser muito novos, entre 15 e 21 anos, e fazem o maior esforço para ficarem sérios. O maior assédio é o das adolescentes.

Desfile e troca da guarda no palácio real

Desfile e troca da guarda no palácio real

Seguimos um roteiro sugerido por um de nossos guias. Os principais pontos são a Catedral de São Vito, a Basílica de São Jorge (uma das igrejas mais antiga da cidade, erguida em 920), o antigo Palácio Real e a Viela Dourada. As construções são realmente muito bonitas e impressionam pelo gigantismo e riqueza.

Viela Dourada com suas casas coloridas

Viela Dourada com suas casas coloridas

A Viela Dourada é uma rua estreita com pequenas casas que, segundo os historiadores, foi construída para abrigar os guardas do castelo no período de Rodolfo 2°, no final do século 16. Mas, algumas correntes dizem que as casas eram de alquimistas do rei. Um século mais tarde, as casas foram ocupadas por ourives e daí vem o nome de Viela Dourada. Durante o século 19, as casas foram invadidas pela população pobre e marginal de Praga. O morador mais ilustre desta famosa viela é sem dúvida o escritor Franz Kafka, que viveu por alguns meses no n° 22, entre 1916 e 1917.

Interior da casa onde morou o escritor tcheco Franz Kafka

Interior da casa onde morou o escritor tcheco Franz Kafka

O nosso almoço foi em um dos jardins do castelo. Comemos sanduíches que a Patrícia havia preparado em casa. Continuamos o passeio e já não agüentávamos mais andar... Do castelo seguimos para o centro da cidade para enviarmos mais alguns cartões postais. A estação central do correio é a única da cidade de onde é possível fazer ligações interurbanas e todas aproveitamos para falar um pouco com a família. A conversa tinha que ser rápida, apenas 5 minutos para cada uma, mas valeu!!!

Detalhe da Basílica de São Jorge

Detalhe da Basílica de São Jorge

Chegamos em casa por volta das seis e meia da tarde. Cláudia, que estava morrendo de dor de cabeça, tomou um remédio e foi se deitar. Patrícia e Fabiula ficaram conversando na sala, quando foram interrompidas por uma pessoa que batia à porta. Quando Patrícia abriu a porta, um homem, que parecia ser turista italiano, pedia informações com um mapa na mão. Perguntou se éramos turistas e de onde vínhamos. Patrícia respondeu e enquanto tentava indicar no mapa o caminho que deveria levar o turista ao seu destino, dois homens chegaram falando alto e pedindo documentos.

Com a movimentação Cláudia se levantou e foi ver o que estava acontecendo. Os homens haviam se identificado como policiais e pediram os passaportes de todos, incluindo o do turista italiano. Em seguida perguntaram se tínhamos narcóticos. Dissemos que não e eles continuaram com o interrogatório. Falavam sempre muito rápido, criando um ar de agitação e nervosismo. Foi então que pediu para ver o dinheiro do turista, que abriu duas carteiras, uma delas cheia de coroas tchecas, a moeda local, e outra lotada de dólares. Depois foi a nossa vez de mostrarmos a carteira, que tinha apenas algumas coroas... O policial perguntou se não tínhamos euro ou dólar, dissemos que não. Da mesma maneira que chegaram foram embora, rápidos como um furacão, apenas nos advertiram para não trocar dinheiro na rua.

O turista italiano disse não entender nada e em seguida foi embora. Detalhe: com a mesma dúvida do caminho, já que não deu tempo para ensinarmos nada. Patrícia o seguiu com os olhos e viu que ele andou alguns metros e depois entrou num carro que saiu em disparada.

Depois que todos saíram, achamos tudo muito esquisito. Afinal nada daquilo fazia sentido. Cláudia começou a achar que aquilo não passava de um golpe e todas começamos a analisar a situação e muitas dúvidas surgiram:

- Por que um turista iria tirar dúvida com outro turista e não com um morador da cidade? - O homem se dizia italiano, mas não falava com nenhum sotaque do país.
- O que fazia um turista italiano lotado de dólares se a moeda do país dele é o euro, muito mais valorizado que o dólar?
- Por que ele iria embora com a mesma dúvida de quando chegou?

Além de todas estas questões, os policiais não estavam uniformizados e mostraram a identificação rapidamente. Achamos que eles queriam era nos roubar, quando viram que tínhamos pouco dinheiro foram embora sem nada fazer.

Se era um golpe ou não, talvez nunca saberemos ao certo.

Por precaução, saímos de lá e passamos a noite no estacionamento de um grande centro comercial. Passado o susto, ainda demos boas risadas antes de dormir. Por causa do nosso pouco dinheiro saímos ilesas dessa e a Eurotrip continua... Graças a Deus!!!

  
  

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