Pé na estrada a caminho de Mont-Saint-Michel

Acordamos cedo para preparar o carro antes de pegarmos novamente a estrada. A rotina de sempre: encher o reservatório de água, esvaziar os de água suja e o vaso sanitário. Rapidamente tudo ficou pronto, agora com mais dois integrantes na equipe, os pais d

  
  

Acordamos cedo para preparar o carro antes de pegarmos novamente a estrada. A rotina de sempre: encher o reservatório de água, esvaziar os de água suja e o vaso sanitário. Rapidamente tudo ficou pronto, agora com mais dois integrantes na equipe, os pais da Patrícia, temos ajuda em dobro.

A vista do Mont-Saint-Michel, considerada uma das mais bonitas da França

A vista do Mont-Saint-Michel, considerada uma das mais bonitas da França

Antes de deixar Paris, demos uma passadinha na Torre Eiffel para que o seu Taufer, dona Elair e Fabiula pudessem subir na torre. Estávamos com sorte, não havia muita fila e logo eles conseguiram pegar o elevador que os levaria até o último andar. Apesar do dia cinzento, Paris é sempre bonita e a vista de lá de cima é maravilhosa.

Uma das casas que ficam dentro das muralhas da ilha

Uma das casas que ficam dentro das muralhas da ilha

Enquanto isso, Patrícia e Cláudia aguardavam no carro. Além de cuidar do motorhome, o plantão nos livrou de uma multa. Estacionamos em um local reservado para os ônibus. Assim como nós, outros dez carros pararam na mesma área. Não demorou muito para que dois policiais de bicicleta chegassem e começassem a multar todos os carros. Cláudia desceu e apresentou as carteiras de jornalista, explicou a um dos policiais que a equipe estava fazendo algumas imagens na torre e pediu permissão para ficarmos mais uns cinco minutos. Desta vez escapamos, afinal a multa custa em média 40 euros!

O claustro que antigamente era usado apenas pelos monges

O claustro que antigamente era usado apenas pelos monges

Todos a bordo, seguimos para Versailles, a primeira cidade do roteiro. O nó de estradas por lá é tão grande que acabamos nos perdendo. Paramos num posto de gasolina para abastecer o carro e aproveitamos para pedir informações. Deu certo e logo encontramos a rota certa.

A Grande Rue antigo caminho dos peregrinos, hoje lotada de lojas e restaurantes

A Grande Rue antigo caminho dos peregrinos, hoje lotada de lojas e restaurantes

Com o outono a paisagem na estrada já está diferente. Os diferentes tons da vegetação tornam a viagem mais agradável. Já era tarde quando resolvemos parar ao lado de uma prefeitura de uma pequena cidade e passamos a noite ali.

A belíssima vista noturna da abadia

A belíssima vista noturna da abadia

No dia seguinte, mais estrada nos aguardava. Apesar da distância ser pequena, cerca de 130 km até Mont-Saint-Michel, como estamos passando pelas estradas do interior, atravessamos muitas cidades e o caminho não rende. Levamos muito tempo para fazermos poucos quilômetros.

Chegamos na Abadia à uma hora da tarde, finalmente Mont-Saint-Michel! Construído estrategicamente entre a Normandia e a Bretanha, no início do século VIII, o local começou como um oratório e depois foi transformado em um mosteiro beneditino. Nos séculos XII e XIII, muitos peregrinos viajavam para o local para cultuar S. Miguel. Na época eles eram chamados de “Miquelots”. Na Idade Média, a abadia era um centro de referência de ensino. Depois da revolução, o local foi transformado em uma prisão, em 1979 foi tombada pela Unesco e hoje em dia recebe 850 mil visitantes por ano.

A abadia tem três níveis que refletiam na época a hierarquia do monastério. Os monges viviam no nível mais alto, onde fica a igreja, o claustro e o refeitório. No andar intermediário, o abade recebia os nobres. Os soldados e os peregrinos, que estavam na base da pirâmide social, eram recebidos no nível inferior.

O caminho feito pelos peregrinos, atualmente é repleto de lojas e restaurantes e acaba na entrada da abadia. Apesar de não estarmos na alta estação, a Grande Rue estava repleta de turistas. Apesar dos avisos de areia movediça vimos muitas pessoas, provavelmente peregrinos, caminhando nas redondezas da abadia. Logo na entrada da muralha, uma outra placa alertava os visitantes para a subida da maré. Segundo o aviso, um dos estacionamentos, que estava lotado, iria ser inundado às seis e meia da tarde.

O nosso passeio acabou por volta das cinco horas da tarde, voltamos para o motorhome e ficamos aguardando a subida da maré. Impressionante como o areal que cercava o monte ficou completamente preenchido pela água do mar. A paisagem ficou maravilhosa ao entardecer. Não resistimos e, apesar do vento e do frio, saímos para dar um passeio. A noite hoje foi aos pés do Mont sob a proteção de Saint-Michel. Amém!

  
  

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