Praga: a cidade das 100 torres

Após o reencontro e os reparos de ontem, hoje finalmente vamos conhecer Praga, a cidade das 100 torres. Os que visitam a capital da República Tcheca sempre se impressionam com a beleza do lugar e desejam voltar algum dia para reviver os momentos maravilho

  
  

Após o reencontro e os reparos de ontem, hoje finalmente vamos conhecer Praga, a cidade das 100 torres. Os que visitam a capital da República Tcheca sempre se impressionam com a beleza do lugar e desejam voltar algum dia para reviver os momentos maravilhosos passados aqui.

As casas encantadoras da Staromĕstské námĕstí

As casas encantadoras da Staromĕstské námĕstí

A nossa expectativa, como não poderia ser diferente, era imensa. Iríamos conhecer o centro antigo de Praga, outro Patrimônio Histórico Cultural da Humanidade. Mais do que um lugar tombado pela Unesco, o que já lhe garante um status diferenciado, a capital tcheca sempre inspirou comentários encantados.

Detalhe que fica sobre a antiga entrada da catedral

Detalhe que fica sobre a antiga entrada da catedral

Enquanto margeávamos o rio Vlatava de tram (bonde), já podíamos observar alguns prédios e pontes que ligam os dois lados da cidade: a mais famosa delas é a Ponte Carlos, a ponte dos enamorados, construída no século 18 e palco dos passeios mais românticos. Dizem que o período mais bonito para se visitar a cidade é na primavera, justo quando chegamos.

Multidão aguarda o aparecimento dos santos no famoso relógio de Praga

Multidão aguarda o aparecimento dos santos no famoso relógio de Praga

Estávamos com Mara, Harold e o pequeno Aaron. De onde descemos, fomos direto para a praça principal (Staromĕstské námĕstí), onde fica o Relógio Astronômico da Torre da Prefeitura da Cidade Velha. Milhares de turistas passeavam por ali, entre barraquinhas de feira de artesanato, músicos e prédios ricamente decorados. Praga foi poupada dos bombardeios na Segunda Guerra Mundial, por isso conseguiu preservar sua arquitetura original.

Relógio Astronômico da Torre da Prefeitura da Cidade Velha que atrai turistas todos os dias

Relógio Astronômico da Torre da Prefeitura da Cidade Velha que atrai turistas todos os dias

Faltavam 10 minutos para as 11h da manhã, quando percebemos uma aglomeração do outro lado da praça. Eram turistas esperando a hora exata para ver os bonecos que ornamentam o relógio, construído em 1490 pelo relojoeiro Hanuš. Às 11h, os sinos tocaram e um conjunto de personagens sacros pôde ser visto pela multidão, como se estivessem em dois pequenos carrosséis. O espetáculo não durou mais que dois minutos, mas arrancou aplausos do público.

Eurotrip, Mara, Harold e Aaron passeiam pela Ponte Carlos

Eurotrip, Mara, Harold e Aaron passeiam pela Ponte Carlos

Aproveitamos a feira para dar uma olhada nos produtos expostos. Compramos alguns postais e, com a chuva começando a cair, procuramos uma marquise para nos proteger. A Igreja de Nossa Senhora Diante de Týn estava bem atrás de nós. Por que não entrar? Entramos e acompanhamos um trecho da missa. Além de fiéis, a igreja estava lotada de turistas que fotografavam tudo o que podiam.

Depois de acalmada a chuva, fomos ver as famosas lojas de cristais tchecos. Tudo muito bonito e de preço um pouco salgado para os nossos padrões de expedicionárias. Os trabalhos em madeira, principalmente brinquedos, e as porcelanas também são famosos e agradam os mais diferentes gostos. Paramos para almoçar – alguns pedaços de pizza – e descansar um pouco, afinal aqui se faz quase tudo a pé.

Descansados e satisfeitos, resolvemos conhecer então o Castelo de Praga, o maior da Europa. Segundo os guias, a história da cidade se confunde com a do castelo, fundado pelo príncipe Bořijov no século 9. Vários foram os incêndios e invasões, mas muitos das construções que fazem parte do complexo foram conservadas. Em 1918, o castelo tornou-se sedo do governo da antiga Tchecoslováquia, e hoje, os presidentes da República Tcheca têm seu gabinete no local.

Não ficamos muito tempo no castelo, mas pudemos ver algumas de suas preciosidades. Na subida da rua Nerudova, que leva a entrada principal do palácio, as construções chamam a atenção por causa da variedade e riqueza dos detalhes. A rua estava repleta de turistas, muita gente mesmo. Do alto, se tem uma vista encantadora da cidade com suas pontes e torres.

Entre as construções que vimos, a mais bonita com certeza é a da Catedral de São Vito, ali estão enterrados os corpos dos principais expoentes do Império dos Habsburgos austríacos, no poder por quase 400 anos. Outro túmulo que se destaca é o construído em prata para São João Nepomuceno, cujo culto foi incentivado durante o movimento da Contra-Reforma. Nas capelas estão relíquias religiosas e as jóias da Coroa da Boêmia.

Como ventava muito e já estava ficando tarde, decidimos voltar para o centro antigo e procurar algum lugar para jantar. Outro dia voltaríamos para conhecer melhor o lugar. No caminho, passamos pela famosa Ponte Carlos, fizemos algumas fotos, observamos o trabalho dos caricaturistas que montam suas barracas e cavaletes ali e continuamos andando. Quando menos percebemos, estávamos novamente na praça principal.

Andamos mais um pouquinho até encontrarmos um restaurante interessante. Paramos em uma creperia. Tudo muito bom, sugestão dos nossos amigos Mara e Harold. Os pratos chegaram e brindamos o reencontro, já com um gosto de saudade. Eles retornariam à Holanda na manhã seguinte. Sem choros nem lamentações, aproveitamos o jantar delicioso. A típica cerveja tcheca não poderia faltar na mesa.

Sem despedidas, mas com um breve até logo, desejamos uma boa viagem para a querida família de Mara, que tinha ainda mais de 900 quilômetros pela frente até chegarem em casa. Esperamos que mais destes reencontros possam acontecer, seja aqui na Europa ou em qualquer outro lugar. Afinal, o que importa são os sentimentos que nos conduzem. E nós, assim como muitos visitantes de Praga, vamos ter ótimas recordações desta cidade que proporciona inúmeras histórias emocionantes. Valeu, Mami!

  
  

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