Quatro meses de expedição

Ainda não terminamos nossas visitas oficiais em Viena. As operadoras e agências de viagem fizemos todas as que nos interessavam ontem. Hoje, temos que procurar o Escritório Nacional de Turismo e a Associação de Jornais e Revistas da Áustria. Estes dois co

  
  

Ainda não terminamos nossas visitas oficiais em Viena. As operadoras e agências de viagem fizemos todas as que nos interessavam ontem. Hoje, temos que procurar o Escritório Nacional de Turismo e a Associação de Jornais e Revistas da Áustria. Estes dois compromissos foram cumpridos de manhã. Sempre com o sol torrando lá fora, um elemento a mais na já complicadinha tarefa de gravar imagens em vídeo e fotografar, como viemos fazendo desde o início da expedição. Aliás, hoje completamos quatro meses de viagem... Temos outros oito meses pela frente!

Interior da Ópera de Viena

Interior da Ópera de Viena

Passamos pela principal rua para pedestres de Viena, a Kärntner Strasse, onde ficam as melhores lojas e a catedral da cidade, a Stephansdom (Igreja de Santo Estevão). Uma parada rápida para o almoço e entramos para conhecer os subterrâneos, onde estão as criptas com túmulos de bispos e religiosos, algumas vísceras de membros da família real dos Habsburgo, conservadas em álcool, e ossos de aproximadamente 16 mil defuntos enterrados no antigo cemitério da igreja e de vítimas da peste negra, que assolou Viena em 1713. O amontoado de ossos impressiona os visitantes, mas nem se compara à quantidade e ao gosto duvidoso da decoração da igreja de Kostnice, em Kutná Hora, na República Tcheca, vocês se lembram dela?

Percorremos o restante da avenida e chegamos à Ópera de Viena. As visitas guiadas começavam às três da tarde, mas nos recomendaram que chegássemos uns 20 minutos antes, quando a bilheteria é aberta. Desta vez, nossa carteira de jornalista não foi aceita e, portanto, teríamos que pagar para entrar. Patrícia foi escolhida e entrou sozinha, com câmera, tripé, caderninho de anotações e máquina fotográfica. Será que ela dá conta do recado? Depois de quase uma hora, lá vem ela, toda feliz e com o material na mão. O prédio da Ópera foi o que mais sofreu com o ataque dos aliados, já quase no final da Segunda Guerra Mundial, foram cinco bombas lançadas contra o edifício. Um detalhe: a sala do imperador, onde a família real esperava o início do espetáculo até se dirigir ao camarote principal, pode ser alugada para recepções pela “bagatela” de 42 euros por minuto. Alguém se habilita?

Mais cultura... No Museu Albertina, onde estão obras do pintor Edvard Munch, fizemos algumas aquisições. Fabiula ganhou, como presente adiantado de aniversário, um cartaz do famoso quadro “O Grito”, enquanto Cláudia e Patrícia compraram um livro de fotografias que mostram importantes fatos do século, ano a ano. Nada melhor do que uma viagem como esta que estamos fazendo pela Europa pra poder ver tudo de perto e entender melhor a história deste e de tempos remotos. Estamos surpresas com a quantidade de informações que conseguimos ter acesso e reunir nestes últimos quatro meses, desde que chegamos aqui. A Europa é mesmo um show de aprendizado para os sedentos de conhecimento.

  
  

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