Reims: no coração do Champagne...

Nossa passagem por Reims tinha um objetivo bastante específico: queríamos conhecer mais sobre a produção do champagne, visitar pelo menos uma cave e, é claro, provar o único espumante que pode ser chamado de champange na terra onde ele é produzido. Conheç

  
  

Nossa passagem por Reims tinha um objetivo bastante específico: queríamos conhecer mais sobre a produção do champagne, visitar pelo menos uma cave e, é claro, provar o único espumante que pode ser chamado de champange na terra onde ele é produzido. Conheçamos o nosso “mergulho” por Reims, a principal cidade da região de Champagne, a nordeste da capital francesa.

Fachada da catedral Nôtre-Dame com a estátua em homenagem à Joana d’Arc

Fachada da catedral Nôtre-Dame com a estátua em homenagem à Joana d’Arc

Na região, são produzidas 14 mil marcas diferentes da bebida. Alguns com uma vendagem muito pequena e outras que chegam a comercializar até 25 milhões de garrafas por ano, como é o caso da famosa Möet & Chandon, produzida em Eperney, ao sul de Reims.

Interior da igreja que foi cenário para a coração de vários reis franceses

Interior da igreja que foi cenário para a coração de vários reis franceses

Mas antes das caves, fomos conhecer um pouco da cidade. O monumento mais famoso de Reims é a catedral Nôtre-Dame. Construída em estilo gótico, a partir de 1211, a igreja tem a fachada muito semelhante à da Nôtre-Dame de Paris, mas parece que sofreu mais com a ação do tempo. Por séculos, os reis da França foram coroados aqui. Entre eles, Carlos VII, em 1429. A coroação desse rei foi conduzida por Joana d’Arc. Duas estátuas foram erguidas em homenagem à heroína francesa, uma dentro e outra fora da catedral. Atrás do altar, em lugar privilegiado, ficam os vitrais feitos pelo artista Chagall. Outro rei francês bastante popular também foi coroado aqui, o Rei Sol, Luiz XIV.

Vitrais confeccionados pelo artista Chagall

Vitrais confeccionados pelo artista Chagall

Cláudia e Fabiula também conheceram o Palais du Tau, um palácio arcebispal onde os reis passavam a noite que antecedia a coroação. É bastante impressionante imaginar a importância que esses lugares, tanto a catedral como esse palácio, tiveram e têm na história da França.

Réplica de uma coroa francesa, em exposição no Palais du Tau

Réplica de uma coroa francesa, em exposição no Palais du Tau

Fomos então marcar nossa visita à cave, que pretendíamos fazer no domingo com bastante calma. Escolhemos visitar a produtora do champagne G. H. Mumm, o champange oficial da Fórmula 1. È com ela que os pilotos de corrida comemoram as vitórias no podium. No caminho, entramos rapidamente numa igrejinha muito pequena, chamada capela Foujita. As paredes internas foram todas pintadas por um artista japonês que esteve em Paris. A capela foi construída para celebrar uma experiência religiosa que Foujita teve após ser batizado. Ah! A visita à cave Mumm ficou marcada para as nove da manhã do dia seguinte.

Monumento, no centro de Reims

Monumento, no centro de Reims

Demos mais um passeio pelo centro da cidade, checamos nossos e-mails na internet, vasculhamos uma livraria até encontrarmos dois livros bem baratos: um sobre o champange e outro de vários autores que tratam das diferentes “tribos” da chamada Aldeia Global. Fomos ainda a uma loja especializada em champanges no centro de Reims. Era uma infinidade de marcas: Veuve Clicquot Ponsardin, G. H. Mumm, Möet & Chandon e Krug. Descobrimos que essa última é uma das mais caras do mundo. A sua produção anual não ultrapassa as 500 mil garrafas e o preço passava dos duzentos euros. Decidimos comprar algumas garrafas pequenas, é claro que a Krug ficou para uma outra ocasião. Por que será?

Na terra do champagne, Fabiula decidiu comprar cerveja. Mas não era uma cerveja qualquer, era uma francesa, com um mecanismo diferente de abertura. Não era uma tampa de metal, nem uma rolha, mas uma peça de louça com um arremate em borracha.

Voltamos pra casa e Fabiula decidiu já provar a tal cerveja no jantar. A sorte que essa tampa de louça é presa à garrafa, senão na hora que a Fá abriu a garrafa ela teria voado pra longe e, o pior, feito um rombo no teto do motorhome. O gosto? Patrícia e Cláudia, que não entendem muito do assunto, gostaram. Fabiula, a expert, a achou com um gosto muito forte de álcool, mais parecendo um vinho. Tudo bem!!! Fomos pra cama ansiosas, afinal esperávamos que o passeio de domingo fosse inesquecível...

  
  

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