Revendo novos velhos amigos em Praga

A viagem era para ter começado às 8h da manhã. Mas só conseguimos colocar o carro na estrada duas horas depois. Andar com a casa nas costas não é tão fácil assim como parece. Nunca podemos deixar a louça na pia, prateleiras desarrumadas, nem objetos espal

  
  

A viagem era para ter começado às 8h da manhã. Mas só conseguimos colocar o carro na estrada duas horas depois. Andar com a casa nas costas não é tão fácil assim como parece. Nunca podemos deixar a louça na pia, prateleiras desarrumadas, nem objetos espalhados pelas camas. Tudo que está fora do lugar se transforma numa arma na primeira curva. Não foram nem duas, nem três vezes que presenciamos livros alçando vôo pelo motorhome nos primeiros minutos de viagem.

Estradas tchecas que levam a Praga

Estradas tchecas que levam a Praga

Bem, voltando à história... Imaginávamos que lá pelas duas e meia da tarde chegaríamos ao nosso destino: a cidade de Praga. Doce ilusão. Levamos quase esse tanto para vencer os primeiros 80 quilômetros. Fomos surpreendidas por uma cadeia de montanhas imensa. O sobe e desce e as curvas super fechadas não permitiam que dirigíssemos a mais de 20 km/h. A impressão que dava é que se alguém caminhasse do nosso lado teria uma velocidade maior que a nossa.

Pelo longo caminho encontramos belas paisagens

Pelo longo caminho encontramos belas paisagens

Como percebemos que nem por um milagre conseguiríamos chegar ao destino na hora que imaginávamos, fizemos uma parada rápida para o almoço. A viagem, apesar de longa, foi bastante interessante. Vimos belas paisagens. Neve no cume de algumas montanhas, belas construções nas cidadezinhas que cruzamos, bosques, pinguelas. Foi um sábado bucólico. Somente nos últimos 60 quilômetros da viagem é que nos deparamos com uma pista larga e com acostamento.

Cláudia consertando um cano furado embaixo do motorhome

Cláudia consertando um cano furado embaixo do motorhome

Tínhamos um compromisso importantíssimo na capital da República Tcheca, reencontrar Mara, Harold e Aaron. Família que conhecemos na Holanda e de quem ficamos bastante amigas. Não foi difícil chegar até o hotel onde eles estavam hospedados. Enquanto esperávamos, Cláudia aproveitou para fazer alguns reparos no carro.

Revê-los foi ótimo. Primeiro, encontramos mãe e filho (Mara e Aaron). Quase uma hora depois, apareceu Harold quase sem fôlego. É que ele foi verificar se tínhamos chegado num camping que fica do outro lado do rio Vltava, que corta a cidade.

Refeito do cansaço, brindamos com um bom caneco de chopp. Durante a conversa, que se estendeu por algumas horas, combinamos o que faríamos no dia seguinte. Iríamos comprovar os encantos de Praga, cidade que por sua beleza foi poupada de bombardeios na Primeira e Segunda Guerra Mundial.

Se ela é tão incrivelmente bonita assim, saberemos amanhã...

  
  

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