Ruínas e monastério no caminho da Eurotrip

Nesta segunda-feira o nosso destino era a Áustria. Tínhamos escolhido um caminho em que passaríamos por belíssimas paisagens. Nos despedimos do lago, paramos num posto para colocar o carro em dia, abastecer de água e de combustível e esvaziar os esgotos..

  
  

Nesta segunda-feira o nosso destino era a Áustria. Tínhamos escolhido um caminho em que passaríamos por belíssimas paisagens. Nos despedimos do lago, paramos num posto para colocar o carro em dia, abastecer de água e de combustível e esvaziar os esgotos...

Ruínas de um antigo castelo em Csesznek

Ruínas de um antigo castelo em Csesznek

Nossa primeira parada foi em Csesznek, uma cidadezinha minúscula, que tem como atração as ruínas de um castelo, no alto de um morro. E bota alto nisso, quando chegamos lá em cima quase não tínhamos mais fôlego. O castelo em estilo gótico foi construído no século 13 e era usado como palácio e prisão até que um grande incêndio o destruiu completamente. Hoje existem apenas algumas paredes grossas que resistiram ao tempo, mas a imagem é belíssima. O problema é que todas as informações do lugar estão em húngaro. Cá estamos nós novamente nos sentindo completas analfabetas. Como é ruim você olhar para um emaranhado de letras numa combinação esquisitíssima e não entender absolutamente nada. Pelo menos conseguimos saber quando foi construído, já é um bom começo. O restante das informações nós encontramos num guia em inglês que nos tinha sido entregue em Budapeste.

Depois seguimos para Pannonhalma. Aqui o tesouro é um Monastério Beneditino com mais de mil anos e em 1996 foi tombado pela Unesco como Patrimônio Histórico, Cultural e Arquitetônico da Humanidade. A história da abadia, construída no monte sagrado dos romanos, é tão antiga quanto a história da Hungria. Normalmente pode ser visitada a biblioteca clássica - considerada a mais rica de todos os monastérios da Europa -, uma mostra permanente de obras de arte e relíquias sacras e a basílica. Mas justamente nesta segunda-feira a basílica estaria fechada à visitação devido a um concerto de órgão. Até mesmo quando a gente erra, a gente acerta. O primeiro lugar que fomos foi à basílica, mostramos nossas credenciais de imprensa e não só conseguimos ver o incrível interior da igreja, como também assistimos ao concerto, que é raríssimo (só ocorrem seis ao ano). No programa, composições de Bach, Schubert, Mozart... um presente pra nós.

Ainda no monastério, conhecemos a biblioteca. Uma pena que as fotografias são proibidas aqui porque dificilmente conseguiremos descrevê-la. São 350 mil volumes que cobrem todas as paredes do lugar, incluindo um mezanino. Muitos livros são sobre botânica, já que os monges dividem o tempo entre as orações e a produção de licores e chás de ervas. Compramos algumas garrafas de licor, mas ainda não podemos dizer se a bebida é saborosa ou não, provaremos somente no Brasil.

De volta à estrada, paramos no último posto antes da fronteira com a Áustria. Para não ficarmos com as moedas húngaras encalhadas no bolso, como aconteceu com as tchecas, ucranianas e polacas, gastamos as últimas na loja de conveniência. Estávamos realmente cansadas.

Ficamos pouco mais de duas semanas na Hungria. Conhecemos um país que tínhamos pouquíssima informação, nos encantamos com a beleza de Budapeste, com a riqueza cultural do povo, nos deleitamos ao som da música clássica, fizemos amigos e reforçamos o destino Foz do Iguaçu. Obrigada pela acolhida e, quem sabe, até um dia...

  
  

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