Seis meses de expedição!!! Viva...

Quem diria? Já se passaram seis meses de expedição, percorremos 12 mil quilômetros e conhecemos 11 países. Sem falar nas visitas à imprensa, representações diplomáticas e operadoras de turismo. Segundo nossas contas, estamos em dia com o que planejamos an

  
  

Quem diria? Já se passaram seis meses de expedição, percorremos 12 mil quilômetros e conhecemos 11 países. Sem falar nas visitas à imprensa, representações diplomáticas e operadoras de turismo. Segundo nossas contas, estamos em dia com o que planejamos antes de sairmos do Brasil. Apesar do roteiro ter sido alterado algumas vezes ora por causa do frio, ora por causa do calor ou de algum compromisso, tudo está se passando como esperávamos, com exceção da saudade que não imaginávamos ser assim tão forte. A sorte é que nesta nossa estrada temos os amigos que conhecemos por aqui.

Vista da cidade de Clervaux

Vista da cidade de Clervaux

Quando voltarmos pra casa, vamos estar um pouco diferentes. Vivendo assim um ano longe de casa, longe dos amigos e das pessoas que queremos bem, recebendo esta avalanche de informações todos os dias, convivendo com culturas, línguas e costumes bastante diferentes dos nossos nos fez aprender muito. E pensar que temos outros seis meses, 11 países e uns 15 mil quilômetros pela frente. Isso tudo nos faz ver esta viagem de um modo ainda mais especial. O problema vai ser esta saudade que a cada dia aumenta, aumenta, aumenta...

Château de Clervaux, que abriga a mostra de fotos

Château de Clervaux, que abriga a mostra de fotos

Nostalgia à parte, hoje parece que o calor nos deu uma trégua. À noite deu até pra puxar aquela cobertinha e, o melhor, acordar enrolada nela. Que maravilha! Logo após fazermos umas imagens de Vianden, traçamos nossa rota por Luxemburgo. Antes de seguirmos para a capital, subimos um pouco e paramos na cidadezinha de Clervaux. A charmosa cidade abriga um castelo transformado em museu. Além do próprio castelo e seus salões, pode-se ver ainda uma exposição permanente sobre a Segunda Guerra Mundial e outra que leva o nome de “A Família do Homem”.

A fotografia central retrata a alegria brasileira, na exposição

A fotografia central retrata a alegria brasileira, na exposição

A mostra foi organizada por Edward J. Steichen, um norte-americano de descendência luxemburguesa, para promover o entendimento entre as pessoas. O acervo reúne trabalhos de fotógrafos profissionais e amadores. O organizador recebeu mais de dois milhões de fotografias. Na primeira seleção foram escolhidas 10 mil fotos e hoje a coleção reúne 503 trabalhos de 273 fotógrafos de 68 países. Os 37 temas baseiam-se no amor e na fé no homem, no trabalho, família, educação, crianças, guerra e na paz. A primeira exposição aconteceu em 1955, no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.

Algumas das 503 fotos da mostra

Algumas das 503 fotos da mostra

Nos cinco primeiros anos, a exposição itinerante foi visitada por nove milhões de pessoas. Em 1964, após a jornada pelo mundo, o governo norte-americano doou a coleção para o Grão-ducado de Luxemburgo, conforme o desejo de Steichen. Os painéis foram restaurados em Paris, já que foram danificados durante as viagens. Agora, tudo é controlado, desde a umidade do ambiente, quantidade de luz e até sismógrafos (aparelhos que medem as trepidações da Terra) foram espalhados pelas salas. Hoje a mostra pode ser visitada no Château de Clervaux. O Brasil aparece em três cenas, duas delas de carnaval, capturadas pelo fotógrafo Leonti Planskoy.

Rolos de trigo, paisagem muito comum em toda a Europa

Rolos de trigo, paisagem muito comum em toda a Europa

Pé na estrada novamente...agora temos mais 63 quilômetros até a capital Luxemburgo. Pequena, de histórias medievais, mas de motoristas estressados e agressivos no trânsito. Para onde será que vão com tanta pressa? Deixe que se vão que nós vamos seguindo o nosso caminho tranqüilas, com as mesmas tarefas de sempre: conseguir um mapa da cidade, fazer o reconhecimento da área, saber qual a melhor maneira de se entrosar com o novo meio e observar possíveis estacionamentos para o motorhome. Vamos garotas, já são quase seis horas da tarde e o comércio parece já estar fechando. Será que conseguimos pegar o posto de informações turísticas ainda aberto?

  
  

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