Somos muito pequenas para um Louvre tão grande

Quando se quer fazer tudo, acaba-se fazendo muita coisa mal feita... Estávamos há quase três semanas sem folga. Não temos uma rotina de trabalho convencional: acordar sete da manhã, ir para o trabalho, voltar no fim da tarde, ter um pouco de lazer, fazer

  
  

Quando se quer fazer tudo, acaba-se fazendo muita coisa mal feita... Estávamos há quase três semanas sem folga. Não temos uma rotina de trabalho convencional: acordar sete da manhã, ir para o trabalho, voltar no fim da tarde, ter um pouco de lazer, fazer uma jantinha e ir descansar. Nossa rotina é dirigir, procurar um lugar para parar, conhecer os lugares por onde passamos, sempre caminhando muito, fotografar e filmar tudo, escrever todas as nossas experiências. Foram quase 20 dias assim. O corpo já não estava mais agüentando. Por isso, decidimos que a sexta de manhã seria de folga. Ninguém levantou da cama antes das onze e meia, será que estávamos cansadas?

O Louvre e as pirâmides de vidro que foram incorporadas à arquitetura do museu na década de 80

O Louvre e as pirâmides de vidro que foram incorporadas à arquitetura do museu na década de 80

Acordamos e fomos correndo olhar o pára-brisas para verificar se tínhamos levado outra multa, já que decidimos passar ali mais uma noite antes de tentarmos uma vaga no camping de Paris. Nenhuma multa nova, seguimos para o camping. O único que existe na gigantesca Paris. Erramos uma ruazinha e fomos parar num emaranhado de túneis e prédios. Não foi muito fácil encontrar a saída. Paramos, pedimos informação e aí sim tomamos o rumo certo.

A Mona Lisa, de da Vinci, a obra mais concorrida do museu

A Mona Lisa, de da Vinci, a obra mais concorrida do museu

O camping é imenso, tem vaga para centenas de motorhomes, trailers e barracas. A infra-estrutura é boa, os banheiros são limpos, tem supermercado, restaurante, além do convencional: água e energia elétrica. O preço mesmo sendo um pouco caro é mais barato do que a multa. À tarde, escrevemos, escrevemos e escrevemos. Só no início da noite é que fomos para o centro da cidade à procura de uma internet.

A Vênus de Milo, também conhecida como Deusa do Amor, foi esculpida em mármore no final do século II a.C.

A Vênus de Milo, também conhecida como Deusa do Amor, foi esculpida em mármore no final do século II a.C.

Paris está um fervo. É até difícil caminhar pela Champs-Élysées sem esbarrar com gente de todos os cantos do mundo. Depois de atualizarmos tudo o que pretendíamos, voltamos pra casa somente às onze da noite. Como é bom ter certeza de que o carro está seguro!!!

Fabiula e Patrícia no Musée Grévin, em companhia de Sartre

Fabiula e Patrícia no Musée Grévin, em companhia de Sartre

Nossa primeira parada no sábado foi o Museu do Louvre, que possui um dos acervos mais importantes do mundo. São quatro pisos e três sessões que abrigam antigüidades gregas, etruscas, romanas, egípcias e orientais; pinturas e esculturas européias; objetos de arte; mobílias, pratarias, jóias, instrumentos científicos, armaduras...

O gênio da relatividade e Cláudia no museu da ilusão de Paris

O gênio da relatividade e Cláudia no museu da ilusão de Paris

Na reformulação do museu, que teve início em 1984 e terminou em 1990, o então presidente François Mitterrand investiu mais de um bilhão de dólares. As pirâmides de vidro ncorporadas à arquitetura do Louvre foram muito criticadas na década de 80, mas hoje fazem sucesso entre os turistas.

Ao entrar no museu seguimos direto para a ala de pinturas européias. Adivinha pra ver o quê? A Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, é sem dúvida a obra mais concorrida em todo o museu. Não há um instante sequer que ela não esteja com menos de quarenta ou cinqüenta pessoas a sua frente a admirá-la. O quadro que era o xodó do gênio italiano o acompanhava-o em todo o lugar. Realmente é emocionante ficar frente-a-frente com a Geoconda de da Vinci. Seja pela primeira ou décima vez. O momento é especial.

No caminho, nos deparamos com a Vênus de Milo, uma estátua de mármore, uma das mais importantes do museu, que data do fim do século 2 ª a.C. Depois seguimos para a ala onde ficam os apartamentos de Napoleão III. Infelizmente só conseguimos ver uma pequena parte deles porque justamente no sábado essa parte do museu permanece fechada. Patrícia e Cláudia ficaram mesmo furiosas. Da primeira vez que visitaram o museu, há três anos, essa ala também estava fechada. Que azar, hein?

Vimos ainda a arte do Islã, da África, Ásia e América, as pinturas de Rubens, outras de da Vinci e uma infinidade de obras fantásticas. Mesmo tendo passado mais da metade do nosso dia dentro do museu, acho que não vimos metade de tudo que ele oferece.

Acidentalmente, acabamos em frente ao Musée Grévin, um museu de que se ouve pouco falar, mas que é bastante interessante. Mistura ilusão, fantasia, história e muita brincadeira. Logo na entrada, um jogo de espelhos nos vez ficar mais altas, mais magras, mais gordas (esse a gente poderia ter pulado)... Os corredores nos levam a um ambiente onde ficam várias estátuas de cera de personalidades famosas. Elton Jonh, Madona, Hemingway, Victor Hugo, Harrison Ford, Chaplin, dois brasileiros ilustres (Ronaldinho e Pelé), Leonardo de Caprio, o outro Leonardo (o da Vinci), Nostradamus e outros. Numa das salas, é contada parte da história francesa com Joana d’Arc, Napoleão Bonaparte, esposa, irmã e filhos, os reis franceses. Nos divertimos muito na visita, recomendamos!

Logo em seguida, conhecemos Antônio, um pernambucano de Recife, que estuda na Sorbonne e trabalha aqui em Paris. Ele convenceu Fabiula a trocar o pin dela da bandeira do Brasil por um que ele tinha do Hard Rock com a Torre Eiffel. Super gentil, nos deu algumas dicas sobre a cidade. Trocamos também e-mails e seguimos pra casa.

Nosso dia estaria longe de terminar. Ainda teríamos de escrever três diários de bordo, uma reportagem que será incluída nas dicas de viagem, uma reportagem sobre os nossos seis meses na estrada, além de editar todas as fotos dos últimos dias... Hoje vai demorar para que digamos Boa Noite!!!

  
  

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