Toc, toc, toc...

A noite foi bem tranqüila. Mas quando estávamos no melhor do sono, sabe aquele momento do início da manhã, onde o sono parece ficar ainda mais gostoso, pois é, foi aí que escutamos um toc, toc, toc. O que seria? Ainda meio dormindo, meio acordadas, tentam

  
  

A noite foi bem tranqüila. Mas quando estávamos no melhor do sono, sabe aquele momento do início da manhã, onde o sono parece ficar ainda mais gostoso, pois é, foi aí que escutamos um toc, toc, toc. O que seria? Ainda meio dormindo, meio acordadas, tentamos decifrar o som que insistia do lado de fora. O som foi ficando cada vez mais forte. A Cláudia levantou da cama e foi espiar pela janela da cozinha. Foi quando ela levou mais um susto. “É uma policial!”, disse rapidamente colocou um casaco por cima do pijama e abrindo a porta.

A policial belga começou a falar em holandês mas logo percebeu que não estava sendo entendida, foi aí que perguntou se falávamos inglês ou alemão. O diálogo às seis horas da manhã não foi muito agradável. Era proibido estacionar o motorhome naquele lugar e muito menos usar a eletricidade como estávamos fazendo. Cláudia pediu cinco minutos à policial para nos arrumarmos e rapidamente tratamos de sair dali. Não antes de nos certificarmos se o outro motorhome que também estava estacionado no mesmo lugar poderia ficar. Minutos depois passamos pelo local e ele também havia saído.

Cláudia espera os pães assarem

Cláudia espera os pães assarem

Passada a tensão inicial do momento, rimos bastante ao lembrarmos da cena. Resolvemos aproveitar o pouco movimento da manhã para fazer imagens da cidade. Paramos na principal praça, onde fica a prefeitura para filmar e fotografar. Ainda não tínhamos tomado o café da manhã quando vimos uma caixa de distribuição de energia cheia de tomadas bem em frente da prefeitura. Não pensamos duas vezes, ligamos o nosso forno, em plena praça pública, para assar os nossos pães. Quem passava por ali, em direção da igreja, para a missa, não entendia muito bem o que estava acontecendo. Precisávamos de apenas 10 minutos de eletricidade, mas nunca havíamos notado como cada minuto demora tanto para passar. Quando o forno anunciou o final do tempo, desligamos tudo rapidamente e fomos procurar um local calmo para estacionar e finalmente tomar o nosso delicioso café da manhã.

Decidimos seguir viagem. Fomos para Oostende, uma cidade de praia. Achamos, por acaso, um estacionamento gratuito para motorhome. Paramos e voltamos a dormir, afinal o sono havia ficado pela metade. Acordamos horas depois com o movimento de carros e pessoas do lado de fora. Levantamos para conhecer o local. Ainda no estacionamento havia um serviço gratuito de empréstimo de bicicletas. Não tivemos dúvida, pegamos três e incrementamos o nosso passeio.

Vista da marina de Oostende

Vista da marina de Oostende

O calçadão estava lotado de pessoas encasacadas, uma visão diferente do que estamos habituadas no Brasil. Já eram quase sete horas da noite quando devolvemos as bicicletas e seguimos viagem para uma cidade próxima chamada Brendene. Segundo o nosso guia, lá havia muitos campings. De fato encontramos vários, mas o único aberto era o de uma senhora muito mal humorada. Depois de rodar bastante, acabamos preferindo dormir no estacionamento de um supermercado.

Passeio de bicicleta pela praia

Passeio de bicicleta pela praia

  
  

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