Três países em 35 quilômetros...

Ainda escarafunchando Luxemburgo, hoje programamos ir literalmente a fundo nesta história medieval. Já que conhecemos a superfície da cidade, vamos desbravar os subterrâneos e os seus 23 quilômetros de casamatas, uma rede de túneis única no mundo. O local

  
  

Ainda escarafunchando Luxemburgo, hoje programamos ir literalmente a fundo nesta história medieval. Já que conhecemos a superfície da cidade, vamos desbravar os subterrâneos e os seus 23 quilômetros de casamatas, uma rede de túneis única no mundo. O local podia abrigar milhares de soldados, artilharia, animais, canhões e tudo o mais que fosse necessário para proteger as terras luxemburguesas. Muito cobiçada, a região passou pelas mãos de espanhóis, franceses, alemães e austríacos.

Interior da Casamata de Bock

Interior da Casamata de Bock

Duas casamatas são abertas à visitação. De uma delas, a que fica bem no centro da cidade, não conseguimos encontrar a entrada. Em compensação, passamos por um parque delicioso, com algumas pessoas praticando esportes e outras apenas curtindo o ambiente tranqüilo. Seguimos em direção a outra, talvez a mais conservada e interessante por preservar as origens de Luxemburgo: a Casamata do Bock, construída entre 1735 e 1736 durante a ocupação austríaca e ocupada por estes até 1746.

Detalhe religioso na Muralha de Venceslau

Detalhe religioso na Muralha de Venceslau

Além da casamata, tombada pela Unesco em 1996, deste ponto é possível observar ainda um panorama único do Centro Europeu Kirchberg, as cidades baixas de Grund, Clausen e Pfaffenthal, o muro de Wenceslau, a abadia de Neumünster, os fortes Vauban, as torres semicirculares (restos das fortificações de Wenceslau, construídas em torno de 1390). Ali se inicia também o circuito cultural e natural “Wenzel”, declarado itinerário cultural exemplar pelo Conselho da Europa. A sensação de percorrer aqueles caminhos minúsculos e galerias subterrâneas claustrofóbicas é incrível, é viver a história no seu próprio berço.

Vista das muralhas que deram origem a Luxemburgo

Vista das muralhas que deram origem a Luxemburgo

Voltando para o centro, almoçamos, fizemos as últimas imagens, desta vez com o motorhome fazendo parte da paisagem, e nos preparamos para deixar o país. O pequeno trecho de 35 quilômetros até entrarmos na terra da “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” nos lembrou nossa querida tríplice fronteira, formada pelo Brasil, Paraguai e Argentina. Em menos de meia hora passamos por três países: Luxemburgo, Bélgica (uma passagem rápida pelo sul, já que era caminho) e França. A Comunidade Européia extinguiu as fronteiras burocráticas, agora apenas o esqueleto das antigas aduanas e placas discretas anunciam o próximo país.

Bandeira do Grão-Ducado

Bandeira do Grão-Ducado

Nossa primeira parada na França é a cidade de Reims, famosa por sua tradicional produção de champanhe. Pelas pequenas estradas que percorremos, cruzamos por dezenas de vilarejos e uma paisagem bastante bucólica. Quanto às tão esperadas parreiras, encontramo-las somente na entrada da cidade, a poucos quilômetros do centro. Agora vamos descansar um pouco para amanhã conhecer o melhor destas terras férteis.

O entardecer em terras francesas

O entardecer em terras francesas

  
  

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