Uma pausa no festival e seguimos para Genebra

Não podemos ficar paradas tanto tempo, mesmo com um apelo tão forte como o festival de Montreux. Por isso, hoje voltamos para a estrada a caminho de Genebra. Estaremos novamente na Riviera Suíça a partir de sexta-feira para não perder os shows dos brasile

  
  

Não podemos ficar paradas tanto tempo, mesmo com um apelo tão forte como o festival de Montreux. Por isso, hoje voltamos para a estrada a caminho de Genebra. Estaremos novamente na Riviera Suíça a partir de sexta-feira para não perder os shows dos brasileiros.

Vista do Lago Léman que banha a cidade de Genebra

Vista do Lago Léman que banha a cidade de Genebra

Bem, Genebra fica no extremo sudoeste do país. Tem cerca de meio milhão de habitantes, uma infinidade de museus, parques, igrejas e antigas construções. A cidade também é a sede de várias organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), Organização Mundial do Comércio (OMC) e Organização Mundial da Saude (OMS). Genebra é bastante movimentada, claro que guardando as devidas proporções. A movimentação daqui é menor se comparada à organizada Bruxelas (Bélgica) ou a intransitável L’viv (na Ucrânia). Ah! A cidade é barulhenta segundo os padrões de Berna. Na verdade, tudo é barulhento se comparado à capital suíça. Silêncio como lá, só no alto das montanhas. Pelo menos foi isso que vimos de Genebra até agora. Levamos algum tempo para encontrar um estacionamento. Mas, seguindo algumas placas de um parque de exposições, paramos nosso carro no estacionamento de um shopping.

Estamos na Suíça francesa...

Estamos na Suíça francesa...

Estamos na Suíça há apenas 10 dias e já percebemos como as regiões do país são tão diferentes, embora sejam muito próximas umas das outras. Entramos na Suíça que fala italiano, seguimos para a que fala alemão e agora onde estamos o idioma é o francês. Isso que não fomos para os cantões (como são chamados os estados por aqui) em que a língua é o Romanche. Além dessas quatro línguas, existe uma infinidade de dialetos usados em pequenos povoados ou mesmo nas cidades maiores. Na região de Berna, por exemplo, o alemão falado é bastante diferente do usual, tanto que ele não é escrito, não tem gramática. E essa variedade de idiomas é um orgulho do povo suíço. Exatamente o que li recentemente: o país não é dividido por culturas em conflito, pelo contrário, são povos de origens diferentes, unidos pelo ideal da convivência pacífica e da neutralidade. Ser neutra chega a ser uma marca aqui na Suíça. O país prefere não se posicionar em guerras e não faz parte da Comunidade Européia.

As imagens de vaquinhas com sinos no pescoço, montanhas cobertas de neve, vales com lagos transparentes e casas de madeira com janelas e sacadas floridas são muito freqüentes por aqui, assim como relojoarias, lojas que vendem os deliciosos chocolates e bancos. Só na cidade de Lugano (aquela pequena que foi a nossa primeira parada aqui), com 30 mil habitantes, existem 80 bancos diferentes. Cinqüenta por cento da população trabalha no setor de serviços (setor que inclui os bancos, as seguradoras e o turismo).

Bem por hoje chega... Já é hora de preparar o jantar e logo depois dormir... Embora tenhamos acabado de perceber que um grupo de jovens, um pouco barulhentos, resolveu trocar idéias bem perto do nosso carro... Mas tudo bem, logo tudo ficará silencioso. Pelo menos é o que esperamos.

  
  

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