Viagem a Maintal (parte 1)

Quando deixamos Roma, sabíamos que tínhamos pela frente 1.300 km para chegarmos até a cidade de Maintal, onde devolveríamos o nosso carro, já que foi alugado na Alemanha. Demos adeus a Adriano, grande amigo que fizemos em Roma, e a Carla, cunhada de Patrí

  
  

Quando deixamos Roma, sabíamos que tínhamos pela frente 1.300 km para chegarmos até a cidade de Maintal, onde devolveríamos o nosso carro, já que foi alugado na Alemanha. Demos adeus a Adriano, grande amigo que fizemos em Roma, e a Carla, cunhada de Patrícia que havíamos encontrado em Londres, e iniciamos a viagem. Não tínhamos muita pressa, nossa intenção era a de chegar em Maintal até sexta-feira, dia 09, por isso fomos devagar e ainda tivemos tempo de rever amigos pelo caminho.

Último café da manhã em Roma na companhia de Adriano e Carla

Último café da manhã em Roma na companhia de Adriano e Carla

Na primeira noite dormimos numa cidadezinha a poucos quilômetros de Florença. Encontramos um estacionamento bem grande numa praça e não tivemos dúvida, foi exatamente lá que paramos. Eram quatro e meia da madrugada quando acordamos com uns barulhos esquisitos. Patrícia foi dar uma olhada e viu um homem montando uma barraquinha que parecia de feira. Xiiiii! Já vimos este filme. Em Bruges, na Bélgica, fomos despejadas pelo mesmo motivo.

Eurotrip, mais uma vez, acordando no meio de uma feira perto de Florença

Eurotrip, mais uma vez, acordando no meio de uma feira perto de Florença

O frio estava de matar e decidimos dormir até que realmente alguém viesse bater na nossa porta pedindo para que saíssemos. Isso ocorreu às 7h. Nos desculpamos com o feirante, procuramos um outro lugar, na mesma praça, e dormimos mais um pouco. Quando acordamos, a janela do carro estava cheia de cristais de gelo e a praça repleta de barracas, feirantes e pessoas comprando.

O frio congelando a água que sai da torneira

O frio congelando a água que sai da torneira

Bem, seguimos viagem. Passamos por cidades como Bolonha, Verona e Trento e a paisagem já começou a ficar branquinha por conta da neve. Pouco depois que anoiteceu paramos o carro num posto de combustível na estrada. Seria ali que passaríamos a noite. Jantamos e Cláudia foi tirar uma dúvida com os funcionários do posto. Em Portugal, por exemplo, se você passa a noite na estrada, o pedágio praticamente duplica e não queríamos correr esse risco.

Bela paisagem no extremo norte da Itália

Bela paisagem no extremo norte da Itália

Cláudia voltou com a informação. Se ficássemos na estrada depois das 21h pagaríamos o dobro de pedágio. Olhamos no relógio e faltavam menos de 15min para as 21h. Patrícia que já estava deitada levantou às pressas, arrumamos o carro e partimos. Queríamos parar fora da estrada, depois do posto de pedágio, na primeira cidadezinha que encontrássemos.

Trecho de estrada com neblina a caminho da Áustria

Trecho de estrada com neblina a caminho da Áustria

Antes das nove da noite conseguimos sair da auto-estrada. Ufa. Depois de pagar o pedágio, Patrícia perguntou a respeito do preço depois das 21h e o funcionário respondeu: “Não há diferença nenhuma, o preço é o mesmo”. Se não fosse caro, a gente voltava até o posto só pra pegar aquele funcionário de araque que nos deu a informação errada.

Decidimos seguir por mais alguns quilômetros na estrada e paramos num estacionamento gigantesco para caminhões, carros e motorhomes, pouco antes da fronteira com a Áustria. A auto-estrada estava limpíssima. Não havia nem sinal de gelo, mas o estacionamento estava com uma fina camada de neve, o que exigiu um pouco de cautela na hora de estacionar.

  
  

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