Visita à Embaixada do Brasil em Roma

Dizem que todos os caminhos levam a Roma. Por isso, acordamos cedo para descobrir qual seria o melhor partindo de Lido di Óstia. Depois de andar uns 15 minutos chegamos à estação de trem e vimos que saindo dali cairíamos dentro da rede de metrô da cidade.

  
  

Dizem que todos os caminhos levam a Roma. Por isso, acordamos cedo para descobrir qual seria o melhor partindo de Lido di Óstia. Depois de andar uns 15 minutos chegamos à estação de trem e vimos que saindo dali cairíamos dentro da rede de metrô da cidade. O nosso primeiro compromisso era na Embaixada do Brasil que fica na Piazza Navona. Apesar de ser a capital do país, Roma possui apenas duas linhas de metrô e o meio de transporte público mais usado na cidade ainda é o ônibus.

O imponente monumento a Vittorio Emanuele, construído para comemorar a unificação da Itália em 1870

O imponente monumento a Vittorio Emanuele, construído para comemorar a unificação da Itália em 1870

Como não tínhamos mapa da cidade pedimos informação em uma das paradas do metrô e nos indicaram saltar na estação Colosseo (Coliseu) e pegar um ônibus até o nosso destino. A nossa primeira visão da cidade foi o Coliseu e quase não precisa dizer que ficamos de boca aberta com aquela maravilha. As lembranças dos livros de história e principalmente as cenas de filmes que mostravam os cristãos sendo jogados para a morte com os leões nesta mesma arena povoou a nossa mente naquele instante. Uma coisa leva à outra e imaginar aquilo tudo era impressionante.

Pantheon, a construção mais antiga de Roma

Pantheon, a construção mais antiga de Roma

O Coliseu foi encomendado pelo imperador Vespasiano em 72 d.C. e tem capacidade para abrigar 55 mil espectadores. As 80 entradas facilitavam o acesso das pessoas que podiam assistir gratuitamente aos combates mortais dos gladiadores. Engraçado foi ver muitos homens vestidos como centuriões cobrando para tirar fotos com os turistas. Muitos pagam e escutamos um deles cobrando um euro para posar para a foto.

Colunas do antigo Mercado de Trajano, um complexo de lojas construído no segundo século depois de Cristo

Colunas do antigo Mercado de Trajano, um complexo de lojas construído no segundo século depois de Cristo

Logo ao lado fica o Fórum Romano e toda a região é cheia de vestígios da Roma Antiga. Do Mercado de Trajano, talvez o primeiro shopping do mundo, restaram apenas algumas colunas. O lugar reunia 150 lojas e escritórios construídos a pedido do imperador Trajano, no século II. Decidimos seguir a pé até a Piazza Navona para irmos aproveitando ao máximo os monumentos históricos que a cidade oferece. Aliás, Roma guarda histórias em cada esquina. Levamos quase uma hora durante o percurso e a euforia parecia maior do que o cansaço.

Fontana di Trevi, a mais famosa fonte do mundo

Fontana di Trevi, a mais famosa fonte do mundo

A Piazza Navona é considerada a praça barroca mais bonita de Roma. Foi projetada seguindo o desenho de um estádio romano do século I d.C.. A Embaixada brasileira fica nesse endereço nobre, no Palazzo Pamphili, antiga residência de Giovanni Battista Pamphili, o papa Inocêncio X.

O Coliseu iluminado durante a noite fica ainda mais belo

O Coliseu iluminado durante a noite fica ainda mais belo

Aqui em Roma o escritório de turismo da embaixada fica de frente para a praça e é aberto ao público, diferente dos outros que visitamos até agora. Fomos recebidas por Daniela de Freitas e Flaminia Mantegazza que nos adiantaram que a época não é muito favorável para reuniões, já que a maioria das pessoas tira férias entre o Natal e o Ano Novo e muitos ainda só retornam depois do dia 15 de janeiro.

Mesmo assim elas ficaram de nos ajudar com a relação de endereços de agências e operadoras de turismo que trabalham com o Brasil, além de tentar algum contato com a imprensa especializada italiana. Mais tarde conhecemos também a diretora do departamento comercial, Ivana Marilia Gurgel. Ficamos de ligar no final da tarde e saber o que tinham conseguido para a gente.

Seguimos a pé pela cidade e passamos por outros pontos turísticos como o Pantheon – “templo de todos os deuses”, a construção mais antiga de Roma, entre 27 e 25 a.C.. No século VII os cristãos reclamavam que eram importunados por demônios ao passarem por lá e por causa disso o local foi abençoado e transformado numa igreja.

Nossa próxima parada foi na fonte mais famosa do mundo a Fontana di Trevi, eternizada no filme “La Dolce Vita” na cena onde a atriz Anita Ekberg toma um banho nela. O local é cheio de turistas fazendo pedidos e jogando moedas por sobre os ombros, noivas sendo fotografadas e pessoas inebriadas admirando Netuno ladeado por dois tritões e a água que cai sem parar.

Apesar de ainda não ser tarde, cerca de cinco e meia, o manto da noite já caia sobre Roma. Ligamos para o escritório de Turismo e nos confirmaram uma entrevista para o dia seguinte na Radio Raí - a mais importante da Itália - a um programa dedicado à música brasileira, uma ótima oportunidade de divulgarmos Foz do Iguaçu e a expedição. Resolvemos fazer o mesmo trajeto para ver o Coliseu iluminado e a caminhada mais uma vez valeu a pena.

Apesar de não ter nevado em Roma a cidade fica muito gelada sem o calor do sol. No caminho de casa já em Lido di Óstia passamos num supermercado e compramos algumas coisas que precisávamos. Em casa hoje o jantar apesar de simples foi especial, o tradicional e bem brasileiro arroz com feijão, preparado pela Patrícia. O feijão preto foi um presente dos pais dela que nos trouxeram quando estiveram por aqui nos visitando. O que não faz a saudade do Brasil... arroz com feijão preto viram banquete!

  
  

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