Visita à redação da Jungle Drums

Os brasileiros que vivem em Londres não podem se queixar de falta de notícias do Brasil em português. A capital inglesa possui várias publicações feitas pelos e para os brasileirinhos. Neste tempo que estamos por aqui, já lemos a Revista Real – que conhec

  
  

Os brasileiros que vivem em Londres não podem se queixar de falta de notícias do Brasil em português. A capital inglesa possui várias publicações feitas pelos e para os brasileirinhos. Neste tempo que estamos por aqui, já lemos a Revista Real – que conhecemos desde Bruxelas, na Bélgica -, a Brasilnet, a Páginas Brasileiras, a Leros, a Jungle Drums e o jornal Brazialian News.

Eurotrip com Juliano e Helem na redação da Jungle Drums

Eurotrip com Juliano e Helem na redação da Jungle Drums

Um dos assuntos em voga nestas últimas edições é o grande volume de brasileiros deportados nos últimos meses. Como muitos aqui vivem em situação ilegal – trabalhando sem documentação e com o visto de permanência já vencido - o tema obrigatoriamente chama a atenção. Em breve, com a entrada de alguns países do leste na Comunidade Européia, a mão-de-obra brasileira deve ser substituída pelo trabalho de imigrantes destes novos “parceiros”.

Os famosos painéis luminosos no Picadilly Circus

Os famosos painéis luminosos no Picadilly Circus

Hoje, visitamos a redação da Jungle Drums. De distribuição gratuita, esta talvez seja a revista que trate as matérias de forma mais descompromissada e descontraída, com um estilo de texto alternativo e voltado para temas culturais. A reportagem de capa da última edição mostra as aventuras de Gil e Caetano durante o exílio em Londres, nos anos 60. A matéria é ilustrada por personagens que mais parecem “sósias” dos dois cantores em trajes e cabeleiras da época. Uma ousadia que dividiu o público leitor.

Antes de irmos até lá, falamos por e-mail com um dos editores, o Juliano, e marcamos uma entrevista para a tarde. A sala onde funciona a redação é um pouco escondidinha, mas até que foi fácil encontrar. Assim que chegamos, fomos muito bem recebidas pela galera, um pessoal bastante jovem e animado.

Depois das devidas apresentações, começamos a falar um pouco sobre esta nossa viagem. Isso às vezes funciona até como uma sessão de terapia. Vamos falando, falando, falando e as pessoas perguntando, perguntando e perguntando, tudo até nos darmos conta de quanta coisa a gente já fez. E esta sensação é muito boa. Nós três nos olhamos sem falarmos nada, apenas como se quiséssemos dizer uma pra outra: “tá vendo? Por quantas e boas já passamos, hein?”

A reação das pessoas que ouvem estas histórias é de muita admiração. Todos gostam e acham tudo super legal, algo que gostariam muito de fazer. As horas passam e a conversa vai ficando cada vez mais interessante. Sempre vamos “descobrindo” e relembrando detalhes interessantes e que na hora muitas vezes passam quase que sem percebermos. Nada como uma boa conversa pra gente reviver tudo de novo e deixar aquele sorriso de orgulho no canto da boca.

Ficamos lá na revista quase duas horas. Pobre do Juliano que, cheio de coisas pra concluir, ficou lá nos ouvindo, acompanhado de outros colegas que trabalham ali com ele. Como bom editor, nos pediu pra que escrevêssemos algo ainda para esta edição da revista, falar das impressões que tivemos dos países por onde já passamos. Vai ser mais uma boa experiência e talvez um outro tipo de terapia!

  
  

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