Visitando o Bunker de Hitler

Finalmente vamos conhecer um dos redutos do famigerado Adolf Hitler. A fortaleza construída nos Alpes bávaros era um dos lugares preferidos do Führer, onde ele passava a maior parte dos seus finais de semana. Hitler esteve pela primeira vez nas montanhas

  
  

Finalmente vamos conhecer um dos redutos do famigerado Adolf Hitler. A fortaleza construída nos Alpes bávaros era um dos lugares preferidos do Führer, onde ele passava a maior parte dos seus finais de semana. Hitler esteve pela primeira vez nas montanhas de Berchtesgadem em 1923. O lugar era conhecido até então pelas suas terapias curativas. O ar fresco, diziam, era bom para a saúde. Fomos conferir de perto as histórias e lendas do lugar.

Ilustração de Hitler na entrada do museu

Ilustração de Hitler na entrada do museu

A cidade alemã fica a 25 quilômetros de Salzburgo, na Áustria. A fronteira ali é quase imperceptível, ainda mais quando se trata de uma região montanhosa cortada por pequenos vales, onde se formaram algumas cidadezinhas. Sabíamos que a casa de Hitler e o Ninho da Águia (Kehlsteinhaus), construído a uma altura de 1834 metros de altitude, ficavam um pouco no alto, mas não imaginávamos que a subida seria tão íngreme. Quase que o motorhome não vence o trajeto.

Exposição mostra a trajetória de Hitler e sua passagem por Berchtesgaden

Exposição mostra a trajetória de Hitler e sua passagem por Berchtesgaden

Do antigo complexo, restam apenas a antiga casa de hóspedes - onde agora funciona um museu que conta a histórica do lugar, as agruras do Holocausto e alguns episódios da Segunda Guerra Mundial -, um hotel que já existia antes dos líderes nazistas se instalarem na região, a rede de túneis que formam o bunker (esconderijo subterrâneo) e o Ninho da Águia - presente para o aniversário de 50 anos de Hitler -, hoje transformado em um restaurante com vista quase panorâmica das montanhas e vales.

Placa com o nome do líder nazista que foi retirada de Munique depois do fim da guerra

Placa com o nome do líder nazista que foi retirada de Munique depois do fim da guerra

Conta a lenda que naqueles Alpes vivia adormecido um grande imperador. Ele permaneceria ali à espera de um dia despertar de seu sono e salvar o povo alemão. Aproveitando-se desta história, os criadores do nazismo transferiram esta façanha ao Führer, que desempenharia o papel de Salvador da Pátria. Berchtesgaden, até então um retiro terapêutico, passou a ser tratada como refúgio e lugar de descanso do grande líder.

Uma das 79 salas do bunker em Obersalzberg

Uma das 79 salas do bunker em Obersalzberg

Panfletos turísticos da época e cartões postais estampam fotos de Hitler com crianças e animais. Imagens da casa com sua vista esplendorosa também eram alardeadas como se fossem imagens do próprio paraíso. O encontro com políticos destacados no mundo como o príncipe de Gales, Mussolini e outros presidentes eram manchetes nos principais jornais da região e da capital. Ao fundo, quase sempre o mesmo cenário dos Alpes.

No topo da montanha, o Ninho da Águia

No topo da montanha, o Ninho da Águia

A idéia de refúgio não poderia ser completa sem um esconderijo. Por isso, em meados de 1943 iniciou-se a construção de um complexo de túneis subterrâneos com cerca de 2775 metros de corredores e 79 salas em uma área de 4120 metros quadrados. A construção só foi concluída no início de 45, quando a Segunda Guerra já chegava ao fim e a Alemanha se rendia aos Aliados. Um ataque antiaéreo no dia 25 de abril destruiu completamente o quartel-general montado na região de Obersalzberg, em Berchtesgaden. Mas, o bunker sobreviveu e hoje é um dos poucos lugares mantidos na sua forma original e o mais interessante da visita ao museu.

Apenas cerca de 10% dos túneis estão abertos à visitação. Da porta de entrada, próxima ao museu, pode-se ver o lugar especialmente construído para Hitler no pico da montanha. O acesso ao Ninho da Águia fica a 6,5 quilômetros do estacionamento, quando se chega à entrada de um túnel de 124 metros construído diretamente na rocha. Outros 124 metros para cima são feitos de elevador, também no coração na montanha: um desejo de Hitler transformado em realidade depois de mais de um ano de trabalho duro de alguns operários.

Durante a construção do acesso e da casa muitos morreram, já que todo o material para a obra era carregado àquela altitude nas costas. Lá no alto, ficava uma sala de reuniões e outros depósitos repletos de obras de arte, vinhos e champanhes raríssimos pilhados dos países ocupados durante a guerra.

As informações que conseguimos sobre este período da história e principalmente sobre o comportamento do líder nazista em seu círculo de amizades, longe da burocracia de Berlim, como ele mesmo definia, nos proporcionou conhecer muito daquele período trágico. Estar ali, onde pouquíssimas pessoas estiveram também é emocionante.

Desde o fim da guerra até 1996, quando os americanos devolveram o lugar aos alemães, o acesso era restritíssimo. Desde 1952, nem mesmo ruínas existiam mais, apenas o bunker, aberto no mesmo ano. Somente em 99 é que o museu foi organizado. Nada melhor para compreender os fatos do que estando onde eles aconteceram, mesmo anos depois.

  
  

Publicado por em

Márcia Silva

Márcia Silva

24/07/2009 14:45:30
Gostei muito da matéria. Gosto muito de história, principalmente conhecer mais de uma pessoa tão imponente como Hitler, valeu!!

Walf Larry

Walf Larry

03/03/2009 11:06:28
Gostaria que falassem sobre o bunker de Berlim. Sei que não existe mais (foi demolido e soterrado). Estive lá em 2007. Gostaria de saber se vcs têm mais fotos e informações do lugar. Abraços

Equipe EcoViagem

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Fabriciane mendes

Fabriciane mendes

03/03/2009 09:43:16
Meu Deus, deve ser emocionante ver toda essa história viva não só na memória mas em locais como esses!!!!!!!!!!

JOSE PEDRO MARTINS

JOSE PEDRO MARTINS

14/09/2008 20:59:17
Muito bom principalmente para mim que sou fãm das historias da segunda guerra mundial,no mês de março de 2008 estive na Alemanha num passeio curto infesmente de apenas um semana, na alemanha apenas pude observar o local do murro que dividia as duas alemanhas, depois fui ate a Belgica,la sim tive o prazer de conhecer o memorial para os soldados Americanos na cidade de Bastongne, dessa forma consegui sasiar um pouco minha curiosidade sobre estes assuntos, mas tenho muita curosidade sobre o termino da guerra como viveu o povo Alemão nos anos seguintes, gostaria muito de ver fotos dos locais importantes da epoca e saber como estão hoje.
Att: Jose Pedro Martins.
Itajai SC.

Alexandre Magno

Alexandre Magno

27/08/2008 21:49:42
Excelente! Até que em fim alguém falou deste lugar com propriedade e ainda colocou fotos explicativas e como está lá hoje. Quer dizer que lá agora é local turístico e aberto ao público, com restaurante e tudo mais. Nossa! Deve ser muito massa tomar uma cerveja bem gelada lá e depois almoçar olhando praquela vista! Vou contar uma coisa pra vocês: "Existe uma ou mais associação nos Estados Unidos da América ( Não sei dizer em qual estado ), de ex-combatentes "VIVOS"
( 2008 ). Em uma dessas associações tem um senhor ( Não sei a patente dele na época ) que esteve em Berchtesgaden nos dias da desocupação ( 1945 ). Este Senhor, entre outros objetos, Guardou para ele 2 caixas de "CERVEJA" de "ADOLF HITLER" que estava dentro da casa !!! Outros soldados também pegaram, pois ele deu uma entrevista e disse que tinha mais de 100 caixas na dispensa da casa de Hitler. Estas caixas existem até hoje !!! "VERDADE"... Ele tomou algumas, mas guardou a maioria. Não sei o nome da cerveja, mas pelo que ele disse, ela é diferente dessas tradicionais. Parece Champanhe, porém sem doce. Disse que é melhor que todas as outras e mais saborosa. Adorei ter conhecido um pouco mais da nossa história através de vocês. Vocês arrebentaram hein...!!! Parabéns !!! Se puder mande mais informações pelo e-mail. Abraço á todos. !
Sds,
Alexandre Magno