Visitas a operadoras e agências em Paris

Com o endereço das principais agências e operadoras de turismo que viajam para o Brasil nas mãos, fizemos um roteiro de trabalho. Tínhamos mais de 10 visitas a serem feitas na capital francesa. Ingenuidade da nossa parte, imaginar que conseguiríamos concl

  
  

Com o endereço das principais agências e operadoras de turismo que viajam para o Brasil nas mãos, fizemos um roteiro de trabalho. Tínhamos mais de 10 visitas a serem feitas na capital francesa. Ingenuidade da nossa parte, imaginar que conseguiríamos concluir tudo em apenas um dia, mas era o que pensávamos. Os escritórios ficam um em cada canto da cidade. Embora o metrô seja um meio de transporte mais rápido, circulando sempre nos subterrâneos perdemos um pouco da noção espacial de Paris e deixamos de ver as belíssimas construções, por isso preferimos andar de ônibus. Mapas dos itinerários dentro dos ônibus, nos pontos e nos mapas que tínhamos facilitaram bastante o nosso vai-e-vem.

Visita a operadora Jetset, que leva mil franceses por ano ao Brasil

Visita a operadora Jetset, que leva mil franceses por ano ao Brasil

Conseguimos realizar seis visitas na segunda-feira, uma média boa para uma cidade gigantesca como essa. Algumas operadoras, como a Jetset Voyages, chegam a levar para o Brasil anualmente cerca de mil franceses. Estivemos também numa outra operadora chamada Fleuves du Monde “Rios do Mundo”, que como o nome já diz organiza excursões em barcos. Para o Brasil, existem grupos que optam por conhecer o Amazonas, mas a gerente de produtos, Isabelle Berthier, nos informou que a companhia pretende oferecer novos itinerários em rios brasileiros. Por que não a Foz do Iguaçu, cercada pelos rios Paraná e Iguaçu?

Agente de viagem com material sobre Foz do Iguaçu

Agente de viagem com material sobre Foz do Iguaçu

Entre uma visita e outra, passamos pela Igreja de Joana d’Arc, o Jardin du Luxemburg (um parque com 25 hectares bem no centro de Paris), o Quartier Latin, um bairro que esteve sempre associado a artistas, intelectuais e à vida boêmia - os restaurantes e café são bastante concorridos - desde a Idade Média. O lugar às margens do Sena abriga a famosa Universidade Sorbonne. Passamos ainda pela Shakespeare and Company (uma das mais glamourosas livrarias de Paris, com vista para a Nôtre-Dame) e vimos também a impressionante Ópera de Paris...

Cláudia no salão de beleza, demora que valeu a pena...

Cláudia no salão de beleza, demora que valeu a pena...

No dia seguinte, queríamos completar o nosso trabalho, mas uma parada no salão de beleza nos atrasou um pouco, cerca de duas horas e meia. Vou explicar! Fizemos duas visitas e quando estávamos a caminho da terceira passamos em frente a um salão especializado no tratamento de cabelos de pessoas negras. Cláudia que precisava dar um corte nas suas madeixas não resistiu. O problema é que entre escolher o corte, lavar, hidratar, cortar, secar e pentear se passaram mais de duas horas. A sorte é que o resultado ficou ótimo. A espera valeu a pena. Ao sair do cabeleireiro, realizamos mais uma visita, Cláudia com cabelo novinho em folha. A última parada do dia foi na internet.

Igreja de Joana d`Arc

Igreja de Joana d`Arc

Chegamos no camping e fomos dar uma de dona-de-casa. Lavar roupa, limpar banheiro, esfregar o chão de casa. Já era meia-noite quando jantamos uma lasanha maravilhosa e aí sim tivemos o sono dos justos.

Em nossa estada por Paris, esquecemos de comentar uns detalhes da belíssima e sempre romântica cidade. Na verdade, são observações que fazemos e que podem quebrar um pouco o encanto desse lugar de gente brilhante como Sartre e Simone de Beauvoir, Coco Chanel, Matisse, Balzac e que adotou nativos de outras partes como Ernest Hemingway, Pablo Picasso, Isadora Duncan, Salvador Dali e Oscar Wilde. Os metrôs são um horror. Não pela malha, que nos faz chegar a qualquer lugar da cidade e até mesmo da região rapidamente, mas pela sujeira. A maioria é deprimente, há lixo pelo chão e um cheiro de xixi quase tão famoso quanto o aroma dos perfumes franceses.

É engraçado observar também que a organização que víamos em outros países como Alemanha e Suíça realmente ficou pra trás. Já se percebe que há sangue latino correndo por aqui. O trânsito é mais nervoso, poucas pessoas atravessam na faixa de segurança e quase ninguém espera o semáforo abrir para cruzar uma rua. Assim como no Brasil, os pedestres são mais relapsos e os motoristas também. Não vimos isso só aqui, mas pelo norte da Itália também. É divertido prestar atenção nesses detalhes. Nos fazem entender um pouco mais do estilo de vida de cada povo.

  
  

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